la
historia de una pistola ignorante
A historia de uma pistola ignorante
Yo les quisera contar, la historia de una pistola (bis)
Gostaria de contar a historia de uma pistola
que segun dicen los diarios, que segun dicen los diarios
que segundo dizem os jornais, que segundo dizem os
jornais
ella se dispara sola.
ela dispara sozinha
pobrecita esta pistola, pobrecita esa pistola
pobrezinha dessa pistola, pobrezinha dessa pistola
que no tiene vacaciones (bis)
que não tem ferias.
disparando siempre al aire, disparando siempre al aire
disparando sempre ao ar, disparando sempre ao ar
ai aire de los pulmones
ao ar dos pulmões
y pobrecita tambien, pobrecita tambien esa pistola ignorante
e pobrezinha também, pobrezinha também
essa pistola ignorante
que sabe lo que es un libro ?, que sabe lo que es un libro ?
porque mata a los estudiantes !!
Que sabe o que é um livro?, que sabe o que é um livro?
Porque mata aos estudantes!!
nunca baja de los pies
y pasa sobre el sombrero,
Nunca baixa dos pés e passa sobre o chapéu
pero apunta cuidadosa, pero
apunta cuidadosa
al corazon del obrero
Porem aponta cuidadoso, porem aponta cuidadoso
ao coração do operario.
es que quiere, parecerse, es que quiere parecerse
a mama ametralladora...(bis)
é que quer se parecer , é que quer se parecer a mãe ametralhadora (bis)
se entrena todas las mañanas, matando uno por hora
se entrena todas as manhas, matando um por hora.
ojala que se arrepentiera,
ojala que se arrepentiera
de su tiro equivocado.
Tomara que se
arrependa, tomara que se arrependa
Do seu tiro errado
Y un buen dia amaneciera, un buen dia amaneciera
tirando pa el otro lado..
E um bom dia amanhe-se, um bom dia amanhece-se
atirando
para o outro lado.
Esta é a letra de uma musica popular, que se cantou, se canta e se cantará nas universidades, nas ruas, quando se tem que defender os direitos dos estudantes nas ruas, nas praças; pois quem está no poder não quer conversar,dialogar e discutir, mas quer importa a sua verdade pela força.
Todo acto o voz genial, viene del pueblo y vá hacia él. Cesar vallejo. “El arte que se nutre del alma de nuestro pueblo, de sus sufrimientos y esperanzas es un arte que no muere, que vive eternamente en los corazones que luchan y cantan”. Jose carlos mariategui
musica con sentido e sentimiento
domingo, junho 16, 2013
quinta-feira, junho 13, 2013
Em defesa de Edward Snowden
Este analista de sistemas de 29 anos deixou para trás toda a sua vida: sua namorada, seu emprego e sua casa, para denunciar um chocante programa do governo dos EUA chamado PRISM. Esse programa leu e arquivou uma cópia de todos os nossos emails, mensagens enviadas pelo Skype, publicações no Facebook, e telefonemas durante anos.
Quando o soldado Bradley Manning tornou público esse mesmo tipo de informação para o Wikileaks, os EUA o confinaram a uma cela solitária na prisão, nu e em condições que a ONU definiu como sendo "crueis, desumanas e degradantes".
As autoridades e a imprensa estão decidindo como lidar com este escândalo. Se milhões de vozes em nossa comunidade apoiarem Edward nas próximas 48 horas, isso vai transmitir uma poderosa mensagem de que ele deve ser tratado como alguém corajoso por ter feito esse tipo de denúncia, e que o programa PRISM – e não ele – deve ser o alvo do ataque dos EUA:
https://secure.avaaz.org/po/stop_prism_global/?blNZBbb&v=25842
A ideia de algo como o PRISM é perturbadora: o programa dá ao governo dos EUA acesso ilimitado a todos os nossos emails pessoais e contas em sites de redes sociais como Google, Youtube, Facebook, Skype, Hotmail, Yahoo! e muitos outros. Eles estão registrando e arquivando bilhões de mensagens todos os meses e a CIA poderá, a qualquer momento, usar essas informações para processar, perseguir ou chantagear todos: nós, nossos amigos e familiares!
Edward ficou horrorizado com essa violação sem precendentes da privacidade de cada um. Por isso, ele fez cópias de vários documentos que provavam a existência do programa, enviou os documentos para o jornal britânico The Guardian publicá-los e fugiu para Hong Kong. Sua coragem não apenas trouxe o o PRISM a público, como também deu início a um efeito dominó em todo o mundo, colocando sob os holofotes programas de espionagem do Canadá, Reino Unido e Austrália em questão de dias! Agora ele está isolado em Hong Kong esperando por sua prisão. Um protesto global pode salvá-lo de ser extraditado para os EUA e encorajar outros países a lhe garantir asilo.
Não podemos deixar que os EUA façam com Edward o mesmo que fizeram com o soldado Bradley Manning. É urgente ficarmos contra o PRISM e a favor de Edward Snowden:
https://secure.avaaz.org/po/stop_prism_global/?blNZBbb&v=25842
Certas vezes, as ações dos nossos governos são inacreditáveis. No passado, quando pessoas corajosas como Edward arriscaram seus direitos para trazer escândalos à tona, a comunidade da Avaaz se uniu, exigiu um tratamento justo e alcançou vitórias. Quando meio milhão de nós nos unimos a outras organizações e ativistas para pedir ao governo dos EUA que parasse com o tratamento cruel dado ao soldado Bradley Manning, ele foi levado para uma prisão de segurança média e saiu da solitária. Se agirmos rapidamente, poderemos fazer algo ainda melhor por Edward Snowden e ajudá-lo a vencer essa luta corajosa, pelo bem de todos nós.
Com esperança e determinação,
Emma, Oli, Dalia, Laura, Ricken, Rewan and the whole Avaaz team
PS - Muitas das campanhas da Avaaz são criadas por membros da nossa comunidade! Crie a sua agora e alcance a vitória sobre as mais diferentes questões em âmbito local, nacional ou global: http://www.avaaz.org/en/petition/start_a_petition/?bgMYedb&v=25795
MAIS INFORMAÇÕES:
O que é PRISM? (Gizmodo)
http://gizmodo.uol.com.br/o-que-e-prism/
Esquema de espionagem norte-americano pode ter afetado brasileiros (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/dw/1293728-esquema-de-espionagem-norte-americano-pode-ter-afetado-brasileiros.shtml
Prism: porque nós deveríamos nos preocupar (Galileu)
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339098-17770,00-PRISM+PORQUE+NOS+DEVERIAMOS+NOS+PREOCUPAR.html
Fonte que revelou rede espiã dos EUA deixa hotel em Hong Kong e busca asilo (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fonte-que-revelou-rede-espia-dos-eua-deixa-hotel-em-hong-kong-e-busca-asilo-,1041059,0.htm
União Europeia vai debater com EUA programa de vigilância PRISM (Lusa)
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=3265292
Prism: 80 organizações pressionam Congresso norte-americano (IDG Now!)
http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/06/12/prism-80-organizacoes-pressionam-congresso-norte-americano/
Além de telefonemas, EUA monitoram e-mails e redes sociais no exterior (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,alem-de-telefonemas-eua-monitoram-e-mails-e-redes-sociais-no-exterior,1039929,0.htm
Homem que vazou informações secretas dos EUA conta detalhes do monitoramento (Jornal Nacional)
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/homem-que-vazou-informacoes-secretas-dos-eua-conta-detalhes-do-monitoramento/2626911/
quarta-feira, junho 12, 2013
gobierno santos..traidor de la grande america morena
La OTAN mete sus narices en América Latina
Por
Hugo Moldiz Mercado
La polémica sobre el tipo de relación entre Colombia y la
Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) está demás. El país
sudamericano -que es el que mayor asistencia militar estadounidense
recibe desde la implementación del Plan Colombia, a principios del
2000-, ya le abrió las puertas de América Latina a ese instrumento
mundial de intervención luego de actuar, como socio cooperante y bajo
bandera española, en la invasión "de las fuerzas aliadas" a Afganistán
en octubre de 2001.
