Todo acto o voz genial, viene del pueblo y vá hacia él. Cesar vallejo.
“El arte que se nutre del alma de nuestro pueblo, de sus sufrimientos y esperanzas es un arte que no muere, que vive eternamente en los corazones que luchan y cantan”. Jose carlos mariategui
Está acontecendo agora mesmo uma guerra entre aqueles que obram para proteger o Bem Comum e capitalistas fanáticos, que lutam para privatizar nossa economia, nossa cultura, nossa ecologia, nosso meio ambiente e nosso governo.
Há muito em jogo. O resultado deste conflito vai determinar se viveremos num caos distópico ou numa sociedade civil; se vamos preservar nosso sistema que serve de base à vida natural ou se, como pacientes terminais, dependeremos de aparelhos para sobreviver.
Até o momento, estamos perdendo feio. Os capitalistas estão ganhando, e os poucos que defendemos o Bem Comum estamos sendo ignorados, marginalizados ou ridicularizados.
Para entender este conflito, precisamos entender o que significa Bem Comum. Eis uma definição típica:
São recursos naturais e culturais acessíveis a todos os membros da sociedade, inclusive matérias naturais como ar, água e um planeta habitável. Estes recursos são propriedade comum e não privada.
Eu proporia uma definição um pouco mais ampla, na qual “recursos culturais” incluiriam as leis, as regulamentações e as normas garantidoras de um mundo sustentável, próspero, justo e equitativo. Mas tudo isso está sob ataque permanente dos capitalistas.
Crescimento, PIB, Riqueza e outras incongruências
Pergunte a qualquer capitalista o que ele entende por economia e ele dirá algo como: “maximização da riqueza” ou “crescimento do PIB”.
Estou com medo que você tenha CAPITALISMO...
Muita gente já se tocou que PIB não é sinônimo de riqueza ou de bem-estar, mas isso ainda não responde à pergunta: o que é riqueza?
A maior parte das definições propostas por economistas diz algo do tipo: aquelas coisas materiais produzidas pelo trabalho que satisfazem desejos humanos e podem ter valor de troca. E, é claro, o “meio de troca” que todos conhecemos e amamos: dinheiro, grana, tutu, moeda corrente. Mas, como indica Chris Martenson, a moeda é uma alegação de riqueza, não tendo nenhum valor intrínseco.
Um dos problemas que isso suscita é que não há limites práticos à moeda. Por exemplo, o valor global do mercado de derivados é de US$ 1.2 quatrilhões. Escrevamos isso com todos os zeros para um pleno impacto: US$ 1. 200, 000, 000, 000, 000.00.
E a que corresponde essa alegação de riqueza? Bem, a fonte de toda verdadeira riqueza é o capital natural. Sem isso, todo trabalho, toda inventividade e toda iniciativa individual é fundamentalmente inútil. Mas o capital natural, diferentemente da moeda, tem seus limites.
O Bem Comum natural – pré-requisito da Riqueza… e da Sobrevivência
O simples fato de precificar o Bem Comum em moeda corrente mostra uma fundamental incompreensão do que é verdadeiramente a riqueza e como ela é gerada.
Salve as abelhas!
Como, por exemplo, precificar as consequências de não mais ter ar respirável, água potável ou de ter apenas oceanos altamente acidificados? Que valor monetário atribuir ao último recife de coral, ao último sopro de ar fresco, ao último polinizador, à ultima extensão de floresta?
A resposta, obviamente, é que você não pode e provavelmente não deve precificar essas coisas. Denominar coisas que são necessários sustentáculos da vida e cujo estoque é limitado tendo a moeda como referência é como tentar converter ar, água, recursos naturais e clima habitável num maço de dólares. Pouco importa a espessura do maço, isso não dá certo.
Mesmo quando se tenta monetizar o valor do Bem Comum, como Robert Constanza e outros andaram tentando fazer, verifica-se que o valor anual de apenas 17 serviços ecossistêmicos é maior que toda a economia humana medida em PIB.
Um “serviço ecossistêmico” inclui coisas como o valor das abelhas como agente polinizador, o valor da proteção contra enchentes graças às zonas úmidas costeiras e o valor dos recifes de coral como berçário para frutos do mar comestíveis. Pra quem gosta de cifras, o valor destes 17 serviços ecossistêmicos ascendia a US$ 142.7 trilhões em 2014. E há muito mais que 17 serviços ecossistêmicos dos quais dispomos praticamente de graça, ano após ano. Em comparação, o Produto Mundial Bruto – valor anual de todos os bens e serviços criados pelo homem – é de apenas US$ 76 trilhões.
Incidentalmente, os humanos depredaram cerca de US$ 23 trilhões por ano em serviços ecossistêmicos desde 1997, arruinando zonas costeiras úmidas, destruindo corais e causando outras devastações do Bem Comum. Essa liquidação em massa de nosso capital natural sequer aparece em nossos indicadores econômicos.
Retomemos a questão do caráter praticamente ilimitado da moeda. Como pode ser isso? Ora, os capitalistas estão especulando em cima de um capital natural que não existe- no fundo, estão roubando cegamente futuras gerações enquanto produzem a maior bolha financeira jamais vista no mundo.
Os capitalistas ficam com a maior parte do botim deste roubo, a gente fica com as migalhas e as futures gerações pagam a conta. A não ser que, é claro, a natureza decida cobrar a dívida mais cedo que tarde – algo que, dadas as tendências da mudança climática, tornou-se inevitável, e muito antes do que acreditavam os capitalistas.
De fato, é muito provável que a conta chegue mais cedo, pagável em uma década ou duas, e em termos inegociáveis, pouco importando se os sistemas que servem de sustentáculo à vida vão continuar ou não.
Como e por que essa insanidade persiste? Capitalistas cegos ao futuro se apossaram do governo, da mídia e dos termos do debate.
E não se trata apenas do Bem Comum natural. Plutocratas estão privatizando ou tentando privatizar a educação, as prisões, os transportes, a água, a construção de infraestruturas, a administração e a manutenção, o policiamento, os serviços de bombeiros, os programas de saúde, a seguridade social- a lista é infinita.
E não é verdade que o setor privado faça melhor as coisas. Em geral, o setor público fornece melhores serviços a custos comparáveis ou iguais aos dos equivalentes do setor privado. A política de privatizações é para favorecer os lucros de uns poucos gatos pingados em detrimento da vasta maioria da população.
CAPITALISMO
Os serviços públicos eram parte do investimento compartilhado que fizemos para o Bem Comum. A verdadeira base de nosso governo enraíza-se na ideia de que governos são estabelecidos para garantir o “Bem Público”, ou a “comunidade”.
Mas desde o famoso “o problema é o inchaço governamental” de Ronnie Reagan, os estadunidenses passaram a se comportar como caipiras vorazes num festival depravado, incapacitando, subfinanciando e desacreditando o governo e transformando o país numa troça de enlouquecidos acólitos de Ayn Rand, que se empobrecem a si mesmos enquanto destroem o capital natural e o direito de nascer de nossos filhos.
[*] John Atcheson é autor do romance A Being Darkly Wise, um livro de suspense ecológico, primeiro volume de uma trilogia centrada sobre o aquecimento global. Publicado em The New York Times, The Washington Post, The Baltimore Sun, The San Jose Mercury News e outros grandes jornais, suas resenhas podem ser lidas em ClimateProgess.
Hace 70 años la bandeira de los soviet flameaba en el centro de poder de la alemania nazista,signicando que no existe una raza superior en el mundo.
emocionante el himno
ps: Devemos recordar el martirio de los heroes de la grande guerra pátria, que salvaron al mundo entero de la locura nazista, fascista y del imperialismo japones. Devemos luchar para que eso no vuelva a suceder
África es un continente con grandes recursos naturales, un continente
que ha sufrido mucho en el pasado debido a las acciones de los
colonizadores, que remodelaron la región sin tener en cuenta las
tradiciones y las relaciones sociales locales, un continente donde
muchos países han tenido que enfrentarse, aparte de a la pobreza, el
hambre y los cataclismos naturales, a guerras sangrientas y conflictos
internos que, en muchos casos, perduran hasta hoy en día, mientras que
en otros han dejado profundas heridas o han provocado consecuencias
irrevocables para la sociedad.
Tradicionalmente, las riquezas naturales del continente negro han atraído a las naciones más poderosas,
sobre todo países occidentales, que han visto en la influencia en la
región un componente clave en la lucha por la influencia en el mundo. Uno de estos países ha sido EE.UU., que, tras el
colapso de la Unión Soviética, intensificó los esfuerzos para fortalecer
su presencia en África. Los primeros en captar su atención fueron Sudán
y Etiopía, que en el pasado habían cooperado activamente con la URSS,
pero posteriormente la actividad de Washington se expandió a muchos
otros países, a veces provocando 'efectos secundarios' más dañinos que
las sequías o las hambrunas.
La catástrofe de Libia
Uno de los casos más emblemáticos de la expansión de EE.UU. y sus aliados de la OTAN en África es el de Libia, país que sigue sufriendo las consecuencias del 'apoyo' estadounidense a la 'democracia'.
