musica con sentido e sentimiento

sábado, janeiro 10, 2015

Por que não sou Charlie Hebdo - Je ne suis pas Charlie

Por que não sou Charlie Hebdo - Je ne suis pas Charlie

AUTOR: Zuni

Nada justifica o massacre na redação do jornal Charlie Hebdo, mas algumas generalizações e relativizações na cabeça da sociedade são tão perigosas quanto kalashnikovs na mão de fundamentalistas.
O caso Charlie Hebdo levantou grandes discussões. Há politicos, instituições, governos, jornalistas e comentaristas de facebook de todas as estirpes falando sobre o assunto em tribunas, periódicos e mesas de bar. Todos são unanimes em condenar a brutalidade dos ataques, porém as divergências de opinião são maiores do que as concordâncias.
Enquanto muitos discursos falam sobre o perigo da amplificação do ódio contra comunidades muçulmanas na França e ao redor do mundo, não faltam aqueles que de pronto condenem a “selvageria e brutalidade” da religião islâmica e dos povos árabes, engrossando as fileiras de fundamentalistas nacionalistas que organizam marchas xenófobas contra a “islamização da Europa”, a favor das intervenções militares criminosas dos estados ricos do Ocidente nos países do Oriente Médio e África e respaldando o racismo que tornou possível e aceitável a longa série de políticas coloniais e práticas exploratórias que sustentaram a economia e poder da França desde que esta se tornou um Estado-Nação.
Entretanto, não quero falar agora sobre as divergências de opinião, e sim sobre o consenso, expresso no slogan “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), que inundou as redes sociais e capas de jornais ao redor do planeta. O slogan é atrelado à ideia de que o que ocorreu ontem na França implica um atentado contra a liberdade de imprensa e valores democráticos ocidentais; implica dizer que toda imprensa é livre pra publicar irresponsavelmente qualquer conteúdo; implica dizer que o direito de zombar de uma religião é o mesmo que lutar pelo estado laico; e implica, principalmente, que o ataque foi simplesmente resultado do extremismo (ou da falta de senso de humor) religioso diante de uma crítica “ácida e sagaz”, excetuando-se todo o contexto de marginalização e discriminação da comunidade muçulmana na França. Principalmente, implica ignorar a que se propõe e quais os efeitos dessas charges no contexto político-ideológico de um país com níveis alarmantes de racismo.
O argumento mais comum que encontrei nas redes sociais e comentários de jornais on-line é o de que o Charlie Hebdo fazia charges ofensivas sobre todas as religiões, e que portanto, se cristãos conseguem ver charges com Jesus e levar como uma piada, então muçulmanos também deveriam. Esse é um argumento raso porque coloca no mesmo patamar a situação das comunidades muçulmanas e das comunidades cristãs na Europa, ao mesmo tempo que reforça a ideia de superioridade ocidental racionalista. É o mesmo simplismo de quem diz que chamar um branco de “palmito” tem o mesmo peso de chamar um negro de “macaco”. Não é só uma piada.
A quem serve a islamofobia?
No dia anterior ao massacre de Charlie Hebdo aconteceram duas marchas na Alemanha: uma pela expulsão de árabes e muçulmanos do país e outra contra o discurso xenófobo da direita ultra-nacionalista alemã. Esse tipo de manifestações populares contra minorias étnicas fica cada dia mais comum em toda a europa, e a França, sempre avant-garde, é um dos maiores focos de marchas e movimentos racistas, machistas e xenófobos na Europa.
Na França a “Questão Muçulmana” é uma obsessão prioritária dos grupos de direita. O jornalista Edwy Planel, autor do livro “Pelos Muçulmanos” (título dado em alusão ao artigo “Pelos Judeus”, escrito por Emile Zolá em sobre o caso Dreyfus) aponta os ataques à comunidade muçulmana com sendo a principal plataforma de discurso eleitoral na França de hoje.
Nicolas Sarkozy é um exemplo claro da presença do discurso racista na política francesa. Podemos citar seu discurso na Universidade de Dakar, em julho de 2007, quando disse:
“O drama da África é que o homem africano não entrou totalmente na história. O camponês africano, que desde milhares de anos vive conforme as estações, cujo ideal de vida é estar em harmonia com a natureza, só conhece o eterno recomeço do tempo ritmado pela repetição sem fim dos mesmos gestos e das mesmas palavras. Nesse imaginário onde tudo recomeça sempre, não há lugar nem para a aventura humana, nem para a ideia de progresso. Nesse universo onde a natureza comanda tudo, o homem escapa à inquietude da história que inquieta o homem moderno. Mas o homem permanece imóvel no meio de uma ordem imutável, onde tudo parece ser escrito antes. Nunca ele se lança em direção ao futuro. Nunca não lhe vem à ideia de sair da repetição para se inventar um destino “
Vamos lembrar que quando fala do “homem africano” (como se todos os povos de África fossem um único grupo homogêneo) Sarkozy alude especialmente à população muçulmana, uma vez que a França invadiu e colonizou a Argélia e o Marrocos, de onde vêm a maior parte dos imigrantes islâmicos da França.
Atualmente vem ganhando muito espaço ideológico o partido de extrema direita Frente Nacional, cuja principal voz é Marine Le Pen, famosa pelo discurso islamofóbico e pelas políticas anti-imigração. Le Pen, forte candidata para as próximas eleições presidenciais, declarou hoje, no embalo do ataque de ontem, que “a França está sendo atacada”, e aproveitou para reforçar sua proposta de instaurar a pena de morte no país.
O professor Reginaldo Nasser aponta, em artigo publicado ontem, pra o perigo do uso do caso Charlie para fortalecer as políticas ultra-nacionalistas francesas:
“Há de fato uma situação conturbada na França e que vai piorar a partir de agora, os preconceitos com os imigrantes podem aumentar e reforçar um sentimento nacionalista. Le Pen é a representante de um pensamento xenófobo no país. Mas temos que esperar ainda pra ver quais serão dos desdobramentos quando se descobrir os culpados”
Portanto, a mobilização massiva criada em torno do slogan "Je suis Charlie", se for ausente de uma crítica séria sobre a situação dos muçulmanos na Europa e as razões da islamofobia na França, tende a ser apenas combustível para a xenofobia e os partidos ultra-conservadores.
A quem serve a liberdade de expressão?
Aqueles que ostentam orgulhosos o slogan “Eu sou Charlie” se dizem advogar pela liberdade de expressão, porém não questionam o que significa essa liberdade de expressão nem tampouco quem tem direito a essa liberdade. Ninguém se preocupa com a censura à liberdade de expressão religiosa islâmica na França.
Em 1989 o jornal “Le Nouvel Observateur” publicou uma capa contra o uso do hijab, o véu muçulmano, nas escolas. Isso levou a uma discussão que culminou na lei de 2004 proibindo que meninas islâmicas usando lenços frequentassem as aulas, e desde 2011 há uma circular do Ministério da Educação recomendando que se impeça a presença de mães usando hijabs na área em torno dos colégios. Nunca houve proibição do uso de crucifixos ou camisas com slogans cristãos. A esquerda francesa (e a maior parte da esquerda ocidental) se mostrou favorável a esta lei ou, na melhor das hipóteses, silenciou sobre ela, sob o pretexto da defesa do Estado Laico. Esquecem-se que o laicismo serve para preservar o direito à liberdade de exercício de pensamento religioso ou à liberdade de não exercer nenhuma crença religiosa. E esquecem-se de que o islã não é apenas uma crença religiosa, mas também um referencial de identidade de toda uma comunidade historicamente oprimida, remetendo a questões religiosas, culturais, étnicas e políticas.
Proibir a expressão de sua religião é censura. Proibir a expressão de sua identidade cultural é eugenia. Imaginem, por exemplo, uma lei brasileira proibindo o uso de turbantes e símbolos da Umbanda e Candomblé em áreas públicas. Seria uma conquista do estado laico ou (mais) um ataque às crenças afro-brasileiras?