Lo que agrava la situación es la decisión del gobierno del presidente José Manuel Santos de subir un peldaño más en la relación con la OTAN abierta por su predecesor Álvaro Uribe, en medio de una contraofensiva estadounidense en el continente que busca recuperar el espacio perdido desde la derrota del Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA), su brazo económico. De hecho, la Alianza Pacífico, que la integran todos los países que tienen firmado Tratado de Libre Comercio (TLCs) con EE.UU., al mismo tiempo es la cobertura para una consolidación de sus posiciones militares.
La decisión colombiana, que será debatida en el Consejo de Seguridad de la Unión de Naciones del Sur (Unasur) ha pedido de Bolivia, representa también una amenaza real a la revolución bolivariana, permanentemente asediada por la ultraderecha de ese país desde el principio, y para los diálogos de paz que se llevan adelante en La Habana (Cuba).
La situación no sería delicada si no estuviera en vigencia un Nuevo Concepto Estratégico de la OTAN desde noviembre de 2010, aprobado en la Cumbre de Lisboa, donde en una clara señal de su ingreso al cuarto desplazamiento de su historia desde que fuera creada en 1948, esa fuerza militar multinacional se atribuye al derecho de intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que sea.
La dimensión del paso que está dando Colombia solo es posible tener en cuenta, además de los elementos señalados líneas arriba, a partir de inscribir los últimos movimientos del imperio en un contexto más amplio y de una manera menos fragmentada. La continuidad de la intervención en Afganistán, donde en más de una década y media no se ha podido derrotar al Talibán y mucho menos desmantelar Al Qaeda, y la presencia militar en Irak, donde jamás se encontró las armas de destrucción masiva que presuntamente tenía Saddam Hussein, así como las amenazas permanentes contra Corea del Norte e Irán y el activo respaldo a la dura represión israelita contra el pueblo palestino, constituyen datos de ese contexto.
Es más, si bien las formas de la intervención en América Latina se muestran, todavía, distintas a las observadas en los continentes de África y Asia, la contraofensiva política y militar de los Estados Unidos contra procesos progresistas y revolucionarios hay que analizarla como parte de una estrategia de dominación de espectro global, cuyo objetivo es garantizar las condiciones de reproducción de un sistema de dominación mundial que, por sus propias contradicciones, no logra encontrar la fórmula “no militar” para salir de la crisis de rotación transnacional del capital que se hace más profunda.
Pero el capital siempre oculta su presencia y la disfraza en discursos e instituciones nacionales e internacionales. Todas, desde el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas hasta la Organización de los Estados Americanos (OEA), pasando por la OTAN, sirven para caminar, respaldados por un amplio despliegue mediático, en la dirección de lograr ciertos niveles de legitimidad.
Los alcances del Nuevo Concepto Estratégico
En la cumbre de Lisboa, en la que participaron 28 estados miembros y 21 asociados, se adoptó por unanimidad el documento presentado por un equipo encabezado por la estadounidense Madeleine Albright, la ultraderechista exsecretaria de Estado del gobierno de Bush a la que Obama le dio su más amplio respaldo a poco de asumir la conducción de la Casa Blanca, en enero de 2009. El “grupo de expertos” estableció los límites del concepto, identificó las amenazas y precisó las cuatro misiones militares del siglo XXI.
El nuevo Concepto Estratégico, el tercero desde el derrumbe de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) y el bloque socialista del Este, establece que “La OTAN debe estar dispuesta a desplegar fuerzas militares robustas donde y cuando sea requerido por nuestra seguridad y ayudar a promover seguridad común con nuestros socios alrededor del globo”. Los dos anteriores conceptos de seguridad “guiaron” a las fuerzas militares de la Alianza en los períodos 1991-1999 y 1999-2010. Por lo demás es importante subrayar que ya a partir de 1991, tras el paso de la bipolaridad a la unipolaridad mundial, se van registrando en términos teóricos y prácticos modificaciones en las líneas táctico-estratégicas de la OTAN, que va dejando atrás el concepto de “respuesta flexible” que la acompañó más de cuatro décadas.
Más claro, ni el agua. Con esta redefinición del papel de la OTAN –que se ha constituido desde su fundación, en 1949, en la prolongación de los largos brazos del Pentágono-, las fuerzas militares de la Alianza –que es otra manera de camuflar la hegemonía estadounidense- pueden intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que consideren necesario o suficiente.
No hay que olvidar que la OTAN surgió poco después de culminada la II Guerra Mundial con el objetivo de neutralizar la influencia de la URSS en Europa y cuyo poder militar, sin el cual el fascismo no habría sido derrotado a partir de la batalla de Stalingrado, se consideraba una amenaza para los estados conducidos por ideas liberales, democracias representativas y economías capitalistas.
El primer país en que se concreto el Nuevo Concepto Estratégico de la OTAN es Libia, donde con el pretexto de respaldar a los focos de resistencia militar opuestos al “régimen dictatorial” de Gadafi, la fuerza militar multinacional le ha abierto las puertas a las corporaciones para que se apoderen del petróleo y otros recursos de ese país situado al Norte de África, donde la situación de la población civil desde septiembre de 2011 se ha agravado por el hambre y las violentas disputas entre las tribus.
Pero a la OTAN hay que hacerle un seguimiento más largo. Desaparecido el campo socialista a principios de los 90 y, por tanto, desestructurado el Pacto de Varsovia –alianza militar de los países socialistas en respuesta al peligro que representaba la articulación de Europa occidental y Estados Unidos-, la OTAN no desapareció. La razón esgrimida para su fundación ya no existía y lo que se pasó es a inventar otros pretextos y crear otros enemigos. Todo lo contrario, se le asignaron nuevas misiones que en los hechos empezaron a expandir la zona de influencia militar y política de los países del capitalismo central.
La OTAN ya no tiene los 12 miembros con los que nació en 1949 (de los que 5 primero conformaron el Tratado de Bruselas de 1948: Gran Bretaña, Francia, Bélgica, Luxemburgo y Países Bajos y a los que se sumaron Estados Unidos y Canadá y luego ese primer grupo invitó a otros 5: Italia, Dinamarca, Noruega, Portugal e Islandia). Su número alcanza ahora a 28. De los 14 Secretarios Generales que ha tenido esa Alianza militar, ninguno ha sido estadounidense. Sin embargo, el liderazgo de Estados Unidos es inobjetable e incuestionable por varias razones: su alianza estratégica con Gran Bretaña y Francia, su capacidad militar y su habilidad de salir siempre bien parado de las contradicciones y las pugnas dentro del bloque de países del capitalismo central.
De ahí que no sea una casualidad que el liderazgo de Estados Unidos en la guerra contra Libia haya encontrado en Gran Bretaña y Francia sus dos entusiastas operadores. De hecho, entre esos tres países hay una convergencia de intereses por controlar el Oriente Medio. De hecho, el imperialismo colectivo del que habla el intelectual Samir Amín para hacer mención a Estados Unidos, Japón y Europa siempre tuvo la intención de constituir un Mercado Común de Medio Oriente para aprovechar los recursos naturales y en el pasado de la bipolaridad hizo alianzas con los gobiernos monárquicos, autocráticos y nada democráticos de la región, así como suministro armas, dinero y entrenamiento a grupos musulmanes anti-comunistas –como Al Qaeda- con el objetivo de neutralizar cualquier intento de expansión de la URSS.
Otro dato, no menor, a tener en cuenta y que refuerza el liderazgo de Estados Unidos en la OTAN y su nuevo concepto estratégico es el alcance de los planes operativos. Lo que se aprobó en Lisboa en 2010 está previsto hasta el 2020 y el plan estratégico de la CIA –de la que ya se ha confirmado su activa presencia en Libia- también llega a ese mismo año.