Washington "siempre estará hombro con hombro con el pueblo libio",
aseguraba el presidente Barack Obama en 2011, a inicios de la campaña
militar de la OTAN en el país árabe. "EE.UU., junto con la comunidad
internacional, está comprometido con el pueblo libio. Ustedes han ganado
su revolución", proclamó entusiasmado el mandatario estadounidense unos
meses después, el 20 de octubre, en respuesta a la noticia sobre la muerte del coronel Muammar Gaddafi, y aplaudió los futuros cambios democráticos que aguardaban al país. Los países occidentales optaron por hacer oídos sordos a los numerosos testimonios que presentaba RT al público día tras día y a las opiniones de aquellos expertos que advertían que apostar por la oposición era un error.
Así, el diplomático norteamericano retirado George Kenney advirtió
en marzo de 2011 en declaraciones a RT que una intervención militar
extranjera en Libia desembocaría en un conflicto de larga duración y en
el consiguiente auge del terrorismo. "La actividad de la OTAN en Libia provocará aún más agitación a nivel mundial. En mi opinión, va a pasar lo mismo que en Irak y Afganistán", pronosticó.
"La oposición libia no será capaz de crear un nuevo Gobierno estable
tras derrocar al enemigo, los rebeldes deberán afrontar las
contradicciones internas", comentó a RT el entonces embajador de Rusia ante la OTAN, Dmitri Rogozin,
en medio del conflicto libio. "Las intervenciones otanianas, la
política y la militar, en la 'primavera árabe' podrían tener como
resultado un 'caliente verano árabe', con todas las circunstancias que
de ello se derivan para los demás Estados de la región", volvió a insistir Rogozin a finales de 2011.
EE.UU. y sus aliados "promueven las guerras civiles en países foráneos
por la simple razón de que en su ignorancia total (...) están tratando
de cambiar regímenes, gran parte de los cuales ni siquiera entienden", decía en julio de 2011 en declaraciones a RT el periodista investigador Adrian Salbuchi.
Fue el 11 de septiembre de 2012 cuando Washington experimentó por primera vez en su propia piel cómo es la nueva democracia libia. El ataque contra la Embajada de EE.UU. en Bengasi se cobró la vida de cuatro estadounidenses, el embajador Christopher Stevens
entre ellos. En agosto de 2013, EE.UU. se vio obligado a cerrar
temporalmente 19 sedes diplomáticas en Oriente Próximo y África del
Norte ante los altos riesgos de atentados terroristas. En mayo de 2014,
Washington ordenó el envío de un buque de guerra hacia las costas
libias.
"Las intervenciones otanianas, la política y la militar, en la
'primavera árabe' podrían tener como resultado un 'caliente verano
árabe', con todas las circunstancias que de ello se derivan para los
demás Estados de la región"
Dmitri Rogozin, político y diplomático ruso
Hoy en día, el país árabe sigue sumergido en el caos.
Existen dos gobiernos de facto en Libia: uno, elegido por medio de
elecciones legítimas, con sede en el este del país, y otro, de ideas
radicales, cuyo Congreso se encuentra en Trípoli.
El pasado mes de abril, durante un encuentro en Moscú con el canciller ruso, Serguéi Lavrov, el primer ministro libio, Abdalá At-Tani, apuntóa Occidente como responsable del caos
reinante en el país desde la caída del régimen de Muammar Gadaffi, y
pidió el apoyo de Rusia para restaurar las instituciones
gubernamentales. El ministro de Relaciones Exteriores ruso subrayó, por
su parte, que Moscú asiste al esfuerzo internacional, en la medida de lo
posible, para estabilizar la situación en el país norteafricano, y
señaló la necesidad de encontrar una manera rápida de reunificar el
Estado cuanto antes.
Malí, víctima de las acciones en Libia
Como era de esperar, la guerra en Libia apoyada por la OTAN abrió 'la caja de Pandora' de la inestabilidad
en los países del Sahel. Miles de combatientes de Mauritania, Malí,
Níger y otros países que luchaban como mercenarios en el Ejército del
exlíder libio Muammar Gaddafi regresaron a sus lugares de origen armados
hasta los dientes.
"Gaddafi sabía controlar la actividad de los tuaregs en la zona del
Sahel, pero ahora han emprendido su propia 'navegación'. Es gente
armada, muy bien preparada, que tiene comandantes experimentados.
Combatirlos es una tarea sumamente difícil"
Yevgueni Satanovski, presidente del Instituto de Oriente Próximo de Rusia
Uno de los primeros países africanos en sentir las consecuencias de la guerra en Libia fue Malí.
A lo largo de su breve historia postcolonial este país ha estado constantemente bajo la amenaza de una rebelión de las tribus del norte,
principalmente los tuaregs, que aspiraban a crear un Estado
independiente cuyo territorio incluiría el norte de Malí, el sur de
Argelia, las provincias orientales de Mauritania y la zona norte de
Níger.
El 22 de marzo de 2012, un golpe de Estado depuso al presidente de
Malí Amani Toumani Toure y el 6 de abril los rebeldes tuaregs del
Movimiento Nacional para la Liberación de Azawad (MNLA) proclamaron la
instauración del Estado islámico de Azawad en un territorio de unos
850.000 kilómetros cuadrados.
Según denunciaron en su día las autoridades de Malí, los tuaregs, que habían formado parte de las divisiones de élite de Gaddafi, llegaron con fusiles automáticos, lanzagranadas y ametralladoras que habían recibido del régimen libio. También disponían de armas francesas más modernas suministradas durante la guerra a los rebeldes libios.
"Gaddafi sabía controlar la actividad de los tuaregs en la zona del
Sahel, pero ahora han emprendido su propia 'navegación'. Es gente
armada, muy bien preparada, que tiene comandantes experimentados.
Combatirlos es una tarea sumamente difícil", declaró entonces el
presidente del Instituto de Oriente Próximo de Rusia, Yevgueni
Satanovski.
La guerra en Libia proporcionó a los exmercenarios de Gaddafi no solo
dinero y armas, sino también medio año de experiencia de combate.
Además, según informó el diario 'New York Times', durante cuatro años EE.UU. llevó a cabo en la región un programa antiterrorista a gran escala,
invirtiendo entre 520 y 600 millones de dólares en el entrenamiento de
tropas en Malí. A los militares les enseñaron a patrullar las fronteras y
a neutralizar las emboscadas, entre otros métodos de lucha contra el
terrorismo. Entrenados en la lucha contra los terroristas, unidades militares del país desertaron y entraron en las filas de los extremistas islamistas, como los rebeldes tuaregs.
A finales de 2012, la escalada de violencia en el norte de Malí, ocupado por grupos separatistas, provocó una resolución
de la ONU que autorizó el envío de una misión militar extranjera al
país africano para restablecer la paz. Las tropas francesas fueron las
primeras en llegar en enero de 2013.
A pesar de las declaraciones del presidente François Hollande de que
los militares franceses no lucharían en Malí más de un mes, la
intervención militar en el país africano se prolongó hasta el 13 de
julio de 2014, y luego fue relevada por la operación Barkhane.
A tenor de algunos expertos, en aquella ocasión se vivió una
rivalidad entre Francia y Estados Unidos por el control sobre el África
poscolonial.
La constante crisis de Sudán
En 1983, una guerra civil dividió Sudán en dos partes. El conflicto,
conocido como la 'Segunda Guerra Civil Sudanesa', se convirtió en uno de
los episodios más violentos del siglo XX y duró hasta 2005, cuando fue
firmado el acuerdo de paz.
En una primera fase del conflicto, EE.UU. apoyó al Gobierno musulmán en Jartum,
que impuso en los territorios bajo su control la ley coránica, lo cual
no hizo más que intensificar la lucha, pero en 1989 en el norte musulmán
de Sudán se produjo un golpe militar que derivó en la llegada al poder
de islamistas aún más radicales. Esta vez, Washington decidió apoyar a
los rebeldes del sur.
"El hallazgo de un yacimiento de petróleo en Sudán en 1990 por parte
de la compañía estadounidense Chevron no hizo más que echar más leña al
fuego", escribe Alexánder Sharkovski, analista del portal nvo.ng.ru, quien destaca el carácter más violento de la guerra en las zonas con presencia de petróleo. Los combates dificultaban la actividad de los magnates estadounidenses,
y en 1994 EE.UU. presionó a las partes del conflicto para que firmaran
una nueva estructura estatal. Sin embargo, los dirigentes del norte
musulmán no accedieron y los servicios secretos de EE.UU. orquestaron
disturbios, encabezados por una fuerte oposición, apoyada por Occidente,
recuerda Sharkovski.
En 2005 fue firmado el acuerdo de paz y empezó el proceso de
transición, que culminó con la independencia de Sudán del Sur. Sin
embargo, la ansiada paz no ha llegado a ninguno de los dos países.
Según Sharkovski, Washington suministra apoyo, incluido el militar, a los dos Estados, y los dos países, a pesar de sus ricos recursos, dependen en gran medida de la ayuda estadounidense. "Ambos países están sumidos en la pobreza y la corrupción, y sufren sus consecuencias", lamenta el analista.
Etiopía, bajo constante presión del 'aliado'
Etiopía, vecina de Sudán, también ha pasado por periodos difíciles en su historia, una historia que también ha sido marcada por la influencia de EE.UU.
En 1993, el país se dividió en dos, Etiopía y Eritrea. En 1996, bajo
la presión de EE.UU. y dos años antes de empezar una guerra entre sí,
las fuerzas terrestres de Eritrea y Etiopía participaron en la guerra civil de Sudán, apoyadas por la Fuerza Aérea de EE.UU.