Na esteira das liberdades de expressão negadas pelo governo francês intrinsecamente conectadas ao Islã está a abominação legislativa sancionada no ano passado, quando a França tornou-se o primeiro país do mundo a proibir manifestações de apoio à Palestina, durante os bombardeios israelenses à Faixa de Gaza, que assassinaram 1.951 pessoas e feriram 10.193 civis. Qualquer pessoa que participasse de um protesto contra os crimes de guerra de Israel, práticas de Terrorismo de Estado respaldadas ideologicamente por políticos e formadores de opinião entre a população israelense através de fundamentalismo nacionalista e argumentos de fundamentalismo religioso judaico e islamofobia, seria preso por um ano ou pagaria multa de 15 mil euros. Se o manifestante cobrisse o rosto durante o protesto, a pena subia para três anos de detenção.
Cabe ressaltar aqui que não sei qual foi o posicionamento do jornal Charlie Hebdo sobre esse caso em particular, mas certamente a comunidade internacional não se manifestou tão passionalmente sobre o direito dos franceses à liberdade de expressar apoio aos palestinos.
Então, cabe a pergunta:
A quem faz rir o humor de Charlie Hebdo?
Não existe piada sem um alvo, e o senso de humor tem poder político por natureza. Piadas podem ser um meio de constestação ou de sedimentação do senso comum, do status quo dominante. Quando um humorista faz uma piada racista, está endossando o racismo de quem ri, criando no riso um lugar seguro pra que os estereótipos racistas cresçam, legitimando ignorância e raiva disfarçados de senso de humor. As pessoas formam suas concepções de mundo, de certo e errado, de verdade e justiça, muito mais através de piadas e slogans simplistas do que de resoluções da ONU e tratados de sociologia.
Me lembro que, quando era criança, meu pai comprava livros de piadas em bancas de jornal e passava o dia atormentando minha mãe com piadas machistas sobre loiras burras e mulheres caricaturizadas da pior forma possível. Eram sessões ininterruptas de ofensas, mas que ela ouvia com um sorriso amarelo, uma vez que “era só piada”. Da mesma forma, ele contava as piadas mais ofensivas possíveis sobre negros, sempre respaldado pelo fato de que “não era o que ele pensava”, e sim “só o que estava escrito nos livros de piada”. Foram anos desse tipo de piada “inocente”, até o dia em que, sem tom de piada ou riso suave, ele me proibiu de namorar mulheres negras.
É muito comum que se veja, no Brasil, “humoristas” como Danilo Gentili e Rafinha Bastos, vindos de uma mesma escola de racismo, machismo e homofobia que geraram o riso bobo de Costinha e Renato Aragão, defenderem seu direito de ser promover discurso de ódio como se isso fosse “liberdade de expressão”. E, mais triste ainda, é muito comum ver a população brasileira defendendo essa “liberdade” de humilhar, ofender e sedimentar preconceitos contra minorias, sob o rótulo falsamente liberal (e bastante estúpido) de “politicamente incorreto”. Muitas vezes eles dizem que estão fazendo humor político, “expondo o racismo” ao fazer piadas racistas. Esse é um argumento preguiçoso e altamente hipócrita para manter seu direito de ser um racista alegre e ainda posar de Voltaire do facebook.
O humor das charges do jornal Charlie Hebdo estão na mesma esteira de qualquer senso de humor racista. Os defensores do “Je suis Charlie” não cansam de dizer que são a revista é o Pasquim Francês. Dizem que as caricaturas são ácidas e corajosas, atacando todas as religiões e expondo a homofobia e o fundamentalismo do islã. Porém, o que as caricaturas de Mohammad fazem é respaldar o ódio e a ignorância sobre o islã, as comunidades muçulmanas francesas e os povos árabes.
Na caricatura em que o profeta Mohammad aparece beijando um cartunista branco não há contestação nem levantamento de discussão. Não é um canal de diálogo com as comunidades muçulmanas para contestar as posturas homofóbicas da religião e de suas muitas multi-culturais comunidades ao redor do mundo. É apenas um desenho de um homem branco europeu beijando o símbolo máximo de uma religião pertencente a outro povo. Não é assim que se levanta um debate, não é assim que se dialoga e não é assim que se contesta. Tudo o que a caricatura faz é zombar do Islã (cuja crença considera ofensivo representar graficamente seu profeta), cortar os possiveis canais de discussão com a comunidade que criticam e aumentar os preconceitos dos franceses islamofóbicos, que assim se sentem superiores aos seus vizinhos islâmicos. Não é um discurso que contesta a homofobia das comunidades islâmicas, e sim uma agressão que contesta a legitimidade de uma comunidade marginalizada e que não dá voz essa comunidade. Esse tipo de agressão só torna mais difícil que a sociedade em geral ouça a muçulmanos que buscam combater o discurso conservador dentro da sua religião a despeito de professarem sua fé.