América Latina, ¿fuera de peligro?
¿La aplicación del nuevo Concepto Estratégico de la OTAN es una amenaza para América Latina? Su importancia está dada a partir del peligro que representa ese rediseño estratégico de la OTAN para los gobiernos progresistas y revolucionarios en el continente, especialmente para Cuba y Venezuela –en primer lugar- y Bolivia, complementariamente.
La primera visita de Obama a tres países de América Latina en marzo de 2011 (Brasil, Chile y El Salvador), las permanentes giras de Hillary Clinton por el hemisferio, el golpe de Estado en Honduras contra el presidente legítimo Manuel Zelaya, el intento estadounidense de mostrar a Bolivia y Venezuela como una suerte de “narco-estados”, las agresiones permanentes contra Cuba, la ampliación de sus bases militares en el continente y la activación de la IV Flota son datos de la realidad que no se los puede ignorar.
Hasta ahora, desde la perspectiva de la Doctrina Monroe, en la que Estados Unidos se asigna una paternidad sobre América Latina y el Caribe, la mayor parte de las campañas de desestabilización de procesos progresistas se han apoyado en fuerzas armadas locales, obviamente con mandos entrenados en la Escuela de las Américas y en grupos paramilitares de corte fascista, aunque también se han dado casos de intervenciones directas de tropas estadounidenses en Guatemala (1954), República Dominicana (1965), Granada (1983), Panamá (1989) y Haití (1994). Todas con la complicidad de la OEA.
Pero si hay algo que tampoco puede ignorarse, es el papel que Estados Unidos ha decidido darle a Colombia en la aplicación de su estrategia global, aplicada ya sea desde el Pentágono o su brazo multinacional, la OTAN. En 2008, a iniciativa estadounidense y con la fachada de España, el presidente Álvaro Uribe logró que el estado colombiano participara a través de sus fuerzas armadas –las mejores equipadas en América Latina- en las operaciones de la Alianza Atlántica en Afganistán.
La participación de Colombia en la OTAN en calidad de observador se mantiene, pero la figura es más o menos similar a lo que ocurrió con muchos de los países del Mediterráneo, no considerados formalmente dentro de la lista de potenciales miembros. En 1994, desaparecido el bloque socialista, se invitó a varios países de esa parte del mundo (Israel, Egipto, Marruecos, Túnez y Mauritania) y en 2004, en la Cumbre de Estambul, se establecieron acuerdos para garantizar la seguridad y la estabilidad regionales. Es decir, no es una exageración que a partir del nuevo Concepto Estratégico –intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que sea-, la OTAN vaya facilitando la incorporación colombiana como socio cooperante y de otros países afines a los intereses imperiales en la región que se alistan a fortalecer la Alianza Pacífico.
De todas las amenazas que la Alianza Atlántica identificó en Lisboa para la “civilización occidental” y que justificaría su intervención: proliferación de misiles balísticos y armas nucleares y de destrucción masiva, el terrorismo, los ataques a las vías de comunicación, los ciberataques y la inestabilidad o los conflictos más allá de las fronteras de la OTAN y los problemas derivados del cambio climático y de la escasez de los recursos naturales, los dos últimos son los que podrían invocarse para intervenir en América Latina, donde se ha puesto en cuestión la hegemonía estadounidense y bastante rico en agua dulce, petróleo y gas, biodiversidad, plantas medicinales y otros.
La historia contra los procesos emancipadores no es nueva. Los Estados Unidos ya pretendieron en 1961 montar una cabeza de playa en Bahía de Cochinos que justificara su intervención, pero no contaban que el plan sería derrotado en menos de las 72 horas que Fidel Castro estableció como tiempo máximo para evitar la invasión imperial. Otra rápida derrota, con distintas características, sufrió Estados Unidos en agosto-septiembre de 2008 en Bolivia, cuando se pretendía generar un conflicto que dividiera el país y allanara la presencia de las fuerzas de paz de la ONU. A la cabeza de la operación estaba Philiph Golberg, un experto en temas militares que operó en la división de Yugoslavia y que ahora es responsable de una unidad de inteligencia en el Departamento de Estado.
Lo nuevo es que las injerencias estadounidenses estarán camufladas en las banderas de la OTAN y en la plena subordinación de la ONU, cuya reestructuración es necesaria y urgente.
Lo que agrava la situación es la decisión del gobierno del presidente José Manuel Santos de subir un peldaño más en la relación con la OTAN abierta por su predecesor Álvaro Uribe, en medio de una contraofensiva estadounidense en el continente que busca recuperar el espacio perdido desde la derrota del Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA), su brazo económico. De hecho, la Alianza Pacífico, que la integran todos los países que tienen firmado Tratado de Libre Comercio (TLCs) con EE.UU., al mismo tiempo es la cobertura para una consolidación de sus posiciones militares.
La decisión colombiana, que será debatida en el Consejo de Seguridad de la Unión de Naciones del Sur (Unasur) ha pedido de Bolivia, representa también una amenaza real a la revolución bolivariana, permanentemente asediada por la ultraderecha de ese país desde el principio, y para los diálogos de paz que se llevan adelante en La Habana (Cuba).
La situación no sería delicada si no estuviera en vigencia un Nuevo Concepto Estratégico de la OTAN desde noviembre de 2010, aprobado en la Cumbre de Lisboa, donde en una clara señal de su ingreso al cuarto desplazamiento de su historia desde que fuera creada en 1948, esa fuerza militar multinacional se atribuye al derecho de intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que sea.
La dimensión del paso que está dando Colombia solo es posible tener en cuenta, además de los elementos señalados líneas arriba, a partir de inscribir los últimos movimientos del imperio en un contexto más amplio y de una manera menos fragmentada. La continuidad de la intervención en Afganistán, donde en más de una década y media no se ha podido derrotar al Talibán y mucho menos desmantelar Al Qaeda, y la presencia militar en Irak, donde jamás se encontró las armas de destrucción masiva que presuntamente tenía Saddam Hussein, así como las amenazas permanentes contra Corea del Norte e Irán y el activo respaldo a la dura represión israelita contra el pueblo palestino, constituyen datos de ese contexto.
Es más, si bien las formas de la intervención en América Latina se muestran, todavía, distintas a las observadas en los continentes de África y Asia, la contraofensiva política y militar de los Estados Unidos contra procesos progresistas y revolucionarios hay que analizarla como parte de una estrategia de dominación de espectro global, cuyo objetivo es garantizar las condiciones de reproducción de un sistema de dominación mundial que, por sus propias contradicciones, no logra encontrar la fórmula “no militar” para salir de la crisis de rotación transnacional del capital que se hace más profunda.
Pero el capital siempre oculta su presencia y la disfraza en discursos e instituciones nacionales e internacionales. Todas, desde el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas hasta la Organización de los Estados Americanos (OEA), pasando por la OTAN, sirven para caminar, respaldados por un amplio despliegue mediático, en la dirección de lograr ciertos niveles de legitimidad.
Los alcances del Nuevo Concepto Estratégico
En la cumbre de Lisboa, en la que participaron 28 estados miembros y 21 asociados, se adoptó por unanimidad el documento presentado por un equipo encabezado por la estadounidense Madeleine Albright, la ultraderechista exsecretaria de Estado del gobierno de Bush a la que Obama le dio su más amplio respaldo a poco de asumir la conducción de la Casa Blanca, en enero de 2009. El “grupo de expertos” estableció los límites del concepto, identificó las amenazas y precisó las cuatro misiones militares del siglo XXI.
