
“Eu nunca hesitei um segundo em relação a ir para a guerra no Iraque"
Sin duda, ella representa el sector mas fundamentalista del conservadorismo republicano. Con ella se vienen tiempos dificiles para el mundo, pero tambien para estados unidos.
Todo acto o voz genial, viene del pueblo y vá hacia él. Cesar vallejo. “El arte que se nutre del alma de nuestro pueblo, de sus sufrimientos y esperanzas es un arte que no muere, que vive eternamente en los corazones que luchan y cantan”. Jose carlos mariategui


En Denver, Colorado, donde tiene lugar la Convención Nacional del Partido Demócrata de EEUU, por tercer día consecutivo se realiza una manifestación encabezada por ex marines, veteranos guerra, pacifistas y organizaciones sociales, que tomaron las calles para exigir el fin de la invasión a Irak.
Los manifestantes tenían como meta llegar a la Convención Demócrata para entregar al candidato presidencial de esa tolda, Barack Obama, una carta con una serie de reclamos que comprendía una justa indemnización al pueblo iraquí por la agresión
Aproximadamente 500 manifestantes marcharon desde el Civic Center Park, cerca del Capitolio Estatal, hasta el edificio de las cortes federales ubicado a varias cuadras de distancia.
Algunos de los manifestantes se vistieron como prisioneros de la cárcel de Abu Ghraib, en Irak, donde soldados estadounidenses sometieron a tortura a los internos, en incidentes que fueron documentados en fotografías.
Los participantes en la marcha gritaban: 'Sin justicia, no hay paz' y portaban carteles de 'No Guerra por Imperio' y 'No a la Tortura'.
También rechazaron los planes anunciados por Obama sobre un eventual aumento de tropas en Afganistán.
"Queremos a las tropas fuera de Irak y de vuelta a casa, no queremos a las tropas trasladándose a Afganistán, y menos una guerra preventiva", dijeron los manifestantes.




Outros consumidores são menos desejados: insetos que atacam os frutos e micróbios que destroem as sementes em vez de dispersá-las. No caso da pimenta estudada, o buraco feito pelo inseto era o canal perfeito para a invasão do fungo.
A planta tenta se defender dessas pragas microscópicas produzindo substâncias tóxicas. Mas não pode exagerar na dose, senão os animais dispersores passam a evitar frutos ardidos demais. É um autêntico "come-lá-dá-cá".
Foram estudadas sete populações da pimenteira, distribuídas em 1.600 km2 de território boliviano, e notou-se que, quanto maior o risco de ataque por inseto ou por fungo em uma região, maior a quantidade das capsaicinas.











aqui una nota resumida sobre ese asunto (en castellano)

Paradoxalmente, toda Bolívia terminou jejuando com elas, até que a ditadura caiu.
Eu conheci uma dessas cinco lutadoras. Domitila Barrios, no povoado mineiro de Llallagua. Em uma assembléia de operários das minas, todos homens, ela se levantou e fez todos se calarem.
- Quero lhes dizer isto - disse. Nosso inimigo principal não é o imperialismo, nem a burguesia, nem a burocracia. Nosso inimigo principal é o medo, e o levamos dentro de nós.
E anos depois reencontrei Domitila em Estocolmo. Expulsa da Bolívia, foi ao exílio, com seus sete filhos. Domitila estava muito agradecida pela solidariedade dos suecos, cuja liberdade admirava, mas eles lhe davam pena, tão solitários que estavam, bebendo sozinhos, comendo sozinhos, falando sozinhos. E lhes dava conselhos:
- Não sejam bobos – dizia a eles. Nós, lá na Bolívia, nos juntamos. Ainda que seja para lutar, nos unimos.
E quanta razão tinha.
Porque eu digo: Existem os dentes, e não se juntam na boca? Existem os dedos, e não se juntam na mão?
Juntamos: e não apenas para defender o preço de nossos produtos, mas também, e sobretudo, para defender o valor de nossos direitos. Estão juntos, embora de vez em quando simulem rixas e disputas, os poucos países ricos que exercem a arrogância sobre todos os demais. Sua riqueza come pobreza, e sua arrogância come medo. Há bem pouco tempo, peguemos este caso, a Europa aprovou a lei que converte os imigrantes em criminosos. Paradoxo dos paradoxos: a Europa, que durante séculos invadiu o mundo, fecha a porta nos narizes dos invadidos, quando retribuem a visita. E essa lei foi promulgada com uma assombrosa impunidade, que seria inexplicável se não estivéssemos acostumados a ser comidos e viver com medo.
Medo de viver, medo de dizer, medo de ser. Esta nossa região faz parte de uma América Latina organizada para o divórcio de suas partes, para o ódio mútuo e a mútua ignorância. Mas, somente estando juntos seremos capazes de descobrir o que podemos ser, contra uma tradição que nos adestrou para o medo e a resignação e a solidão e que cada dia nos ensina a não nos querermos, a cuspir no espelho, a copiar em lugar de criar.