Em outra caricatura, um muçulmano segura um Corão enquanto balas atravessam o livro e o seu corpo. A legenda diz “O Corão é uma merda”. Isso não levanta debate nenhum, apenas diz “sua religião é uma merda”, o que implica dizer, no caso, “sua sociedade muçulmana, sua história muçulmana, seus parentes e crenças muçulmanas, são uma merda”.
As caricaturas da Hebdo retratam muçulmanos como sendo terroristas, estúpidos e perigosos. As pessoas se acostumam a pensar nessas imagens quando pensam em muçulmanos, e isso gera medo, ódio, deboche e xenofobia. Eu, enquanto estudante de língua árabe, perdi a conta de quantas vezes ouvi tanto piadas imbecis quanto preocupações sérias de meus amigos que pensavam que eu vivia uma terra de selvagens e fundamentalistas perigosos.
Esse tipo de humor raso e infantil não é razão para que se assassinem seus perpetradores. Eu não defenderia que militantes feministas armadas invadissem o Comedians e assassinassem Rafinha Bastos. Ainda assim, elas têm todo o direito de se sentir ultrajadas, agredidas e ofendidas quando ele usa seu poder de discurso para convencer sua plateia de que mulheres feias devem ser estupradas e ficar agradecidas pela “caridade”. Mais importante, é preciso ter em mente que, sendo elas o grupo diretamente atingido pelas piadas infelizes dele, é a elas que a sociedade deve ouvir. Não me cabe o direito de julgar se uma mulher pode ou não se sentir ofendida com uma piada machista, e não me cabe dizer se um muçulmano deve se sentir ultrajado por uma piada islamofóbica, porque existe todo um contexto social por trás dessas piadas que eu não compreendo e do qual eu não sou a vítima.
Acreditar que as reações de muçulmanos às caricaturas é simples extremismo é dizer que “é só uma piada”. Não é. A reação tem a ver com todo o contexto de discriminação social e econômica, ás humilhações diárias que essa população sofre nos países europeus, à invisibilidade de sua identidade, ao histórico colonial e também com as atuais politicas intervencionistas dos países ocidentais no Oriente Médio e África, que se negam a ouvir as vozes árabes e africanas enquanto financiam grupos extremistas e assassinam populações civis com drones e “democracias”.
Um relatório do Observatório Europeu do racismo e Xenofobia aponta que, na França, a chance de alguém de origem árabe/muçulmana conseguir um emprego é cinco vezes menos do que um caucasiano com as mesmas qualificações, possuem menos acesso á educação formal, vivem nas áreas mais sucateadas das cidades e estão sujeitos a todo tipo de discriminação e violência física. O relatório aponta o sentimento de desespero e exclusão social do jovem muçulmano que vê sua possibilidade de progressão social dificultada por racismo e xenofobia.
O massacre que ocorreu ontem foi um crime horrível de terror e silenciamento, cometido por alguém que não sabemos ainda quem é (e nada impede que seja uma operação de false flag) nem com qual intenção. Um crime horrível e abominável, como foram horríveis e abomináveis os crimes de terror e silenciamento promovidos pelo Mossad quando assassinou o cartunista Naji Al-Ali, ou quando Bashar Al-Assad mandou quebrar as mãos do cartunista Ali Ferzat, ou todos os dias quando a polícia militar de Geraldo Alckmin, aterroriza e assassina os jovens que imprimem sua crítica e revolta com latas de spray nas paredes da minha cidade. Todos são crimes horríveis de silenciamento, e todos devem ser condenados, mas cada um tem suas particularidades, razões e contextos próprios e únicos, e não podemos cair no erro de diluir nossa crítica no simplismo maniqueísta, ou corremos o risco de que a voz que queremos dar à democracia seja um megafone para os absurdos da teoria de "choque de civilizações" de Huntington.
Por tudo isso, eu Não sou Charlie.