El nuevo Concepto Estratégico, el tercero desde el derrumbe de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) y el bloque socialista del Este, establece que “La OTAN debe estar dispuesta a desplegar fuerzas militares robustas donde y cuando sea requerido por nuestra seguridad y ayudar a promover seguridad común con nuestros socios alrededor del globo”. Los dos anteriores conceptos de seguridad “guiaron” a las fuerzas militares de la Alianza en los períodos 1991-1999 y 1999-2010. Por lo demás es importante subrayar que ya a partir de 1991, tras el paso de la bipolaridad a la unipolaridad mundial, se van registrando en términos teóricos y prácticos modificaciones en las líneas táctico-estratégicas de la OTAN, que va dejando atrás el concepto de “respuesta flexible” que la acompañó más de cuatro décadas.
Más claro, ni el agua. Con esta redefinición del papel de la OTAN –que se ha constituido desde su fundación, en 1949, en la prolongación de los largos brazos del Pentágono-, las fuerzas militares de la Alianza –que es otra manera de camuflar la hegemonía estadounidense- pueden intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que consideren necesario o suficiente.
No hay que olvidar que la OTAN surgió poco después de culminada la II Guerra Mundial con el objetivo de neutralizar la influencia de la URSS en Europa y cuyo poder militar, sin el cual el fascismo no habría sido derrotado a partir de la batalla de Stalingrado, se consideraba una amenaza para los estados conducidos por ideas liberales, democracias representativas y economías capitalistas.
El primer país en que se concreto el Nuevo Concepto Estratégico de la OTAN es Libia, donde con el pretexto de respaldar a los focos de resistencia militar opuestos al “régimen dictatorial” de Gadafi, la fuerza militar multinacional le ha abierto las puertas a las corporaciones para que se apoderen del petróleo y otros recursos de ese país situado al Norte de África, donde la situación de la población civil desde septiembre de 2011 se ha agravado por el hambre y las violentas disputas entre las tribus.
Pero a la OTAN hay que hacerle un seguimiento más largo. Desaparecido el campo socialista a principios de los 90 y, por tanto, desestructurado el Pacto de Varsovia –alianza militar de los países socialistas en respuesta al peligro que representaba la articulación de Europa occidental y Estados Unidos-, la OTAN no desapareció. La razón esgrimida para su fundación ya no existía y lo que se pasó es a inventar otros pretextos y crear otros enemigos. Todo lo contrario, se le asignaron nuevas misiones que en los hechos empezaron a expandir la zona de influencia militar y política de los países del capitalismo central.
La OTAN ya no tiene los 12 miembros con los que nació en 1949 (de los que 5 primero conformaron el Tratado de Bruselas de 1948: Gran Bretaña, Francia, Bélgica, Luxemburgo y Países Bajos y a los que se sumaron Estados Unidos y Canadá y luego ese primer grupo invitó a otros 5: Italia, Dinamarca, Noruega, Portugal e Islandia). Su número alcanza ahora a 28. De los 14 Secretarios Generales que ha tenido esa Alianza militar, ninguno ha sido estadounidense. Sin embargo, el liderazgo de Estados Unidos es inobjetable e incuestionable por varias razones: su alianza estratégica con Gran Bretaña y Francia, su capacidad militar y su habilidad de salir siempre bien parado de las contradicciones y las pugnas dentro del bloque de países del capitalismo central.
De ahí que no sea una casualidad que el liderazgo de Estados Unidos en la guerra contra Libia haya encontrado en Gran Bretaña y Francia sus dos entusiastas operadores. De hecho, entre esos tres países hay una convergencia de intereses por controlar el Oriente Medio. De hecho, el imperialismo colectivo del que habla el intelectual Samir Amín para hacer mención a Estados Unidos, Japón y Europa siempre tuvo la intención de constituir un Mercado Común de Medio Oriente para aprovechar los recursos naturales y en el pasado de la bipolaridad hizo alianzas con los gobiernos monárquicos, autocráticos y nada democráticos de la región, así como suministro armas, dinero y entrenamiento a grupos musulmanes anti-comunistas –como Al Qaeda- con el objetivo de neutralizar cualquier intento de expansión de la URSS.
Otro dato, no menor, a tener en cuenta y que refuerza el liderazgo de Estados Unidos en la OTAN y su nuevo concepto estratégico es el alcance de los planes operativos. Lo que se aprobó en Lisboa en 2010 está previsto hasta el 2020 y el plan estratégico de la CIA –de la que ya se ha confirmado su activa presencia en Libia- también llega a ese mismo año.
América Latina, ¿fuera de peligro?
¿La aplicación del nuevo Concepto Estratégico de la OTAN es una amenaza para América Latina? Su importancia está dada a partir del peligro que representa ese rediseño estratégico de la OTAN para los gobiernos progresistas y revolucionarios en el continente, especialmente para Cuba y Venezuela –en primer lugar- y Bolivia, complementariamente.
La primera visita de Obama a tres países de América Latina en marzo de 2011 (Brasil, Chile y El Salvador), las permanentes giras de Hillary Clinton por el hemisferio, el golpe de Estado en Honduras contra el presidente legítimo Manuel Zelaya, el intento estadounidense de mostrar a Bolivia y Venezuela como una suerte de “narco-estados”, las agresiones permanentes contra Cuba, la ampliación de sus bases militares en el continente y la activación de la IV Flota son datos de la realidad que no se los puede ignorar.
Hasta ahora, desde la perspectiva de la Doctrina Monroe, en la que Estados Unidos se asigna una paternidad sobre América Latina y el Caribe, la mayor parte de las campañas de desestabilización de procesos progresistas se han apoyado en fuerzas armadas locales, obviamente con mandos entrenados en la Escuela de las Américas y en grupos paramilitares de corte fascista, aunque también se han dado casos de intervenciones directas de tropas estadounidenses en Guatemala (1954), República Dominicana (1965), Granada (1983), Panamá (1989) y Haití (1994). Todas con la complicidad de la OEA.
Pero si hay algo que tampoco puede ignorarse, es el papel que Estados Unidos ha decidido darle a Colombia en la aplicación de su estrategia global, aplicada ya sea desde el Pentágono o su brazo multinacional, la OTAN. En 2008, a iniciativa estadounidense y con la fachada de España, el presidente Álvaro Uribe logró que el estado colombiano participara a través de sus fuerzas armadas –las mejores equipadas en América Latina- en las operaciones de la Alianza Atlántica en Afganistán.
La participación de Colombia en la OTAN en calidad de observador se mantiene, pero la figura es más o menos similar a lo que ocurrió con muchos de los países del Mediterráneo, no considerados formalmente dentro de la lista de potenciales miembros. En 1994, desaparecido el bloque socialista, se invitó a varios países de esa parte del mundo (Israel, Egipto, Marruecos, Túnez y Mauritania) y en 2004, en la Cumbre de Estambul, se establecieron acuerdos para garantizar la seguridad y la estabilidad regionales. Es decir, no es una exageración que a partir del nuevo Concepto Estratégico –intervenir en cualquier parte del mundo y por el motivo que sea-, la OTAN vaya facilitando la incorporación colombiana como socio cooperante y de otros países afines a los intereses imperiales en la región que se alistan a fortalecer la Alianza Pacífico.
De todas las amenazas que la Alianza Atlántica identificó en Lisboa para la “civilización occidental” y que justificaría su intervención: proliferación de misiles balísticos y armas nucleares y de destrucción masiva, el terrorismo, los ataques a las vías de comunicación, los ciberataques y la inestabilidad o los conflictos más allá de las fronteras de la OTAN y los problemas derivados del cambio climático y de la escasez de los recursos naturales, los dos últimos son los que podrían invocarse para intervenir en América Latina, donde se ha puesto en cuestión la hegemonía estadounidense y bastante rico en agua dulce, petróleo y gas, biodiversidad, plantas medicinales y otros.
La historia contra los procesos emancipadores no es nueva. Los Estados Unidos ya pretendieron en 1961 montar una cabeza de playa en Bahía de Cochinos que justificara su intervención, pero no contaban que el plan sería derrotado en menos de las 72 horas que Fidel Castro estableció como tiempo máximo para evitar la invasión imperial. Otra rápida derrota, con distintas características, sufrió Estados Unidos en agosto-septiembre de 2008 en Bolivia, cuando se pretendía generar un conflicto que dividiera el país y allanara la presencia de las fuerzas de paz de la ONU. A la cabeza de la operación estaba Philiph Golberg, un experto en temas militares que operó en la división de Yugoslavia y que ahora es responsable de una unidad de inteligencia en el Departamento de Estado.