Después del 11 de septiembre 2001, los servicios de inteligencia norteamericanos crearon en Etiopía un campamento
para entrenar a los combatientes de la oposición somalí. También
abrieron aeródromos en el país para operaciones aéreas tradicionales y
con aviones no tripulados contra Somalia y Yemen.
Así, desde 2011 EE.UU. ha tenido una base de drones militares en Arba Minch, en el sur de Etiopía.
En 2006, también bajo presión estadounidense, Etiopía envió tropas a Somalia, que siguen presentes allí en la actualidad.
Intervención en Somalia
A principios de los años 90 Somalia fue escenario de una caótica guerra civil y de una catástrofe humanitaria.
En 1992, como parte de la operación de la ONU Restaurar la Esperanza,
George H. W. Bush envió al país 28.000 soldados. La misión la amplió el
sucesor de Bush, Bill Clinton, para hacer frente a algunos señores de
la guerra considerados responsables de los disturbios y el caos en el
país.
En octubre de 1993, los guerrilleros somalíes organizaron una emboscada contra la Fuerza de Reacción Rápida de EE.UU.
Como resultado de la batalla fueron derribados dos helicópteros
estadounidenses UH-60 Black Hawk, 18 militares murieron, más de 70
resultaron heridos y Bill Clinton anunció la retirada de las fuerzas
estadounidenses del país.
Para comienzos de 2000, en Somalia cobró fuerza la Unión de Cortes
Islámicas (UCI), un grupo radical que recibía apoyo de Arabia Saudita y
otros países del Golfo.
Ante esta amenaza, los representantes de la inteligencia de EE.UU. persuadieron y financiaron a los señores de la guerra somalíes
para que crearan una alianza contra la Unión (la Alianza para la
Restauración de la Paz y Contra el Terrorismo, ARPCT), campaña que
provocó duras críticas entre los funcionarios norteamericanos ya que,
según argumentaban, socavó todos los esfuerzos antiterroristas en
Somalia, informó entonces 'The New York Times'. La alianza creada gracias a EE.UU. estaba profundamente dividida y era poco eficaz,
y en julio de 2006 las fuerzas de la Unión de Cortes Islámicas tomaron
Mogadiscio, la capital de Somalia. En diciembre, ya controlaban todo el
territorio del país.
El 21 de diciembre de 2006 comenzó oficialmente la guerra entre
Somalia, bajo el control de la UCI, y Etiopía, que apoyó a las fuerzas
del Gobierno Transicional de Somalia y de los gobiernos de las regiones
autónomas de Puntland y Galmudug.
En enero de 2007 EE.UU., apoyado por el entonces presidente somalí,
Abdullahi Yusuf Ahmed, intervino directamente en la guerra, lanzando
ataques aéreos contra los supuestos líderes de Al Qaeda en este país y
la UCI.
En agosto de 2008, el grupo radical Al Shabaab se escindió de la UCI y emprendió una guerra contra la coalición creada por EE.UU.
que dura hasta hoy. El grupo, que colabora con organizaciones
terroristas como Al Qaeda, está tratando de derrocar al Gobierno de
Mogadiscio respaldado por Occidente e imponer su propia versión estricta
de la ley islámica en el país, mientras que el Gobierno Transicional
sigue sin lograr unidad y resistiendo únicamente gracias al apoyo de
Etiopía.
A principios de 2014, EE.UU. desplegó casi dos docenas de tropas regulares en el país para entrenamiento y asesoría.
Además, en julio de 2014, Washington reveló que había mantenido presencia militar secreta en Somalia
durante los últimos siete años. Un destacamento variable de hasta 120
militares que incluía miembros de las fuerzas especiales permanecía en
el país.
Como resultado de la constante intervención norteamericana, "los
Gobiernos de los países del Cuerno de África –Sudán, Sudán del Sur,
Somalia y Etiopía– se han visto entre la espada y la pared, y ahora
dependen totalmente de la ayuda de Estados Unidos", opina Alexánder
Sharkovski.
Tropas en otras países africanos
En 2014, 'The Washington Post'
publicó un sorprendente mapa que revelaba en qué naciones subsaharianas
había presencia militar estadounidense involucrada en operaciones
militares reales.
Según indicó el rotativo, este hecho podría ser descrito como "una
creciente guerra en la sombra" contra los afilados de Al Qaeda y otros
grupos militantes.
Aparte de los casos ya mencionados, el mapa incluía los siguientes países: Burkina Faso
Desde el año 2007 EE.UU. tiene
una base en la capital, Uagadugú, que actúa como centro de una red de
espionaje estadounidense en la región. Los aviones espía salen de la
base para volar sobre Malí, Mauritania y el Sáhara en busca de los
combatientes de Al Qaeda del Magreb Islámico.
República del Congo
Las
tropas de EE.UU. en este país ayudan a la nación en la búsqueda de
miembros de la guerrilla ugandesa Ejército de Resistencia del Señor,
dirigida por Joseph Kony.
República Centroafricana
En abril de
2013 EE.UU. tenía alrededor de 40 tropas en este Estado que ayudaban a
la búsqueda del Ejército de Resistencia del Señor.
El
Ejército de EE.UU. tiene una gran base conocida como 'Camp Lemonnier'
en el Aeropuerto Internacional de Yibuti-Ambouli. Allí permanecen
alrededor de 4.000 militares, así como una gran cantidad de aviones y
drones.
Kenia
En la instalación
denominada 'Camp Simba', cerca de la frontera con Somalia, hay alrededor
de 60 militares desde noviembre de 2013.
Níger
En
2013 la Fuerza Aérea de EE.UU. estableció una base de drones en la
capital, Niamey. La Casa Blanca declaró que en la base hay alrededor de
100 militares en una misión de "recopilación de inteligencia".
Nigeria
A
principios de mayo de 2014 un pequeño equipo de soldados
norteamericanos y asesores civiles fue desplegado en Nigeria para unirse
a la búsqueda de las niñas secuestradas por Boko Haram. Esas tropas se
unieron a alrededor de 70 militares en Nigeria, 50 de ellos asignados
regularmente a la Embajada de EE.UU., y 20 infantes de marina que
realizaban entrenamientos.
Uganda
EE.UU.
tiene una base en la ciudad de Entebbe, desde la cual vuela un avión de
vigilancia PC-12 en busca del Ejército de Resistencia del Señor. El
número total de tropas norteamericanas en Uganda es de alrededor de 300,
y están oficialmente en el país para "proporcionar información,
asesoramiento y asistencia" a una fuerza de la Unión Africana en busca
de Kony.
Los objetivos de EE.UU. en África
Los estadounidenses incluyen a África en la zona de sus intereses
vitales. En 2008, por ejemplo, se creó el Comando Especial Africano de
las Fuerzas Armadas de EE.UU. (AFRICOM). La importancia estratégica de África es evidente y va desde las vías navales del canal de Suez y el Cuerno de África hasta los recursos naturales del continente.
En opinión de muchos expertos, EE.UU. realmente necesita mantener sus
posiciones en África ya que si no toma medidas, en un futuro próximo
será 'expulsado' del continente.
Además, algunos analistas apuntan que el mantenimiento de la influencia en el continente es el 'último recurso' de Barack Obama para salvar su reputación asociada de alguna manera con los fracasos de su política exterior.
"La política exterior del presidente estadounidense es
considerada por numerosos expertos un fracaso total, (...) por lo que
Obama todavía tiene que mostrar al menos algunos progresos en este
ámbito", opinó el analista político Piotr Akópov en un artículo en el
portal ruso Vzgliad
tras la cumbre en la que participaron el mandatario estadounidense y 47
jefes de Estado africanos en la capital de EE.UU. en agosto de 2014.
Finalmente, la cumbre fue vista por muchos como una manifestación del intento de EE.UU. de oponerse al avance de competidores, sobre todo China, en el continente negro.
Los rivales de EE.UU. en África
China, el principal rival por la influencia en África
El principal rival de los países occidentales, sobre todo EE.UU., en
la lucha por las esferas de influencia en África es China, cuya campaña
en el continente comenzó hace un cuarto de siglo. Aunque los chinos
comenzaron a establecer relaciones en los años sesenta, antes del inicio
de los años noventa no contaban con los recursos necesarios para
aumentar significativamente su peso en el continente. Los recursos naturales de África son vitales para el rápido crecimiento del gigante asiático,
y durante los últimos años Pekín ha sido capaz de hacer un progreso
considerable en su expansión por el continente. Desde el año 2000
China organiza cumbres similares a la de EE.UU, y el volumen de comercio
entre China y África en 2014 ya duplicaba la balanza entre EE.UU. y
África.
La posición general de Occidente en África es todavía más
influyente que la de China. Por ejemplo, Francia controla prácticamente
todo el sistema financiero de los Estados de África Occidental, pero el
poder de China realmente preocupa a los representantes de los países
occidentales.
"Los Gobiernos de los países del Cuerno de África –Sudán, Sudán del
Sur, Somalia y Etiopía– se han visto entre la espada y la pared, y ahora
dependen totalmente de la ayuda de Estados Unidos"
Alexánder Sharkovski, analista ruso
Rusia vuelve a ganar terreno en el continente africano
La URSS en su momento invirtió una gran cantidad de dinero y esfuerzo en el continente. De 1960 a 1990, la Unión Soviética fue la fuerza más importante en el continente africano porque los países liberados del colonialismo buscaban ayuda para llegar a ser realmente independientes.