quinta-feira, setembro 04, 2014

Últimas instantáneas del corresponsal fotográfico Andréi Stenin

El periodista ruso  Andréi Stenin  fué asesinado  posiblemente por las fuerza  militares ucranianas

aqui algunas  de sus últimas fotos



Dmitri Kiseliov, Director general de Rossiya Segodnya, anunció este 3 de septiembre la muerte del corresponsal fotográfico Andréi Stenin. El director de la agencia lo informó después de que fueran revelados los resultados del peritaje genético. Andréi pereció hace un mes en el vehículo en que viajaba para cumplir una tarea de la agencia. El automóvil fue atacado y devorado por las llamas en una carretera no lejos de Donetsk. Las últimas instantáneas tomadas por Andréi y que enviara a la redacción, en la secuencia fotográfica de Ria.ru.

Estas fotografías justamente fueron el pretexto del Ministerio del Interior de Ucrania para declarar que Andréi Stenin “estuvo presente en torturas y asesinatos en Shajtiorsk”, y que se dedicaba a “ensalzar el terrorismo”.



Fotos llegadas a la redacción el 31 de julio. Incendio en una gasolinera en Shajtiorsk, como consecuencia del impacto de una mina.


 Fotos llegadas a la redacción el 31 de julio. Militar ucraniano prisionero cava una fosa para sus subordinados caídos en combate en la ciudad de Shajtiorsk, de Donetsk.



El 29 de agosto entregaron una carta a la madre de Andréi Stenin del soldado ucraniano Andréi Panasiuk, cuya detención por los milicianos populares fue fotografiada por nuestro corresponsal.


Panasiuk escribía. “Quiero contarle de vuestro hijo, de cuando estuve herido. No recuerdo muy bien, pero su hijo no me golpeó ni me torturó, sino que simplemente cumplía su labor de fotógrafo. Me da pena que las cosas salieran así. Pienso que algún día llegará la paz”.

Andréi envió a la redacción las últimas fotografías el 5 de agosto. En ellas, pobladores de Shajtiorsk que sufrieron un ataque de la artillería de Poroshenko a la entrada de su casa, consecuencias de los ataques a la ciudad y monumento de Lenin dañado por las esquirlas.




ps:  la pregunta es, por que alguien o un gobierno  mataria a un periodista que estaba mostrando al mundo las tragediade una guerra ??
una guerra que solo sirve a los intereses expansionisas de otan?.. una tragedia que los medios e informacion occidentales intentan ocultar.

si el periodista hizo algo contra las leyes de ucrania, deveria ser juzgado y no asesinado de una forma  vil y despiadada.

la muerte de este periodista, mas una vez indica la prepotencia y la  falta de  moral del gobierno ucraniano, vendidos a los intereses de estados unidos y otan.

por la carta del prisionero y por las fotos de stenin , se percibe que los soldados ucranianos son utilizados como carne de cañon para masacrar poblacion civil en el este de ucrania.

la paz? solo cuando otan salga de ucrania, y este pais respete a todas las etnias por igual.