Lo nuevo es que las injerencias estadounidenses estarán camufladas en las banderas de la OTAN y en la plena subordinación de la ONU, cuya reestructuración es necesaria y urgente.
quarta-feira, maio 29, 2013
Os sacos de dinheiro da CIA: ontem e hoje
por Rodrigo Vianna
Deve ter sido o inconsciente do editor de Internacional. Ou então,
ele quis passar a mensagem de forma subliminar – sem alertar os
diretores do jornal. Seja como for, a página A-14 (reproduzida ao
lado) no “Estadão” dessa sexta-feira (03/05) é didática.No alto, um texto demolidor sobre as ações da CIA pelo mundo: “Os Sacos de dinheiro da CIA”. Sim: conspirações, assassinatos, malas de dinheiro para derrubar governos não-alinhados com Washington. Não é nenhum “esquerdista” bolivariano quem diz. O artigo, publicado pelo ”Foreign Policy” (um site sobre Politica Internacional dos EUA) e traduzido pelo jornal paulista, fala sobre tudo aquilo a que fazemos referência aqui na internet, e que muitas vezes é tratado como “teoria conspiratória”: a CIA age, sim, sem pudores pelo Mundo; mata, encomenda assassinatos, tira e põe governos. É o braço de “inteligência” do imperialismo. Sim, imperialismo. Isso não é discurso “da época da Guerra Fria”. Isso não é discurso de esquerdista antiamericano. Não. São fatos. Tudo está lá, no artigo publicado pelo ”Estadão” - leia aqui.
O curioso é que na mesma página (e por isso digo que o inconsciente do editor parece ter agido), há duas outras reportagens: uma sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez; a outra sobre a Globovisión (TV privada antichavista, que ajudou a dar o golpe contra Chavez em 2002).
Quando a tal blogueira esteve no Brasil, eu disse a alguns amigos que ela parecia agir sob orientação (e com apoio) da CIA. Não se trata de opinião. Há fotos de Yoani entrando para reuniões num casarão mantido pelos EUA, no bairro de Miramar em Havana. Eu já vi essas fotos.
A outra reportagem na mesma página do jornal trata da “guerra de informações” na Venezuela. Com destaque para a “Globovisión”. A mídia pró-EUA tenta vender a imagem de que a Venezuela é uma ditadura. Trata-se, claramente, de uma campanha midiática. Eu não tenho dúvidas de que a CIA está por trás disso. Assim como está por trás das ações mais violentas da oposição antichavista – comandadas agora por Capriles.
Vejam, não estou dizendo que todos os antichavistas são “teleguiados” pela CIA. Não é isso. Há, é claro, muita gente que não gosta de Chavez e Maduro. O que digo é que a oposição é potencializada com ajuda dos Estados Unidos. Temo que os Estados Unidos estejam preparando o terreno para que se inicie uma guerra civil no país vizinho. Roteiro parecido com o da Síria. Vejam: no Paraguai e em Honduras, governos “fracos” puderam ser derrubados com “golpes institucionais”. Na Venezuela, isso é impossível. Ali, só a guerra civil. O risco é imenso.
Da mesma forma, não quero dizer que todos “dissidentes” cubanos sejam agentes da CIA. Mas os métodos e os parceiros de Yoani (inclusive no Brasil) não deixam dúvida: o blog dela pode ter surgido, lá atrás, como iniciativa individual de uma jovem descontente com o governo de Cuba. Hoje, só os ingênuos ou mal intencionados podem desconhecer que Yoani trabalha, de fato, como agente dos interesses dos EUA e seus aliados.
Ah, tudo isso é “teoria conspiratória”! Ah, é? Então leiam o artigo do “Foreign Policy”. A CIA ajudou a matar Patrice Lumumba no Congo, nos anos 60. Deu armas e dinheiro para Mobutu Sese Seko, o adversário de Lumumba. O texto fala de ações semelhantes no irã dos anos 50, no Afeganistão dos anos 80. E isso não ocorria só na “periferia”. A CIA (que normalmente trabalha dentro das embaixadas americanas) despejou caminhões de dinheiro na democracia-cristã italiana para barrar o avanço do Partico Comunista Italiano – o mais poderoso do Ocidente.
O artigo diz que a CIA deveria “aprender com seus erros”. E eu me pergunto: erros? O que deu errado? Os EUA seguem poderosíssimos, a União Soviética já não existe, no Oriente Médio quem ousou agir com alguma independência foi esmagado (Iraque, Líbia – nos anos mais recentes) e na “periferia” quase não se fala em “socialismo” ou rebeldia antiamericana.
Há só uma exceção: América Latina. Aqui, enquanto os EUA faziam a “limpeza” no Oriente Médio, surgiu uma geração de governos não-alinhados com o projeto neoliberal. Em 2002, com o golpe derrotado na Venezuela, os EUA perderam a capacidade de iniciativa durante alguns anos… Mas a onda já virou. A derrubada de Lugo e Zelaya foram sinais. Os ataques ininterruptos a Cristina, Evo e Lula foram um passo adiante. No caso brasileiro, está tudo claríssimo: há encontros de jornalistas da Globo/Abril/Folha com representantes dos EUA. Tudo registrado no Wikileaks. Há o Insituto Millenium, há o giro internacional de Yoani.
As malas de dinheiro, de que fala o artigo do “Foreig Policy”, continuam circulando.
Nos anos 70/80, quem dizia que a CIA tinha ajudado a dar o golpe contra Jango (e poderia ter até ajudado a matar o presidente deposto) era chamado de “esquerdista adepto de teorias conspiratórias”. Os documentos mais recentes (inclusive gravações de conversas na Casa Branca) mostram que conspiração, de fato, houve: na Casa Branca e nas embaixadas americanas. E não era teoria. Eram fatos.
Os fatos estão aí de novo: escancarados. Vivemos numa encruzilhada. A chance da América Latina, dessa vez, é que os Estados Unidos têm tantas frentes para combater (Coréia, Siria, Iraque – sem falar na crise que debilita as contas e o poder imperial) que talvez isso nos dê fôlego para reagir e resistir.
Mas do outro lado o exército vai-se fortalecendo – com políticos, empresários, empresas de mídia, colunistas… Alguns são mercenários. Outros fazem por amor. Parte da elite latino-americana gosta de se deitar à cama com a turma da CIA.
Em 20 ou 30 anos, saberemos detalhes e compreenderemos que nada disso é “teoria conspiratória.” Espero que (mais uma vez) não seja tarde demais.
quarta-feira, abril 24, 2013
se fosse jogo de futebol: suecia 6 brasil 0
esta explicado, por que a suecia é um dos paises com maior desenvolvimento humano.
segunda-feira, abril 08, 2013
WikiLeaks: Rey Juan Carlos fue 'el mejor informante de EEUU
El rey de España, Juan Carlos
de Borbón, durante los últimos años de la dictadura del general
Francisco Franco (1936-1975), fue “el mejor informante de EE.UU.”.
Así lo ha revelado este lunes el diario español Público.es, basándose en información de los cables diplomáticos estadounidenses compilados por WikiLeaks.
"El heredero del dictador se convirtió en aquel momento crucial de la historia de España en el mejor informante de EE.UU. con la esperanza de que con su lealtad se ganaría el respaldo de Washington tras la muerte de Franco", ha afirmado el rotativo.
Según los datos brindados por WikiLeaks, Juan Carlos, quien era el entonces príncipe de España, informó a Estados Unidos los detalles de la crisis cardíaca de Franco el 16 de octubre de 1975.