La URSS les dio lo que pedían: préstamos, equipos y la construcción
de infraestructura. El entendimiento ideológico también fue importante,
ya que muchos países optaron por el camino socialista, el único que les
daba la oportunidad de liberarse de los dictados de Occidente.
Aunque con el colapso de la URSS los rusos abandonaron casi completamente África, a principios de los años 2000 comenzó un retorno gradual al continente.
Actualmente las principales empresas mineras de Rusia trabajan en
Angola, Guinea, Namibia, Nigeria y Sudáfrica. En general, las posiciones
de Rusia son más potentes en el sur del continente.
La espiral de la historia
Las bases de muchos de los problemas actuales de África fueron
creadas por los colonizadores, sostiene en su artículo Alexánder
Sharkovski.
Según explica el analista, los europeos "lo remodelaron todo a su manera",
sin tener en cuenta las tradiciones locales, las relaciones sociales y
las características culturales de los países africanos, y "entonces colocaron una bomba de relojería que se ha activado ahora".
"Hoy en día, los países occidentales, en primer lugar, EE.UU. y las
corporaciones multinacionales que explotan África y sus recursos, están
aprovechando la situación de crisis creada gracias a los esfuerzos de
estos mismos países occidentales", opina el autor del artículo,
explicando que "los debilitados Gobiernos nacionales, uno tras otro, se
encuentran en una situación de dependencia del apoyo de EE.UU. y sus
aliados".
En opinión del analista, la política actual de Occidente hacia África
evoca la del Imperio británico, basada en el principio de 'divide y vencerás', y otra analogía relaciona a EE.UU. con las políticas del Imperio romano.
"Todos sabemos qué pasó después. Y no olvidemos que la historia tiende a repetirse", concluye el experto.
Cámaras de gas, experimentos con seres humanos,
infección de personas de otras razas con las enfermedades peligrosas.
Aunque parezcan métodos empleados por los nazis durante la Segunda
Guerra Mundial, son algunos de los experimentos realizados por EE.UU. a
lo largo de la historia.
Un artículo publicado en el portal globalconflict.ru recuerda los 13 peores experimentos con seres humanos realizados por EE.UU.
MKULTRA, Subproyecto 68
Fotografía de dominio público
MKULTRA fue un proyecto de la CIA que buscaba encontrar maneras de controlar la mente, para lo que contrató al doctor Donald Ewen Cameron para que encabezara experimentos.
En en el marco del Subproyecto 68, el doctor sometía a los pacientes de
su Instituto Memorial Allen en Montreal con depresión bipolar o
trastornos de ansiedad a una 'terapia' que les dejó serios daños y
alteró sus vidas de forma irreparable.
Así, entre 1957 y 1964, Cameron sometió a sus pacientes a una terapia que sobrepasaba entre 30 y 40 veces las normas establecidas.
Inducía a sus pacientes a estado de coma con drogas durante meses y
reproducía cintas con declaraciones simples o ruidos repetitivos una y
otra vez. Las víctimas olvidaron cómo hablar, se olvidaron de sus padres
y sufrieron amnesia grave.
Los experimentos se realizaban en ciudadanos canadienses, probablemente porque la CIA consideraba demasiado arriesgado realizar estas prácticas en estadounidenses.
Para lograr que el proyecto siguiera siendo financiado, Cameron involucró a niños en los experimentos,
induciendo en una ocasión a un niño a mantener relaciones sexuales con
un alto funcionario gubernamental, para luego utilizar la grabación de
esta escena en chantajes.
Soldados en cámaras de gas mostaza
A medida que se intensificaba la investigación de armas químicas en
los años 40 y para probar la eficacia de las armas y métodos de defensa,
el Gobierno de EE.UU. no vaciló a la hora de involucrar a personal militar en sus experimentos,
durante los que utilizaba gas mostaza y otros productos químicos que
dejaban quemaduras en la piel y destruían los pulmones de los soldados,
que ni siquiera sabían que formaban parte del experimento.
En una práctica que evoca las imágenes de la Alemania nazi, encerraban a los soldados en cámaras de gas para probar máscaras antigás y ropas de protección.
Entre los agentes utilizados se encontraba la lewisita, compuesto que
fácilmente penetra la ropa e incluso la goma y que, al contactar con la
piel, inmediatamente provoca un dolor extremo, picor, hinchazón y
erupción. La inhalación del gas provoca sensación de ardor en los
pulmones, estornudos, vómitos y edema pulmonar.
En cuanto al
gas mostaza, sus efectos son asintomáticos hasta aproximadamente 24
horas después de la exposición, y sus efectos primarios incluyen
quemaduras graves que se convierten con el tiempo en ampollas llenas de
fluido amarillo. El gas mostaza tiene propiedades mutágenas y
cancerígenas que han costado la vida a muchas personas expuestas. Lea también: Militares de EE.UU., conejillos de indias en la guerra fría
Inmunidad para el monstruo da la cirugía
Fotografía de dominio público
Algunos de los experimentos más crueles con humanos durante la
Segunda Guerra Mundial fueron realizados por la Unidad 731 japonesa al
mando del comandante Shiro Ishii.
En el marco de dichos experimentos, perpetrados en el nombre de la
investigación biológica, extremidades de cuerpos humanos fueron
amputadas y luego cosidas en otras partes del cuerpo; las extremidades
de las víctimas fueron congeladas y volvieron a descongelarse,
resultando en gangrena; diversas bacterias y enfermedades se inyectaron en prisioneros para estudiar sus efectos, etc.
Después de la Segunda Guerra Mundial, Ishii fue arrestado, pero nunca llegó a pagar por sus crímenes, ya que el general estadounidense Douglas MacArthur le concedió la inmunidad a cambio de información bacteriológica obtenida mediante estos experimentos macabros.
Pulverización de ciudades con agentes químicos
Para investigar los posibles efectos de un ataque químico, las Fuerzas Armadas de EE.UU. y la CIA realizaron una serie de simulaciones de ataques químicos y biológicos contra varias ciudades estadounidenses a mediados del siglo pasado, entre ellos los siguientes:
- La CIA dispersó el virus de tos ferina en la bahía de Tampa, usando barcos. Como consecuencia estalló una epidemia que dejó 12 muertos.
- La Marina de guerra roció San Francisco con bacterias patógenas. Muchos ciudadanos padecieron neumonía.
- El Ejército soltó millones de mosquitos portadores de la fiebre amarilla y dengue
sobre Savannah, estado de Georgia, y Avon Park, Florida. El enjambre
produjo a sus ciudadanos muchos problemas respiratorios, fiebre
tifoidea, y algunos niños nacieron muertos.
Después de los
ataques, a las zonas afectadas llegaban militares disfrazados de
trabajadores sanitarios, con la intención secreta de estudiar los
efectos a largo plazo de todas las enfermedades mientras ayudaban a las
víctimas.
Infección de guatemaltecos con enfermedades venéreas
En los años 40 miles de guatemaltecos fueron infectados con sífilis,
gonorrea o cancroide sin su conocimiento en el marco de una serie de
experimentos dirigidos por el médico estadounidense John Cutler y
destinados averiguar si la penicilina podía ser usada "para prevenir
enfermedades de transmisión sexual".
Para realizar sus experimentos, el Gobierno de EE.UU. envió prostitutas sifilíticas a los presos,
enfermos mentales y soldados de Guatemala. Si alguien lograba evitar la
infección, la enfermedad le era inoculada. Una vez infectadas, algunas
víctimas eran tratadas con penicilina y otras no, para estudiar las
diferentes reacciones. Alrededor de un tercio de las víctimas no recibió
penicilina. Más de 80 'participantes' en el experimento murieron.
Experimentos secretos para estudiar los efectos de la bomba atómica
En el marco de un programa secreto para estudiar el efecto de elementos radioactivos, el Gobierno de EE.UU. inyectaba a sus 'participantes' sustancias altamente tóxicas como plutonio.
Estos experimentos incluyeron la inyección de microgramos de plutonio
a soldados en el marco del proyecto Oak Ridge, e inyecciones
posteriores a tres pacientes del Hospital de Chicago. De los 18
pacientes que fueron utilizados para el experimento, solo cinco vivieron
más de veinte años después de la inyección.
Además de usar ampliamente el 'agente naranja' como defoliante
durante la Guerra de Vietnam (lo que produjo varias enfermedades y
mutaciones genéticas en generaciones subsecuentes), el Gobierno de EE.UU. probó el peligroso producto tóxico en presos voluntarios de una cárcel de Filadelfia, haciéndolo pasar por una "investigación dermatológica".
Los experimentos, que se realizaron entre 1951 y 1974, fueron
encabezados por el doctor Albert Kligman. Los presos recibían pagos por
permitir la aplicación de inyecciones de dioxina, uno de los componentes
del 'agente naranja'. Entre los efectos que sufrieron los presos
figuran las erupciones (cloracné) en las mejillas, detrás de las orejas,
axilas e ingle.