Ao longo de toda a primeira metade do século XIX, um venezuelano chamado Simon Rodríguez, andou pelos caminhos de nossa América, no lombo de mula, desafiando os novos donos do poder:
- Vocês – clamava don Simon – vocês que tanto imitam os europeus, por que não os imitam no mais importante, que é a originalidade?
Paradoxalmente, por ninguém era ouvido este homem que tanto merecia ser ouvido.
Paradoxalmente, o chamavam de louco,
porque tinha o bom senso de acreditar que devemos pensar com nossa própria cabeça,
porque tinha o bom senso de propor uma educação para todos e uma América de todos, e dizia que aquele que não sabe, qualquer um o engana e aquele que não tem, qualquer o compra.
Porque tinha o bom senso de duvidar da independência de nossos países recém-nascidos:
- Não somos donos de nós mesmos – dizia. Somos independentes, mas não somos livres.
Quinze anos depois da morte do louco Rodríguez, o Paraguai foi exterminado. O único país hispano-americano verdadeiramente livre foi paradoxalmente assassinado em nome da liberdade. O Paraguai não estava preso na jaula da dívida externa, porque não devia um centavo a ninguém, e não praticava a mentirosa liberdade de comércio, que nos impunha e nos impõe uma economia de importação e uma cultura de impostação.
Paradoxalmente, após cinco anos de guerra feroz, entre tanta morte sobreviveu a origem.
Segundo a mais antiga de suas tradições, os paraguaios nasceram da língua que lhes deu nome, e entre as ruínas fumegantes sobreviveu essa língua sagrada, a língua primeira, a língua guarani. E em guarani ainda falam os paraguaios na hora da verdade, que é a hora do amor e do humor.
Em guarani, ñe’ significa palavra e também significa alma. Quem mente a palavra, trai a alma.
Se te dou minha palavra, me dói.
Um século depois da guerra do Paraguai, um presidente do Chile deu sua palavra, e se deu.
Os aviões cuspiam bombas sobre o palácio do governo, também metralhado pelas tropas de terra. Ele havia dito:
- Eu, daqui, não saio vivo.
Na história latino-americana, é uma frase freqüente. Foi pronunciada por uns quantos presidentes que depois saíram vivos, para continuarem pronunciando-a. Mas, essa bala não mentiu. A bala de Salvador Allende não mentiu.
Paradoxalmente, uma das principais avenidas de Santiago do Chile se chama, ainda, Onze de Setembro. E não tem esse nome pelas vítimas das Torres Gêmeas de Nova York. Não. Leva esse nome em homenagem aos verdugos da democracia no Chile, com todo respeito por esse país que amo, me atrevo a perguntar, por puro senso comum: Não seria hora de mudar o nome? Não seria hora de chamá-la Avenida Salvador Allende, em homenagem à dignidade da democracia e à dignidade da palavra?
E saltando a cordilheira, me pergunto: Por que será que Che Guevara, o argentino mais famoso de todos os tempos, o mais universal dos latino-americanos, tem o costume de continuar nascendo?
Paradoxalmente, quanto mais o manipulam, quanto mais o traem, mais nasce. Ele é o mais nascedor de todos.
E me pergunto: Não será porque ele dizia o que pensava, e fazia o que dizia? Não será que por isso continua sendo tão extraordinário, neste mundo onde as palavras e os fatos muito raramente se encontra, e quando se encontram não se saúdam, porque não se reconhecem?
Os mapas da alma não têm fronteiras, e eu sou patriota de várias pátrias. Mas, quero culminar esta pequena viagem pelas terras da região evocando um homem nascido, como eu, aqui por perto.
Paradoxalmente, ele morreu há um século e meio, mas continua sendo meu compatriota mais perigoso. Tão perigoso é que a ditadura militar do Uruguai não pôde encontrar uma única frase sua que não fosse subversiva, e teve que decorar com datas e nomes de batalhas o mausoléu que ergueu para ofender sua memória.
A ele, que se negou a aceitar que nossa pátria grande se rompesse em pedaços;
a ele, que se negou a aceitar que a independência da América fosse uma emboscada contra seus filhos mais pobres,
a ele, que foi o verdadeiro primeiro cidadão ilustre da região, dedico esta distinção, que recebo em seu nome.
E termino com palavras que lhe escrevi há algum tempo:
1820, Paso del Boquerón. Sem voltar a cabeça, você afunda no exílio. O vejo, estou vendo-o: desliza do Paraná com agilidade de um lagarto e afasta flamejando seu poncho esfarrapado, ao trote do cavalo, e se perde na mata. Você nos diz adeus à sua terra. Ela não acreditava. Ou, talvez, você não sabe, ainda, que parte para sempre.
A paisagem fica cinza. Você vai, vencido, e sua terra fica sem alento.