En ese momento, Juan Carlos pidió el respaldo del embajador norteamericano en Madrid, la capital española, Wells Stabler, para hacer que Franco firmara su renuncia antes de la muerte, aunque ya en 1969 había nombrado a Juan Carlos como su sucesor, añade Público.es.
Por su parte, el entonces secretario de Estado de EE.UU., Henry Kissinger, en reiteradas ocasiones enfatizó a Stabler que sus contactos con Juan Carlos “deben ser tratados con la mayor discreción”, ya que “estos informes tienen un grandísimo valor para EE.UU.”
Los datos revelados también sacan a luz la disposición del Gobierno estadounidense para apoyar al sucesor de Franco en vías de la democratización con el fin de impedir que "los comunistas y los extremistas de todos los colores jugaran un papel determinante" en el país europeo.
WikiLeaks ha divulgado este lunes más de 1,7 millones de archivos confidenciales norteamericanos que incluyen las comunicaciones diplomáticas o informes entre todos los países del mundo, durante la década del 70.
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quarta-feira, abril 03, 2013
Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC
Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.Leia mais
- Empresa dos EUA sugere que Lula recebeu propina e ataca Marinha brasileira: “é uma merda!”
- Conheça o Perfeito Raio-X do cidadão norte-americano
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
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Perfeito Raio-X do cidadão norte-americano
Numa época em que os norte-americanos viviam um grande desenvolvimento material e os seus sentimentos nacionalistas faziam crer que grande parte desse progresso era resultado de um esforço autóctone, o antropólogo Ralph Linton escreveu um admirável texto sobre o começo do dia do homem americano. Confira abaixo:
LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed.– O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no Norte da Europa.
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.
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segunda-feira, março 18, 2013
Com arquivos e áudios da Casa Branca, filme revela apoio dos EUA ao golpe de 64
“O Dia que Durou 21 anos” revela
conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador
Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de
Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores
O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.
Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.
EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart
O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.
Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.
EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart
O documentário mostra, então, as
ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para
desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de
supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto
Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e
Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a
deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além
disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o
“feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de
Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o
coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.
Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”
O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.
Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros
Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”
O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.
Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros
Força-tarefa naval, com porta-aviões, foi autorizada a ser enviada ao Brasil para apoiar o golpe de 64
Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”
Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.
Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”
Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.
Newton Cruz: “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão saiu!”
O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um…” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”
Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”
“Acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo”, disse Lyndon Johnson
Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.
- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.
- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero… Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.
- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.
- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.
- É mesmo? Isso vai ser publicado.
- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.
Juracy Magalhães: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”
O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.
Projeto familiar
O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.
Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.
Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento… lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.
O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anjos para arrumar a casa!”
O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
parabens povo argentino
Siete
represores argentinos, condenados a cadena perpetua
El
Tribunal Oral Federal de Mar del Plata ha condenado este viernes a
cadena perpetua a siete represores argentinos acusados por delitos de
lesa humanidad cometidos durante la última dictadura (1976-1983), ha
anunciado la Corte Internacional de Justicia.
Los detenidos Alfredo Manuel Arrillaga, Juan José Lombardo, Raúl Alberto Marino, Roberto Pertusio, Rafael Alberto Guiñazú, José Omar Lodigiani y Mario José Osvaldo Forbice, fueron declarados culpables en cuanto a los delitos de homicidio, entre ellos, privación ilegítima de la libertad e imposición de tormentos agravados.
Respecto a los restantes seis imputados: Justo Alberto Ignacio Ortiz, Juan Eduardo Mosqueda y Julio Cesar Falcke , Ángel Narciso Racedo, Ariel Macedonio Silva y Juan Carlos Guyot, el tribunal compuesto por Nelson Javier Jarazo, Jorge Aníbal Michelli y Alejandro Daniel Esmoris, impuso penas de entre 3 a 25 años de cárcel.
La causa investigó las denuncias en los centros clandestinos de detención instalados en la Base Naval de Mar del Plata, en la Escuela de Suboficiales de Infantería de Marina y en la sede de Prefectura Naval Argentina en aquella ciudad.
El periodo de la dictadura cívico-militar de Argentina o autodenominado Proceso de Reorganización Nacional, se inició tras un golpe de Estado que depuso al Gobierno constitucional de la presidenta María Estela Martínez de Perón en el año 1976, gobierno de facto que continuó hasta el año 1983, considerándose como una de las etapas más sangrientas de la historia argentina.
fonte
PS : O brasil precisa aprender da argentina, que uma verdadeira democracia somente punindo severamente aos represores, aos torturadores, aos ditarores que persegueram aos trabalhadores e estudantes por suas ideais, sua idelogia. e assesinaram miles de cidadaos, qual foi o pecado destes ultimos? foi lutar por um pais mais justo e a igualdade de oportunidades pra todos, que ainda nao temos. O governo de facto repressor, deveriam ser acusados como traição a patria, posto que trabalharam sobre a bandeira de interesses do imperialismo.
A grandeza de um pais nao é medido pelo PBI, mas bem pelo indice de desenvolvimento humano, neste ponto argentina esta na frente de quase todos os paises das americas, inclusive do brasil.
domingo, dezembro 23, 2012
saiu na folha online
Comandante de grupo de elite da Marinha dos EUA morre no Afeganistão
Segundo a emissora CNN, porém, que citou um oficial com conhecimento direto dos fatos, a Marinha americana está investigando a morte do oficial como um aparente suicídio.
comentarios:
maria armerinda oliveira (172)
Nesse caso, o suicídio é uma auto-punição totalmente justificada pelas barbaridades cometidas no Afeganistão.O suicida tenta limpar sua consciência e ao mesmo tempo dar o exemplo aos soldados subordinados.
assino em baixo (muito bem dito!)
terça-feira, dezembro 18, 2012
brutalidad sionista
cual es la medida de la tamaña brutalidad y odio de un estado (israel), que lleva a agredir a una mujer palestina?
sábado, dezembro 01, 2012
EE UU financiou o genocidio silencioso de Fujimori
EUA pagaram para Fujimori esterilizar 314 mil mulheres
NOVA YORK — O Peru comunicou nesta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, a decisão de reabrir a investigação sobre os casos de 2.074 mulheres esterilizadas sem consentimento em um programa de controle populacional realizado pela ditadura Alberto Fujimori durante os anos 90.O inquérito já tem 14.357 folhas, em 23 volumes, e há 12 anos adormecia em um arquivo do Ministério Público, em Lima. Desde outubro do ano passado essa comissão da Organização dos Estados Americanos pressionava o governo Ollanta Humala pela reabertura do caso.
Elas não foram as únicas vítimas desse capítulo ainda pouco conhecido da etapa de barbárie política que prevaleceu na América do Sul na segunda metade do século XX. O governo Fujimori esterilizou, por cirurgia de ligadura de trompas, 314.605 mulheres com idade entre 15 e 49 anos, na maioria pobres e analfabetas, indígenas residentes em áreas remotas da selva amazônica. É o que indicam documentos do Plano Populacional, iniciado em meados de 1990. Nessa época, as mulheres em idade fértil representavam 41% da população rural peruana e eram comuns as famílias com mais de cinco filhos.
Fujimori instituiu uma política de Estado, executada no sistema público de saúde e direcionada a ao estrato populacional mais pobre. O governo atuou “sem consentimento informado, ou mediante assédio e promessas enganosas” - constatou o Comitê da América Latina e Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher, sediado em Bogotá, que há uma década batalha para levar os responsáveis a julgamento por crime contra a humanidade.
Durante uma década hospitais e ambulatórios públicos das áreas periféricas foram compelidos pelo Ministério da Saúde a cumprir metas mensais de esterilização feminina - e Fujimori fazia questão de comandar as reuniões de avaliação.
Médicos e agentes de saúde foram mobilizados, inclusive com remuneração extra, para atuar em áreas distantes da região metropolitana de Lima oferecendo um “programa de saúde básica integral” (com ligadura de trompas compulsória) em troca de alimentos. Em algumas escolas públicas, como na Universidade Nacional de Tumbes, no norte do Peru, estudantes que cadastravam mulheres aptas à "Ação Cirúrgica Voluntária" eram premiados com três pontos percentuais na nota final do curso.