Operación 'Paperclip'
La denominada 'Operación Paperclip' se remonta al fin de la Segunda
Guerra Mundial, cuando la derrota del Tercer Reich ya se presentía en el
horizonte. La CIA, sin el conocimiento ni la aprobación del Departamento de Estado, trasladó a EE.UU., junto con sus familias, a más de 700 científicos nazis especializados en cohetes, armas químicas y experimentación médica.
Para limpiar su nombre y hacer posible su entrada en EE.UU., fueron
reescritos numerosos documentos, y gran parte de la información
relacionada con la operación aún está clasificada en absoluto secreto. Lea también: EE.UU. contrató a científicos nazis para probar LSD en espías soviéticos
Infección de puertorriqueños con cáncer
En 1931 el doctor Cornelius Rhoads recibió la financiación del
Instituto Rockefeler para realizar una serie de experimentos en Puerto
Rico. Durante la investigación, Rhoads infectó a cientos de ciudadanos puertorriqueños con células cancerígenas. Trece de ellos murieron.
En noviembre de 1931, en una carta a su compañero de Boston,
describía a los puertorriqueños como "la raza más sucia, más perezosa,
más degenerada y más ratera que jamás haya habitado este planeta".
"Yo he hecho lo mejor que he podido para adelantar el proceso [del exterminio de la población] matando a 8 y trasplantándoles el cáncer a varios más.
Esto último no ha causado muertes todavía… La cuestión de la
consideración por el bienestar de los pacientes no juega papel alguno
aquí —de hecho, todos los médicos se deleitan en el abuso y tortura de
los desafortunados sujetos", rezaba la carta.
Tratamiento de cáncer con dosis extremas de radiación
Entre 1960 y 1971, Eugene Saenger, radiólogo de la Universidad de Cincinnati (Ohio, EE.UU.), llevó a cabo un experimento consistente en exponer a 88 pacientes con cáncer, pobres y en su mayoría negros, a radiaciones en todo el cuerpo.
Las víctimas no firmaron ningún formulario de consentimiento, ni fueron
informados de que el Pentágono financiaba el estudio. Simplemente les
dijeron que recibirían un tratamiento que les podría ayudar. En una hora recibieron el equivalente a cerca de 20.000 radiografías,
sufriendo en resultado náuseas, vómitos, dolor de estómago severo,
pérdida del apetito y confusión mental. Un informe de 1972 concluyó que
hasta una cuarta parte de los pacientes murieron a causa de la
radiación.
LSD
Entre los años 1953 y 1964, la CIA realizó experimentos en los que
suministraban a miles de civiles y militares estadounidenses la droga
alucinógena LSD y otras sustancias sin que los pacientes lo supieran.
Prostitutas pagadas por la CIA atraían a los clientes a los burdeles, donde estos eran tratados con LSD y otras sustancias, y monitoreados después a través de espejos de un solo sentido.
Otros experimentos se llevaron a cabo en playas, bares y restaurantes
donde los agentes supuestamente colocaron la droga en las bebidas de
los clientes.
Algunas de las víctimas que participaron en las pruebas sufrieron convulsiones y paranoia, mientras que otros murieron.
Proyecto 4.1
El Proyecto 4.1 fue un estudio médico realizado en los nativos de las islas Marshall, que en 1952 fueron expuestos a lluvia radioactiva tras una prueba nuclear en el atolón de Bikini.
United States Department of Energy
En lugar de informar a los residentes de la isla de su exposición y de tratarlos mientras eran estudiados, EE.UU. prefirió simplemente esperar y ver los resultados de la exposición.
Después de la primera década, la cantidad de los niños con cáncer de
tiroides creció significativamente por encima de los índices normales.
En 1974, casi un tercio de los isleños habían desarrollado tumores.
Experimento Tuskegee
National Archives and Records Administration
En 1932 médicos financiados por el Gobierno de EE.UU. realizaron en Tuskegee, Alabama, un experimento que tenía como objetivo estudiar la progresión natural de la sífilis sin la ayuda de tratamiento.
A lo largo de 40 años, 399 pacientes sifilíticos, la mayoría de ellos
pobres, negros y analfabetos, creyeron que se les estaba proporcionando
asistencia médica estatal gratuita, mientras que, en realidad, no
recibían tratamiento alguno y ni siquiera sabían que tenían sífilis. Al
mismo tiempo, los médicos seguían controlando su estado de salud para
ver si se daba algún caso de autocuración de la enfermedad.
Al final del estudio, solo 74 personas de los enfermos seguían con vida,
mientras que 28 pacientes murieron directamente a causa de la sífilis,
otros 100 murieron a causa de complicaciones relacionadas con la
enfermedad, 40 esposas de los pacientes resultaron infectadas y 19 niños
nacieron con sífilis congénita.
A motivação por trás do tratado comercial Trans-Pacífico (TPP) e do tratado comercial Trans-Atlântico (TTIP)
de Obama - a motivação por trás desses dois tratados internacionais
monstros - é a mesma, e as senadoras Democratas dos EUA Elizabeth Warren
e Sherrod Brown estão certas: são tratados que nada têm de
progressistas.
Têm
a ver com transferir poder político que é dos eleitores, para bem longe
deles; e para entregar aquele poder aos pés da aristocracia
internacional (quer dizer, mandar o poder político para o mais longe
possível do alcance de qualquer democracia nacional.
Para consumar essa operação trata-se de
modificar a coisa mais fundamental: a própria base de poder global. Em
vez de essa base de poder estar nos votos democráticos dos corpos nacionais de
eleitores, que elegem seus representantes, os quais determinam as leis e
regulações, o sistema democrático nacional é convertido no exato oposto
do que deve ser: serão os votos de acionistas aristocráticos, da
aristocracia internacional, que elegem os diretores das empresas
internacionais, os quais, por sua vez, selecionarão os membros dos
painéis de comércio internacional que, pelos tratados TPP e TTIP,
estarão determinando as leis e regulações que tenham a ver,
especialmente, com direitos do trabalho, segurança para os consumidores
dos produtos que eles mesmos venderão e meio ambiente.
Enfraquecimento das leis
O
enfraquecimento de todas essas leis nacionais pela aristocracia
internacional tornará possível baixar sempre mais os salários para a
população em geral, que não controla megaempresas internacionais mas só
controla o seu próprio trabalho pessoal, que perde valor até o valor
mínimo por hora de toda a área comercial internacional. Esse novo
sistema também permitirá minimizar as leis sobre segurança alimentar e
segurança de outros itens e assim maximizar o poder das corporações
internacionais para evitar despesas que, sem essas novas leis, seriam
obrigatórias para aumentar a segurança dos produtos produzidos.
Todas
as despesas relacionadas ao maior risco no consumo de produtos
perigosos passam assim a ser cada vez mais descarregadas exclusivamente
sobre os ombros dos consumidores dos produtos. Os riscos para o capital
dos investidores (que é a coisa que os aristocratas mais querem evitar)
são consequentemente reduzidos - e passam a só haver risco para os
consumidores e os cidadãos em geral. Os
danos que sejam causados ao meio ambiente passam a ser virtualmente
permitidos às corporações internacionais que os provoquem.
Todos os custos passam a ser cobrados só do público em geral, em ar
tóxico, em água contaminada, etc. E assim se elimina mais uma categoria
de riscos que pesavam contra os investidores. Aumentarão as margens de
lucro, o que só beneficia os acionistas, não o público em geral. Os
lucros ficarão cada vez mais concentrados nas corporações internacionais
e nas famílias que as controlam, e só as perdas serão cada vez mais
fartamente distribuídas entre consumidores e trabalhadores - e assim
também entre os que mais precisam respirar para trabalhar: o público em
geral.
'Governo' significará cada vez mais o agente que impõe e aplica riscos e
penalidades ao público em geral; e isso, por sua vez, estimulará o
ideal do 'livre-mercado' para que haja cada vez menos e menos governo,
ou governos cada vez 'menores'; é o mesmo que dizer que tudo conspirará
ainda mais diretamente para que haja cada vez menos governos
'democráticos'.
O tal 'governo pequeno' de que falam os aristocratas
sempre significou sobretudo isso: transferência de todos os custos a
pagar, dos aristocratas para os mais pobres, o chamado 'público em
geral'.
Assim, a percentagem máxima dos custos - para segurança dos produtos ,
direitos do trabalho, meio ambiente e segurança para os consumidores dos
produtos que eles mesmos venderão - recairá sobre os mais pobres; os
acionistas das corporações internacionais ficarão com a menor parte
desses custos. Por sua vez, os aristocratas poderão passar adiante, aos
herdeiros que eles mesmos designarão, esse poder assim sempre crescente e
o controle sobre a maioria da população. A concentração de riqueza só
aumentará, limitada a número cada vez menor de famílias, uma
hiperaristocracia cada vez mais concentrada. Já acontece quase tudo isso, mas muito mais acontecerá se forem aprovados esses tratados TPP eTTIP. (Segundo o mais detalhado estudo sobre o assunto, de 2012, "Os 0,7% mais ricos do mundo possuem 13,67% a mais que os 68,7% mais pobres". Em outras palavras: o mundo já é extremamente desigual na distribuição da riqueza. Os tratados TPP e TTIP foram concebidos para aumentar essa desigualdade.)