Lhe devolverão a respiração os filhos que nascerem, os amantes que chegarem? Os que dessa terra brotam, os que nela entram, serão dignos de tristeza tão profunda?
Sua terra. Nossa terra do sul. Você lhe será muito necessário, don José cada vez que os ambiciosos se lastimarem e a humilharem, cada vez que os bobos a considerarem muda ou estéril, você fará falta. Porque você, don José Artigas, general dos simples, é a melhor palavra que ela pronunciou.
(fonte)
Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina, Memórias do fogo e Espelhos/Uma história quase universal
obama musulmano?Uribe e seu papel de virrey pro imperio: Parte II
ELN e FARC
O falecido comandante do ELN, Milton Hernandez (morto em 2007, em Cuba, por insuficiência renal), responsável das relações internacionais do grupo, foi o principal quadro da guerrilha colombiana a entender, em 2000, que os meios tecnológicos usados pelo EUA para promover uma guerra de contra-insurgência de novo tipo iriam provocar um grande desgaste de homens e materiais sobretudo nas regiões onde a guerrilha - em particular as FARC - exercita um controle permanente sob forma de território libertado.
O recém-falecido líder das FARC, Manuel Marulanda, acreditava que a vantagem operacional das FARC (mobilidade na selva e facilidade de comunicações) sobre o Exército colombiano poderia vir menos quando as novas divisões de luta anti-insurgentes entrassem em ação com todo seu potencial aéreo, seus soldados profissionalizados e o uso de poderoso meios de telecomunicação.
Por isso, mesmo se o presidente da Colômbia, André Pastrana, entregava a Brian Sheridan, secretário adjunto de Defesa dos EUA, a mais alta condecoração do poder executivo colombiano - a Ordem de Boyocá -, em 9 de fevereiro de 2001, os comandantes das FARC, Manuel Marulanda, Raul Reyes e Ivan Reis (todos falecidos neste ano), já elaboravam um “acordo com 13 pontos para o reinício das negociações de paz e a previsão de realizar conversações três vezes por semana”.
Oficialmente Pastrana aceitou esse segundo acordo de negociação pela paz, mas logo depois fez de tudo para o inviabilizar, querendo que as FARC aceitassem na mesa de negociações o dirigente paramilitar das AUC, o narco-traficante Carlos Castaño. É evidente que a guerrilha preferia voltar a combater na selva.
É necessário lembrar que a partir de 1997 — altura em que as FARC e o ELN fizeram um grande ataque conjunto em nível nacional sem, porém, conseguir promover a insurreição nas principais cidades — a guerrilha manifestou abertamente querer negociar a paz. Porém, sem a rendição unilateral, com o reconhecimento internacional do estado de beligerância e com a simultânea libertação dos prisioneiros.
Condições justas para o fim de uma guerra civil e preventiva, visto que a história do executivo colombiano é repleta de traições e de massacres de guerrilheiros (União Patriótica e o M-19 por exemplo) que entregaram as armas acreditando na “pacífica inserção no sistema político”.
Manipulação
O ELN, em 2006, com o apóio de Cuba e de alguns países da Comunidade Européia, tentou levar o governo Uribe à mesa de negociações na capital cubana, Habana. Porém, Uribe e a imprensa estadunidenses manipularam a proposta de negociação para lançar uma campanha internacional contra as FARC, dando a entender que o ELN teria aceitado o desarmamento e rompido com as FARC que continuavam na narco-guerrilha.
É evidente que somente alguns jornais e sites de esquerda publicaram o desmentido do ELN. O que prevaleceu foram as declarações de Uribe que se aproveitou da cumplicidade da mídia colombiana e norte-americana para manipular a opinião pública e continuar uma guerra cada vez mais atroz e sanguinária.
De fato, o Comandante das FARC, Raul Reyes, em sua última entrevista gravada no dia 28 de fevereiro, em seu acampamento ao sul do rio Putumayo, poucos dias antes de morrer durante um bombardeio, assim declarava a Aníbal Grzon e Ingrid Storgen”... Não me resulta que o ELN tenha aceitado o desarmamento (...) .Estamos em vias de efetuar uma entrevista entre as duas chefias, para fortalecer a unidade de ação, tendo em vista consolidar a luta contra o imperialismo e a oligarquia, pela nova Colômbia e, a Pátria Grande (....) A unidade da esquerda revolucionária,na qual estão as guerrilhas do EPL (Exército Popular de Libertação), do ELN e das FARC, é uma necessidade de ordem estratégica (...) O nome da coordenadora Guerrilheira Simon Bolívar insere-se exatamente dentro de nossa convicção bolivariana (...) O caminho está no fortalecimento da unidade anti-imperialista, progressista e da esquerda revolucionária. Impõe-se incrementar o internacionalismo, como expressão de solidariedade de classe...” (Em BRASIL DE FATO, edição 275 de 05/11 de junho de 2008)