Aos 74 anos, Fujimori vive nos arredores de Lima, cumprindo pena de 25 anos por corrupção em uma prisão dos sonhos para mensaleiros condenados: 10 mil metros quadrados de área exclusiva, com cozinha equipada, nutricionista, sala de estar, biblioteca, estúdio de pintura e escultura, anfiteatro, gabinete médico, jardim, horta, sala para recepções e estacionamento com vagas demarcadas para visitas e militantes do seu partido, o principal do bloco oposicionista.
A reabertura dessa investigação, com o objetivo de responsabilizá-lo por por crimes contra a humanidade, representa também uma saia-justa para o governo dos Estados Unidos e para a Organização das Nações Unidas.
Os EUA foram os principais financiadores do programa de esterilizações em massa comandado por Fujimori. Fomentaram essa política com US$ 180 milhões, em valores de hoje. O patrocínio começou no governo do republicano George H. W. Bush, 70 anos - hospitalizado nesta semana aparentemente por causa de uma bronquite -, e prosseguiu na administração Bill Clinton, 66 anos. A ONU chancelou, via Fundo para a População que ironicamente fora criado para reduzir a pobreza e promover os direitos das mulheres e de minorias.
O respaldo financeiro dos EUA só foi suspenso em 1999, quando o senador Christopher H. Smith, 59 anos, republicano de Nova Jersey, recebeu farta documentação do Comitê da América Latina e Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher, e percebeu a dimensão da enrascada em que Washington se metera: contribuintes americanos estavam financiando uma ditadura civil que adotava um sistema de controle populacional compulsório, com o objetivo de eliminar a pobreza. Na essência, uma forma de genocídio.
Smith mobilizou o Congresso, garantiu apoio da bancada democrata e as remessas de recursos ao programa peruano foram excluídas do orçamento, já no segundo mandato de Clinton. Na época o senador lembrou que os EUA não eram "imunes a esse sistema" de eliminação de pobres, evocando episódio ainda recente na memória americana: o caso Cyanamid.
Em 1978, o grupo American Cyanamid instituiu uma "política de proteção fetal" para trabalhadoras em idade fértil. Anunciou que quem quisesse manter o emprego no Departamento de Pigmentos de Chumbo, onde pagava mais que em outras áreas, deveria se submeter a um processo de esterilização oferecido pela empresa. A escolha das trabalhadoras era perder renda ou continuar ali, mas ficar estéril pelo resto da vida depois de um procedimento cirúrgico, pago pela empresa. Cinco mulheres foram vítimas. Em 1991, a Corte Suprema condenou a Cyanamid por violação dos direitos civis, proibindo ações do gênero.
A catarse de indignação que a Cyanamid provocou acabou perpetuada pelo cérebro e mãos de um jovem artista plástico, Hans Haackee, ativista que em 1969 liderou um internacional boicote à Bienal de São Paulo, em protesto contra a ditadura militar brasileira.
Mordaz e ferino, Haacke produziu um anúncio: “American Cyanamid …Onde as mulheres têm uma escolha”. A obra pode ser vista na fascinante exposição que o museu Metropolitan mantém até 31 de dezembro sobre o efeito Andy Warhol nas artes no último meio século. São 50 quadros e objetos de Warhol e de outros 59 artistas, entre eles o brasileiro Vick Muniz.
ps: saiu uma nota veridica no journal da globo.. em fim
sexta-feira, novembro 02, 2012
Poema a TUpac Amaru, en quechua por Arguedas
la voz de los pobres, los olvidados, los despreciados, los verdaderos duños de los andes
El Maestro Jose maria Arguedas, recopilaciones
Tambobambino majatari = O jovem de Tambobamba = El joven de de Tambobamba.
Alverja saruy = Pisando as arvejas= Pisando las arvejas
PS: es una actividade comun en las comunidades andinas de Ayacucho, apurimac, etc, donde la cosecha de las arbejas se realiza como uma fiesta en el campo. se junta la planta seca junto a los frutos, en un lugar plano y los jovens danzan en circulo al rededor de la misma, separando el grano de la cascara. A esta forma de trabajo colectivo y musical, junto a canticos especiales relativos al evento, se llama de Alverja saruy.
Lorochay= Lorito (diminutivo de Loro)
el canto coral a tupac amaru, nuestro primer revolucionario, la lucha continua...
segunda-feira, outubro 22, 2012
CIA planea derrotar a Correa en elecciones presidenciales
El exembajador del Reino Unido en
Uzbekistán, Craig Murray, destacó el lunes que Estados Unidos está
tratando de derrotar al actual mandatario ecuatoriano, Rafael Correa, en
las próximas elecciones presidenciales de este país.
Murray informó en su página Web que la Agencia Central de Inteligencia de EE.UU (CIA, por sus siglas en inglés), invierte unos 87 millones de dólares para perturbar estos comicios.
De acuerdo el exdiplomático británico, esta cantidad de dinero que destina el país norteamericano en Ecuador “han sido triplicados” después de que se determinaron los resultados electorales en Venezuela.
En medio de que los altos funcionarios estadounidenses no esperaban la reelección del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, -presidenciales del pasado 7 de octubre- la CIA ha multiplicado sus esfuerzos para que no se comete “el mismo error” en Ecuador, en las elecciones que se celebrarán el 17 de febrero de 2013.
“Esto va a abrir el camino a la campaña de la oposición para sobornar y chantajear a los medios y a funcionarios oficiales. Se espera una ola de escándalos mediáticos y picaduras de corrupción contra el Gobierno de Correa en las próximas semanas”, ha precisado Craig Murray.
A juicio del exembajador británico, no está claro que si Rafael Correa será reelecto o no, también, no se sabe si la oposición ecuatoriana está colaborando con EE.UU o no, pero una cosa está muy clara y eso es el deseo del país norteamericano de que el jefe de Estado de Ecuador pierda estas elecciones.
Murray recordó que en el caso de que un líder pro-estadounidense llegue al poder en el país suramericano, el asilo político que dio Ecuador al fundador de Wikileaks, Julian Assange, sería cancelado, y los británicos podrán tener accesibilidad a él para extraditarlo a Suecia, donde se le acusa de delitos sexuales y, posteriormente, a EE.UU., donde se podría enfrentar cargos de espionaje por publicar cientos de miles de documentos clasificados de este país en relación a la guerra de Afganistán.
Esto se produjo en momentos que casi todos los sondeos muestran que Rafael Correa es el favorito en las próximas elecciones presidenciales.
ps: equador que se prepare, porque a batalha vai ser dura, la vem os abuitres
Murray informó en su página Web que la Agencia Central de Inteligencia de EE.UU (CIA, por sus siglas en inglés), invierte unos 87 millones de dólares para perturbar estos comicios.
De acuerdo el exdiplomático británico, esta cantidad de dinero que destina el país norteamericano en Ecuador “han sido triplicados” después de que se determinaron los resultados electorales en Venezuela.
En medio de que los altos funcionarios estadounidenses no esperaban la reelección del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, -presidenciales del pasado 7 de octubre- la CIA ha multiplicado sus esfuerzos para que no se comete “el mismo error” en Ecuador, en las elecciones que se celebrarán el 17 de febrero de 2013.
“Esto va a abrir el camino a la campaña de la oposición para sobornar y chantajear a los medios y a funcionarios oficiales. Se espera una ola de escándalos mediáticos y picaduras de corrupción contra el Gobierno de Correa en las próximas semanas”, ha precisado Craig Murray.
A juicio del exembajador británico, no está claro que si Rafael Correa será reelecto o no, también, no se sabe si la oposición ecuatoriana está colaborando con EE.UU o no, pero una cosa está muy clara y eso es el deseo del país norteamericano de que el jefe de Estado de Ecuador pierda estas elecciones.