Além
disso, o presidente Obama e o Partido Republicano no Congresso (que o
apoia nesse assunto e em todos os demais temas que interessam muitíssimo
à aristocracia norte-americana, como submeter Rússia, China, Índia e
Brasil, os países BRICS - por exemplo, o movimento do governo
Obama, de roubar a Ucrânia da aristocracia russa, para entregá-la à
aristocracia dos EUA - cuidam de garantir que a aristocracia
norte-americana estará cada vez mais no topo, no cenário internacional.
Esses tratados comerciais também tiram vantagem do fato de os EUA terem
posição geográfica privilegiada para controlar militarmente os dois
maiores oceanos do planeta, o Atlântico e o Pacífico.
Em outras palavras: os EUA, com esses tratados TPP & TTIP,
estarão em posição extraordinariamente favorável para basicamente
garantir o privilégio de exclusividade para a aristocracia
norte-americana nesses dois grandes blocos compactos de comércio
internacional. Esse privilégio dará à aristocracia dos EUA controle
sobre as aristocracias nacionais de praticamente todas as grandes nações
industrializadas - que cobrem virtualmente todo o hemisfério norte, que
é onde está a maior massa de terras do planeta.
Consequentemente: não apenas a aristocracia global controlará as
maiorias globais, mas a aristocracia dos EUA controlará também todas as
outras aristocracias, de tal modo que aumentará o poder coletivo delas
contra qualquer aristocracia nacional não membro do 'bloco'. Assim o
Império Norte-americano será cada vez mais o maior Império global que o
mundo jamais viu, explorando os pobres onde haja pobres no mundo, e não
apenas os pobres de um ou outro país.
Dia
28 de maio de 2014, Obama disse aos cadetes formandos da Academia
Militar de West Point: "O crescimento econômico da China e o alcance
militar de seus vizinhos. Do Brasil à Índia, classes médias em ascensão
competem conosco e governos buscam voz mais potente em fóruns globais."
Em outras palavras, disse que parte do serviço daqueles jovens oficiais
será ajudar a garantir que os países BRICS e outros países, que têm
renda per-capita inferior à norte-americana, permaneçam como
até hoje, pobres, para que os aristocratas dos EUA possam continuar a
exportar empregos para lá, em vez de pagar salários superiores aos
trabalhadores nos EUA. O que Obama disse foi: que os trabalhadores
pobres dos EUA combatam contra trabalhadores pobres em outros países;
muito melhor que os investidores norte-americanos terem de competir uns
contra os outros nos países pobres.
Obama
disse aos militares norte-americanos que são soldados nessa guerra de
classes internacional, paga pelos contribuintes norte-americanos mais
pobres, mas que, de fato, só interessa à aristocracia norte-americana e é guerra contra os
norte-americanos mais pobres - , porque só faz achatar salários e
cortar garantias trabalhistas, de segurança para os consumidores, etc.
Essa é a trilha que leva a certo tipo de governo pelos super-ricos e
para os super-ricos, mantendo-os e os herdeiros deles no controle de
todos os valores em todo o planeta - em recursos naturais e humanos -, e
usando, como agentes locais pelo mundo os aristocratas locais, que será
o pessoal que manterá subjugada a opinião e os votos locais, todos
trabalhando para aumentar a riqueza do planeta, desde que ela permaneça
em mãos, primeiro, da aristocracia global; segundo, da aristocracia dos
EUA na função de aristocracia globalmente dominante.
Dos
governos nacionais locais só restará a concha vazia. Benito Mussolini,
que aprendeu todo aquele fascismo do fundador do fascismo, seu
professor, Vilfredo Pareto (que Mussolini chamou de "o Karl Marx do
fascismo"), e que foi também fundador da moderna teoria econômica e,
especialmente, de seu Critério de Bem-estar, que tão fortemente modelou
toda a economia e, sobretudo, as análises de custo-benefício (como a
análise de meios que foram propostos para controlar o aquecimento
global), explicou como segue o "corporacionismo" que, para ele,
constitui o fascismo:
"A
corporação joga no terreno econômico exatamente como o Conselho
Superior e o exército jogam no terreno político. O corporacionismo é
economia disciplinada, e daí advém o controle, porque não se pode
conceber disciplina sem diretor. O corporacionismo está acima do
socialismo e acima do liberalismo. Criou-se uma nova síntese."
Adiante,
nesse postado, depois desse artigo, ofereço um ensaio de Mussolini
sobre esse tema, no qual expõe o que chama de ideologia pós-capitalista
pós-socialista, e que o autodescrito pós-capitalista e pós-socialista
Barack Obama (como agente da aristocracia global) está cada vez mais
pondo, realmente, em prática - especialmente mediante os tratados TPP & TTIP. Sobre
especificamente trocas comerciais internacionais, o mestre de
Mussolini, Pareto, disse que o livre-mercado deve reinar supremo e em
todos os sentidos sem peias que lhe imponha o Estado, não só dentro das
nações, mas também e, mesmo, especialmente, entre as nações. Como observei, em meu novo livro sobre o desenvolvimento histórico do fascismo até e incluindo também o nosso tempo:
"Pareto
foi consistentemente livre-mercadista purista, desde pelo menos 1896.
Por exemplo, em artigo de 1/9/1897 "As Novas Teorias da Economia",
publicado no Journal of Political Economy, Pareto diz:
'Fosse
eu de opinião que algum livro contribuiria mais que outro para
estabelecer o livre-mercado no mundo em geral, não hesitaria um instante
em me entregar de alma e coração ao estudo desse específico trabalho,
deixando de lado, durante esse estudo, todo o estudo da ciência pura.'
Diz também, no mesmo artigo: 'Temos conseguido provar com vigor que os
coeficientes de produção são determinados pelos empresários em regime de
livre concorrência, precisamente do mesmo modo como um governo
socialista teria de corrigi-los se quisesse realizar o máximo de
ofelimidade[1][termo inventado por Pareto para welfare,
"bem-estar social", para obscurecer o real valor-base e permitir que os
economistas fingissem ser livres de valores, mesmo quando classificavam
as coisas em análises de custo/benefício em que aplicam, de fato, a
teoria pró-aristocracia ou 'fascista' do próprio Pareto] para seus
objetos." [Interessante também o ato falho de Pareto, para quem
governos não teriam "cidadãos", mas "objetos" - sempre subjacente o
pressuposto aristocrático de que a maioria são "objetos", nunca cidadãos
reais.]
Pareto
sempre afirmou que nenhum governo socialista jamais conseguiria tal
resultado, mas aqui diz que o livre mercado o faria naturalmente,
exatamente como os fisiocratas disseram que a 'lei natural' deve reinar,
em vez de suavizações dela.
Pareto
foi a base da economia de Adam Smith e da economia dos fisiocratas
franceses que lançaram os fundamentos da teoria econômica de Smith,
sobre uma base que economistas posteriores puderam desenvolver
matematicamente, de tal modo que ocultariam o fascismo essencial da
teoria - a forma modernizada (i.e., pós-agrária) de feudalismo.
Barack Obama e os Republicanos do Congresso estão, simplesmente, levando essa operação fascista ao nível seguinte.
Quanto
aos Democratas do Congresso, estão divididos sobre o assunto, porque
(pelo menos até a nova teoria econômica que exponho em meu novo livro)
ninguém ainda formulara uma teoria econômica para estado democrático.
A teoria econômica hoje dominante foi concebida especificamente para um fascismo - um estado controlado aristocraticamente.
Consequentemente,
os poucos Democratas que ainda há no Congresso dos EUA estão tendo
muita dificuldade para explicar rapidamente à opinião pública o que está
realmente em jogo, em termos políticos e econômicos, nos tratados TPP e TTIP propostos por Obama: a
transferência da soberania nacional democrática para uma aristocracia
internacional fascista, que será dominada pelos aristocratas
norte-americanos.
Sem
essa transferência, da soberania democrática nacional a corpos
fascistas internacionais que representam a gestão corporativa global, os
tratados TPP e TTIP de Obama seriam nada.
Essa transferência aparece, nos tratados, sob a rubrica de "Arbitragem
para Resolução de Disputas Investidor-Estado" (ARDIE), em
inglês Investor-State Dispute Settlement, ISDS.
E é realmente a emergência de um governo mundial caracteristicamente fascista. Não
é mecanismo de modo algum democrático, e é assustadora forma de governo
internacional o qual, na medida em que se torna imposto, reduz a
soberania nacional. A proposta anterior, progressista, de governo
mundial, que virou moda depois da 2ª Guerra Mundial, para dificultar uma
3ª Guerra, era baseada na ideia de uma federação internacional de democracias independentes. A ARDIE (ISDS),
de Obama, nada tem a ver com aquela visão original de governo mundial.
Agora se trata de puro fascismo, numa escala internacional. Nas primeiras décadas depois da 2ª Guerra Mundial, predominou a visão de Franklin Delano Roosevelt do que seria um emergente governo mundial democrático,
que se orientava para uma emergente ONU democrática, que evoluiria para
acolher de modo cada vez mais democrático, mais e mais pedaços do
mundo.