Murray recordó que en el caso de que un líder pro-estadounidense llegue al poder en el país suramericano, el asilo político que dio Ecuador al fundador de Wikileaks, Julian Assange, sería cancelado, y los británicos podrán tener accesibilidad a él para extraditarlo a Suecia, donde se le acusa de delitos sexuales y, posteriormente, a EE.UU., donde se podría enfrentar cargos de espionaje por publicar cientos de miles de documentos clasificados de este país en relación a la guerra de Afganistán.
Esto se produjo en momentos que casi todos los sondeos muestran que Rafael Correa es el favorito en las próximas elecciones presidenciales.
ps: equador que se prepare, porque a batalha vai ser dura, la vem os abuitres
quinta-feira, outubro 18, 2012
Hoje, no STF- urgente
Hoje,
no STF, na condição de Ministro Revisor, ele está absolvendo um dos
corruptos do mensalão... com extensa e bem preparada oratória de defesa
do Sr. João Paulo Cunha, recebedor de propina de R$ 50mil do Valerioduto.
O juiz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro.
Lembrem-se, a internet tem um poder fantástico! É o famoso ditado a união faz a força, na prática virtual!
O juiz mais pilantra e corrupto do Judiciário brasileiro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski é o juiz mais pilantra e corrupto do judiciário brasileiro.
Mandou
interromper uma investigação na qual juízes são acusados de receber R$
700.000,00 de auxílio moradia. (ah ele também recebeu...).
Atualmente está tentando adiar o processo do mensalão até que os crimes prescrevam.
Ajude a combater a corrupção no Brasil, divulgue.
Só podemos contar com você.
Eu repassei para muitos, veja quantos você consegue.
sábado, outubro 06, 2012
Asedio moral electorero de Capriles via telefonia
por Renata Mielli, de Caracas *
A disputa eleitoral na Venezuela está acirrada. Depois de 14 anos à frente do governo, é natural que Chávez enfrente desgastes em alguns setores. Mostra disso é o fato de a oposição ter acumulado posições desde a última eleição, em 2010, quando o PSUV – Partido Socialista Unido da Venezuela elegeu 95 deputados para a Assembleia Nacional, contra 61 da oposição, perdendo a maioria qualificada da Assembleia, mas mantendo a maioria simples.
O candidato Henrique Capriles se aproveita dos desgastes do governo, usa um discurso pretensamente de esquerda para tentar ganhar apoio de setores populares, dizendo que vai manter os programas sociais e, ao mesmo tempo, acena para os setores econômicos apontando para o fim do “socialismo do século XXI”. Conta explicitamente com o apoio de grandes empresas multinacionais e usa de todos os meios possíveis para tentar uma vitória no dia 07. Vale assediar venezuelanos e não venezuelanos.
Chávez se apoia na mobilização popular com brigadas em cada esquina distribuindo materiais de campanha e convocando o povo a defender as conquistas da revolução bolivariana. Filas se formam nas barracas para pegar materiais e cartazes do comandante.
Assédio eleitoral, um depoimento particular
No
segundo dia de minha estada em Caracas, habilitei um chip para celular
da Movistar, a empresa da Telefônica na Venezuela. Para isso, fiz um
cadastro com nome, endereço e como sou estrangeira com passaporte e
contatos no Brasil. Recebi um número de telefone. No dia seguinte, menos
de 24 horas depois de estar com o telefone habilitado, recebi a
seguinte mensagem: Quieres ser voluntario de Capriles Radonski?
Envia SMS al 212 com *HCAPRILES + Cedula + Correo-e Ya sabes! VOTA
SEGURO por Primero Justicia Abajo a la Izquierda. (foto ao lado)
Fiquei passada. Isso que é assédio eleitoral! A noite, assistindo ao noticiário no hotel, vi que pipocavam denúncias das pessoas que estavam recebendo mensagens de vários tipos vindas da campanha de Capriles. Não só mensagens, mas também chamadas telefônicas, algumas até de madrugada.
Bom, está claro que as grandes empresas de Telecomunicação estão apoiando a campanha de Capriles. Ok. Mas o esquema eleitoral do candidato da oposição vai muito além.
Depois de muito trabalho para postar um web-jornal no youtube com entrevistas feitas aqui, passados alguns minutos
apareceu
um banner publicitário no meu canal do youtube com uma campanha de
Capriles. Como não creio em coincidências, logo entendi o motivo. Ao
postar o vídeo, selecionei palavras chaves, entre elas Venezuela e
eleições, que foram reconhecidas pela publicidade do candidato
oposicionista.
Estes dois episódios podem dar um pouquinho da dimensão do acirramento da disputa eleitoral na Venezuela e da ofensiva da candidatura de Capriles. No Brasil, esse tipo de propaganda é totalmente irregular segundo a Justiça Eleitoral. E os meios de comunicação acusam justo o governo de Hugo Chavéz de promover um atentado à liberdade de expressão!
Chávez ocupa as ruas
Nesta quinta-feira, dia de encerramento da campanha eleitoral, o presidente Hugo Chávez faz uma grande marcha em Caracas. A meta do comando chavista é ocupar as 7 principais avenidas da cidade e levar muito mais gente à rua do que seu opositor levou no último domingo.
fonte(blog de Rodrigo Vianna).
A disputa eleitoral na Venezuela está acirrada. Depois de 14 anos à frente do governo, é natural que Chávez enfrente desgastes em alguns setores. Mostra disso é o fato de a oposição ter acumulado posições desde a última eleição, em 2010, quando o PSUV – Partido Socialista Unido da Venezuela elegeu 95 deputados para a Assembleia Nacional, contra 61 da oposição, perdendo a maioria qualificada da Assembleia, mas mantendo a maioria simples.
O candidato Henrique Capriles se aproveita dos desgastes do governo, usa um discurso pretensamente de esquerda para tentar ganhar apoio de setores populares, dizendo que vai manter os programas sociais e, ao mesmo tempo, acena para os setores econômicos apontando para o fim do “socialismo do século XXI”. Conta explicitamente com o apoio de grandes empresas multinacionais e usa de todos os meios possíveis para tentar uma vitória no dia 07. Vale assediar venezuelanos e não venezuelanos.
Chávez se apoia na mobilização popular com brigadas em cada esquina distribuindo materiais de campanha e convocando o povo a defender as conquistas da revolução bolivariana. Filas se formam nas barracas para pegar materiais e cartazes do comandante.
Assédio eleitoral, um depoimento particular
Fiquei passada. Isso que é assédio eleitoral! A noite, assistindo ao noticiário no hotel, vi que pipocavam denúncias das pessoas que estavam recebendo mensagens de vários tipos vindas da campanha de Capriles. Não só mensagens, mas também chamadas telefônicas, algumas até de madrugada.
Bom, está claro que as grandes empresas de Telecomunicação estão apoiando a campanha de Capriles. Ok. Mas o esquema eleitoral do candidato da oposição vai muito além.
Depois de muito trabalho para postar um web-jornal no youtube com entrevistas feitas aqui, passados alguns minutos
Estes dois episódios podem dar um pouquinho da dimensão do acirramento da disputa eleitoral na Venezuela e da ofensiva da candidatura de Capriles. No Brasil, esse tipo de propaganda é totalmente irregular segundo a Justiça Eleitoral. E os meios de comunicação acusam justo o governo de Hugo Chavéz de promover um atentado à liberdade de expressão!
Chávez ocupa as ruas
Nesta quinta-feira, dia de encerramento da campanha eleitoral, o presidente Hugo Chávez faz uma grande marcha em Caracas. A meta do comando chavista é ocupar as 7 principais avenidas da cidade e levar muito mais gente à rua do que seu opositor levou no último domingo.
fonte(blog de Rodrigo Vianna).
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quinta-feira, outubro 04, 2012
terça-feira, setembro 18, 2012
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