Mas
depois que começou a ser recomposto o controle pelos Republicanos nos
EUA, com Dwight Eisenhower e os irmãos Dulles que "Ike" promoveu, com a
tarefa de controlar e modelar as políticas externas futuras dos EUA, as
coisas andaram rapidamente na direção de um controle mundial centrado
cada vez mais na aristocracia norte-americana (especialmente a partir do
golpe de 1953 , conduzido pela CIA de Allen Dulles, no Irã). Hoje,
Barack Obama segue atentamente essa tradição fascista, que sempre foi
típica dos Republicanos, por mais que se apresente nominalmente como "um
Democrata". Há analistas que há muito tempo insistem em que Obama seria criação da CIA e desde muito jovem. (Quando Eisenhower assumiu a presidência, pôs no comando os pró-nazistas da CIA;
na sequência, esse comando só fez entrincheirar-se cada vez mais
fundamente naquela organização.) O falecido jornalista britânico Robert
Fitch parece ter visto logo quem era Obama, já desde 14/11/2008, pouco
depois da eleição para a presidência. Basicamente, Fitch descreveu Obama
como um fascista determinado a chegar ao poder induzindo os
progressistas a crer que ele seria um deles. Retratou Obama como um
cavalo-de-Troia, Republicano travestido com retórica Democrata, agente
conservador. Acertou, desde o primeiro momento.
Faz
pleno sentido com o que, não pela teoria econômica, mas segundo indicam
estudos empíricos de economia, será o efeito provável dos tratados TPP e TTIP. Foram feitas duas análises econômicas independentes,
uma dedicada a cada um desses tratados internacionais de comércio - e
as duas análises chegaram à mesma conclusão: os povos em todos os cantos
do mundo perderão riquezas em razão dos tais tratados; mas os
aristocratas, principalmente nos EUA, ganharão riquezas também em razão
dos mesmos tratados. Os tratados provavelmente levarão aos efeitos para
os quais foram concebidos.
Quanto
ao que alguns dos defensores de Obama dizem sobre seus tratados
comerciais, a saber que o mecanismo de "Arbitragem para Resolução de
Disputas Investidor-Estado" (ARDIE), em inglêsInvestor-State Dispute
Settlement, ISDS, seria apenas um detalhe, é piada macabra: é como dizer
que a saúde de alguém está ótima, mas o cérebro ou o coração estão tão
mal que talvez precisem ser trocados. Toda essa gente sabe que os
tratados são mau negócio para muitos; por isso precisamente o apoiam tão
empenhadamente. São pagos pela aristocracia, para 'argumentar' por ela.
E com Hillary Clinton? Alguma coisa melhora?
E quanto à aspirante ao posto de Obama? Fará diferente? Eis o currículo da candidata sobre o mesmo tema:
Dia
23/2/2008, Hillary Clinton pôs-se à frente de câmeras e microfones para
fazer sermão, com voz zangada: "Que vergonha, Barack Obama!" - e
denunciou que dois flyers de campanha de Obama estariam divulgando mentiras sobre ela.
Um dos flyers dizia
que o projeto dela para a saúde pública castigaria os norte-americanos
que não tivessem seguro-saúde individual. Era verdade, mas ela insistira
em negar tudo. (Depois de eleito, Obama copiou o plano dela,
praticamente em todos os detalhes.)
O outro flyer contra
o qual Hillary protestava, citava o que seriam palavras de Hillary
sobre o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (ing. North American Free Trade Agreement, NAFTA) em 2006: "Clinton acha que o NAFTA foi
uma bênção para a economia." Em 2008, Hillary insistia que era mentira.
Muitos jornalistas logo apoiaram as acusações dela contra Obama nesse
ponto, porque "uma bênção" [orig. "a boon"] era expressão inventada por Newsday, não era expressão dela. Mas outra vez quem estava mentindo no plano da substância era Hillary, não Obama.
Em seu livro de 2003 Living History (p. 182), ela realmente se vangloria de o marido ter conseguido aprovar o NAFTA, e dizia: "Criar
uma zona de livre comércio na América do Norte - a maior zona de livre
comércio do mundo - expandiria as exportações dos EUA, criaria empregos e
garantiria que nosso país colhesse os benefícios, não só os prejuízos,
da globalização." Seria uma das realizações dela, de que ela mais se orgulhava (p. 231) "os sucessos de Bill no orçamento, a lei Brady e o NAFTA." Em 2008, Hillary exigia desculpas pelo flyer que Obama distribuíra, no qual se lia "Só Barack Obama opôs-se ao NAFTA e a outros maus tratados comerciais." De fato, o flyer de
Obama não mentia, independente do que diziam Hillary e muitos dos
principais veículos da mídia-empresa de 'noticiário', em 2008. (Obama
estava guardando o pior dele para depois que fosse eleito - e,
principalmente, para depois que fosse reeleito, quando estaria livre
para avançar para a extrema direita, que sempre foi sua inclinação
genuína desde o início; mas nunca poderia alcançar seus objetivos, se,
de início, não os ocultasse, para conseguir chegar à posição da qual
poderia afinal promovê-los.)
Dia
28/3/2008, um dia depois de Hillary finalmente distribuir os documentos
relativos aos seus anos na Casa Branca, John Nichols blogou em Nation: "Mentira de Clinton Mata a Credibilidade Dela na Política Comercial". No texto, dizia:
"Agora
que já lemos, nas 11 mil páginas de documentos da Casa Branca dos
Clintons liberados essa semana, que a [ex-] Primeira Dama foi apaixonada
defensora do NAFTA; (...) agora que sabemos que ela esteve no
centro das manobras para bloquear todos os esforços dos trabalhistas,
dos agricultores, dos grupos de defesa de direitos humanos e do meio
ambiente para conseguir acordo menos catastrófico; (...) agora que
sabemos, dos registros oficiais do tempo em que a própria Primeira Dama
discursou, em reunião a portas fechadas com 120 mulheres formadoras de
opinião, que receberam instruções precisas para pressionar seus
deputados e senadores para que votassem a favor do NAFTA; agora que já sabemos da reportagem da ABC News sobre a sessão, em que se lia que "tudo o que a Primeira Dama disse foi totalmente pró-NAFTA" e que "não havia nenhuma dúvida, naquele momento, de que ela apoiava o NAFTA"';
(...) o que se faz agora, então, do mote de campanha eleitoral de
Hillary, de que ela jamais se sentiu confortável com um Tratado que
custou aos EUA centenas de milhares de empregos?!"
Dia seguinte, Jane Tapper, da ABC, em seu Blog "Political Punch", publicou em manchete: Campanha de Clinton mente sobre a Reunião que ela coordenou sobre o NAFTA," e escreveu: "Agora já falei com três ex-funcionário do governo Clinton nos quais confio, e eles me disseram que Hillary só se opunha à ideia de que a lei do NAFTA fosse votada antes da reforma da saúde que ela estava promovendo; e que jamais, nem em público nem privadamente, manifestou qualquer oposição ao conteúdo do TratadoNAFTA. Apesar disso, a campanha da ex-Primeira Dama continua a divulgar a mentira de que ela teria combatido o NAFTA." E Hillary continuou a mentir, mesmo depois que todos já sabiam que o que ela dizia era comprovadamente falso.
Conclusão: a única diferença real entre Hillary Clinton e Barack Obama é
que Obama é mentiroso muitas vezes mais competente. Por isso chegou até
onde chegou. Ela provavelmente não chegará: Hillary é hoje a mesma
incompetente que era há mais de dez anos. ******
O governo Obama diz que quer deter os sauditas e impedir que matem mais gente no Iêmen:
Altos
funcionários do governo Obama não conseguiram, apesar de tentativas
durante vários dias, persuadir o governo da Arábia Saudita a limitar o
alcance de seus ataques aéreos contra cidades e vilas no Iêmen, campanha
que, dizem as autoridades, mataram perto de 50 pessoas na 2ª-feira, na
capital Sana.
A
Casa Branca quer que os sauditas e seus aliados árabes sunitas limtem
os ataques e fechem o foco no objetivo de proteger a fronteira saudita,
segundo um alto funcionário que pediu que seu nome não fosse citado, em
comentários sobre deliberações internas do governo.
O problema com essa conversa é o fato já admitido de que os EUA continuam a dar apoio pesado aos ataques dos sauditas
Funcionários do governo dos EUA em Riad e no Qatar estão partilhando inteligência de drones de
vigilância e satélites espiões, com funcionários da coalizão liderada
pelos sauditas, mas não decidem sobre alvos individuais, segundo
funcionários do Pentágono.
"O
componenete aéreo está fornecendo à inteligência saudita indicação de
alvos potenciais que incluem (...) procedimentos para mitigar baixas
entre os civis" - disse na 2ª-feira a tenenta-coronela Kristi Beckman,
porta-voz da Força Aérea no Comando Central dos EUA.
Se
a Casa Branca realmente quisesse impedir que prossiga a matança que os
sauditas estão fazendo, bastaria parar de apoiá-los. Sem a inteligência
norte-americana, os sauditas são cegos. Podiam também parar de fornecer
bombas - e os sauditas ficariam sem munição.
A verdade é que o governo Obama está sendo leviano. Não dá a mínima
bola nem à vida dos iemenitas nem ao crescimento da Al-Qaeda na
Península Árabe (ex-AQAP, queagora mudou de nome e passou a chamar-se
"Filhos de Hadramout", para poder receber mais apoio oficial dos
sauditas).
Simultaneamente, os EUA estão concentrando uma frota de navios de guerra no Mar da Arábia, perto do Iêmen.
Coisa como de 10 a 12 grandes navios logo estarão ali. Vários
destroiers. Três helicópteros de transporte com carros anfíbios, cada um
transportando um batalhão de Marines, um avião de transporte e número não conhecido de submarinos nucleares.
Tudo isso para impedir que se concretize a inexistente ameaça a rotas
marítimas internacionais e impedir a passagem de comboios também
inexistentes de suprimentos que o Irã estaria enviando aos 'houthis'
(que é como os sauditas chamam o MovimentoAnsarullah). Tudo o
que a Casa Branca diz sobre suprimentos que o Irã estaria enviando aos
'houthis' não passa jamais de pura propaganda. Nenhum amor existeentre
'houtis' e o Irã; o Iêmen já está cheio de armas, mesmo sem quaisquer
'novos suprimentos', e nunca alguém apresentou qualquer prova de
suprimentos que o Irã teria enviado aos 'houthis'. Por quê, então, toda
essa propaganda e a concentração da frota de guerra norte-americana?
Ups! O governo dos EUA está com um problema. As sanções contra o Irã
estão para acabar, não importa como terminem as conversações nucleares
com o Irã. O Irã mostrou disposição para superar a questão. Quem impede
qualquer acordo são os EUA. Se houver pacto assinado, em junho as
sanções acabarão. Se não houver pacto assinado em junho, os EUA levarão a
culpa e o regime de sanções desmoronará. - A decisão dos russos, de
finalmente entregar ao Irã o sistema S-300 de defesa aérea, é sinal
explícito de que, sim, o regime de sanções desabará.
Os chineses estão subornando pesadamente o Paquistão, para obter uma
via terrestre até o gás iraniano. Os EUA em breve não mais conseguirão
'conter' o Irã com "sanções incapacitantes" apoiadas internacionalmente.
Antes
de os EUA atacarem o Iraque, o regime de sanções também estava caindo
aos pedaços. Sem sanções mais duras, a procução iraquiana de petróleo
teria derrubado o preço do petróleo. O pessoal 'do petróleo', e havia
muitos deles no governo Bush, deixaria de ganhar a mesma montanha de
dinheiro. O ataque ao Iraque impediu esse 'desastre'.
Condições semelhantes aplicam-se ao regime de sanções contra o Irã. No
momento em que o Irã puder vender tanto petróleo quanto deseje, os
preços cairão ainda mais. As 'grandes do petróleo' padecerão
terrivelmente. Os sauditas perderão mercados. Será que o governo Obama
está tentando inventar uma guerra, ou, no mínimo, algum "incidente", que
impeça essa sucessão de eventos?
O que mais, se não isso, faz essa frota norte-americana monstro no Mar
da Arábia? Pat Lang teme que esteja em preparação algum novo incidente
do Golfo de Tonkin. Mas... por quê? De onde tirou tal ideia?!
Benjamin
Netanyahu faz mágica. Ainda na 6ª-feira, a maioria das pesquisas
indicava que seu partido Likud conquistaria em torno de 21 cadeiras no
Parlamento israelense, quatro cadeiras a menos que o Campo Sionista
(partido Labor, com nome novo) de Yitzhak (Bougie) Herzog.
Revelações
de corrupção na residência do primeiro-ministro, seguidas de relatório
devastador sobre a crise imobiliária real, além do encolhimento da
indústria, greves sindicais, previsões de economia fraca, impasse
diplomático e crescente isolamento internacional, tudo parecia indicar
que Netanyahu estaria de saída. Mas quando mais parecia que o Campo
Sionista substituiria o campo nacionalista, o exímio marqueteiro de
campanhas eleitorais começou a tirar seus coelhos da cartola.
Como se não bastasse a decisão de atropelar o governo Obama na questão
das negociações com o Irã, Netanyahu pôs-se a martelar a favor da
direita, dando a conhecer ao mundo que os palestinos estariam condenados
para sempre a jamais ter estado seu, dado que ele já não promoveria a
criação de mais um estado árabe para cercar Israel. Apresentou o partido
Likud como vítima de uma conspiração da 'mídia' esquerdista para
derrubar o governo da direita. E convenientemente não disse a ninguém
que seu aliado Sheldon Adelson é o proprietário do jornal Yisrael Hayom,
o jornal impresso de maior circulação em todo o país. Convidou seus
eleitores a voltar para "casa", prometendo dar conta de todas suas
carências econômicas. E no próprio dia das eleições, aterrorizou os
judeus com declarações de que os cidadãos palestinos de Israel estariam
correndo às urnas em multidões, apresentando os palestinos, que votam em
seus próprios candidatos, como se fossem mais uma ameaça existencial.
A poção envenenada de Netanyahu é feita com campanhas para gerar medo,
muito ódio racista contra árabes e ódio militante contra a esquerda
política. Pelo que agora se vê, muitos eleitores foram realmente
envenenados. Em questão de poucos dias, Netanyahu conseguiu virar a
favor dele votos suficientes para eleger mais dez candidatos do seu
partido, canibalizando dois dos seus aliados da extrema direita: o
partido de Avigdor Lieberman e o partido de Naftali Bennett. Graças à
mágica-veneno de Netanyahu, o Likud saiu-se muito melhor do que
esperava, e em coalizão com os partidos ultra-ortodoxos e um novo
partido recém criado por um ex-ministro do Likud, o partido Kulanu (All
of US), será muito provavelmente criado um bloco de extrema direita, com
67 dos 120 assentos com direito a voto (e isso ainda antes de se
computarem os votos dos soldados, que em geral são de centro-direita).
Esse resultado é claro: o povo de Israel votou a favor do Apartheid.
Agora é extremamente provável que volte à tona uma leva de leis
antidemocráticas que haviam sido engavetadas. Entre essas, as leis que
monitoram e limitam o financiamento de ONGs de direitos humanos,
restringem a liberdade de expressão, reduzem a autoridade da Suprema
Corte, cancelam o status oficial da língua árabe, e, claro, levam a
votação a lei do estado-nação. Essa lei, originalmente proposta por um
membro do Likud, define a judaicidade como padrão do estado em todas as
instâncias, legal ou legislativa - na qual conflitam as definições de
"estado judeu" e "estado democrático". Significa que as leis que
garantem direitos iguais a todos os cidadãos israelenses podem ser
derrubadas, sob a alegação de que não respeitam o "estado judeu". Além
disso, essa lei reserva direitos comunitários só para judeus; nega
portanto aos cidadãos palestinos qualquer tipo de identidade nacional.
Além da legislação antidemocrática, podemos esperar todo um desfile de
políticas de discriminação. O novo governo provavelmente implementará
alguma variação do plano Prawer, que visa a realocar à força milhares de
beduinos palestinos e tomar a terra que pertence a eles. Continuarão a
jorrar bilhões de dólares nas colônias israelenses na Cisjordânia e nas
colinas do Golan, e mais casas serão expropriadas em Jerusalém Leste. E
provavelmente serão presos milhares de refugiados e trabalhadores
migrantes "ilegais" que atualmente vivem e trabalham em cidades
israelenses.
Mas, sim, os resultados dessas eleições trazem uma importante vantagem: afinal, as coisas estão postas às claras.
Agora, pelo menos, caiu a fachada sionista liberal, que camuflava a
disposição de Israel para fazer avançar seu projeto colonial. O refrão
israelense, de que não se poderia alcançar solução diplomática com os
palestinos, porque os palestinos não teriam liderança, soará mais vazio,
a cada dia. Finalmente, já se pode ver que pretender que Israel seria a
única democracia no Oriente Médio é o que é: meia verdade. Israel só é
democracia para judeus. Para palestinos, é regime repressor.
Deve-se também esperar pouca resistência contra o governo de extrema
direita, porque o Campo Sionista de Herzog e o partido de Yair Lapid
também são arabofóbicos e, portanto, pouco lutarão contra a substância
racista do novo governo, embora talvez lutem contra o estilo direitista
agora já desavergonhado de Netanyahu.
Afinal de contas, nos dias antes da eleição via-se um só pacote
político, com enormes cartazes que mostravam foto de (Bibi) Netanyahu e
seu adversário, representante oficial da extrema direita, Naftali
Bennett, em que se lia que "Com Bibibennet continuaremos contra os
palestinos por toda a eternidade". A dupla deve ter esquecido o fato de
que 20% dos cidadãos israelenses são palestinos.
Pois mesmo assim, durante essas eleições, um raio de esperança brilhou
na escuridão. O esforço concentrado de quase todos os partidos judeus
para excluir os cidadãos palestinos produziu um efeito não esperado.
Criando uma frente unida, os palestinos conquistaram 14 cadeiras no
Parlamento, 25% a mais do que jamais antes. Hoje, os palestinos já são a
terceira maior força no Knesset.
Diferente de seus contrapartes noutros partidos, Ayman Odeh, que
preside a nova Lista Árabes Unidos, é líder genuíno. Extremamente
incisivo, é orador que muitas vezes se serve de muita ironia para
ridicularizar seus detratores, ao mesmo tempo em que divulga
incansavelmente sua visão igualitária do futuro. Num raro momento de
sinceridade, uma conhecida jornalista comentarista israelense denunciou a
atitude de Odeh, para ela uma grave ameaça: "É homem muito perigoso",
disse ela. "Ele projeta algo com que todos os israelenses podem
relacionar-se."
Será essa 'ameaça' capaz de deter a iminente avalanche de novas leis de Apartheid em Israel? Sinceramente, duvido. *****