quinta-feira, junho 12, 2014

Dudu e Marina: um casamento de inconveniências

Uma hóspede sem teto chega à casa de seu anfitrião, que a recebe com as melhores condições possíveis de sobrevivência e abrigo, luxo até, estendendo-lhe o tapete vermelho e abrindo para ela o arsenal de foguetório. Aquela que está ali alojada na casa alheia, depois de curto período de gratidão, começa a voltar-se contra o salvador, e para isso tudo é pretexto. Da decoração da estalagem ao ciúme pela forma cordial como ele recebe também o séquito da viajante de passagem. Acusa-o de ter extremo mau gosto, critica seu sofá alaranjado e impõe que o troque por um esverdeado, mais a seu gosto. Avisa que ali se instalará por apenas quatro meses, mas nessa fase não aceita cruzar com nenhum dos antigos amigos do dono da casa e exige que seu desejo seja uma ordem, como se direito fosse, até que consiga terminar a reforma da sua própria casa para se mudar em segurança. O hospedeiro, feliz com a chegada de quem acreditava possuidora de uma varinha de condão para realizar seus sonhos, vai aceitando as imposições, aparentemente como ossos do ofício. Um ou outro dos amigos do hospedeiro se rebela e aparece no recinto, apesar das proibições, ousadia que enfurece a hóspede. É o que detona o ataque ao próprio dono do alojamento. Marina Silva é a hóspede, Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência, o hospedeiro. Candidata a vice, está alí abrigada, alegadamente apenas por um curto tempo, junto com seu pequeno séquito mais próximo de militantes ambientalistas e religiosos, enquanto continua a montar e registrar a sua própria agremiação, o Rede Sustentabilidade, de que será finalmente dona e de onde não precisará sair a cada vez que tiver uma de suas exigências recusadas pelos anfitriões que a receberam vida política afora. Quando a abrigou, o candidato certamente imaginava ver transferidos votos que ela obteve na eleição de 2010 (19,3%), pelo menos aquela parte dos que não foram considerados de protesto. Isso não ocorreu, e, ao contrário, as atitudes da candidata a vice só reforçaram a sangria do apoio que Eduardo já possuia. Marina chegou reduzindo: tirou o agronegócio, a candidata melhor situada no Rio Grande do Sul, Ana Amélia, por ser do PP, para fazer aliança com o PMDB de José Sarney, protagonista nos ataques do candidato a presidente do PSB, chapa na qual é vice. Ambiguidade, confusão, incoerência. Tentou emplacar postes do Rede nas disputas de São Paulo e Minas Gerais, e não conseguindo promete sabotar. De sua região, a Amazônia, não se tem notícias de vantagens. Esse desfazer foi sempre acompanhado de declarações reducionistas, deselegantes, arrogantes, como se líder de uma ONG em campanha presidencial fosse. Quem apostava na candidatura para valer não entende o descompromisso. Apenas Marina Silva é o agente causador desse constrangimento na campanha de Eduardo? Não, o candidato a presidente é o maior responsável. Escancarou as portas sem que, como se faz em qualquer pensão, apresentasse à assinatura da hóspede as suas regras. Parece que nada combinaram. Apresentar como básico a manutenção das alianças históricas do seu partido, as soluções dadas pelos diretórios regionais, a manutenção das condições para fazer uma boa bancada, nada disso parece ter constado do decálogo de praxe. O PSB não estava à venda, tinha seu rumo e seus métodos, e o ainda inexistente Rede, com o traquejo de um diretório estudantil, tomou-o de assalto, mas apenas por uns meses. Eduardo Campos podia conhecer a personalidade de Marina e seu grupo restrito, mas não achou necessário armar redes de proteção. Faltou até agora, na sua campanha, um seguro planejamento. Sofre, também, a ausência de uma equipe profissional com experiência nacional. Hoje quem comanda é o sociólogo e marqueteiro argentino Diego Brandy, autor das campanhas de eleição e reeleição para o governo de Pernambuco. E falta também uma administração forte, hoje diluída, inclusive para gerir o problema Marina. Que poderia ser um patrimônio da campanha, mas tem sido fator de desestabilização. Poucos artigos, na grande imprensa, descreveram tão bem o “estranho casal” formado por Eduardo Campos e Marina Silva. Uma hóspede sem teto chega à casa de seu anfitrião, que a recebe com as melhores condições possíveis de sobrevivência e abrigo, luxo até, estendendo-lhe o tapete vermelho e abrindo para ela o arsenal de foguetório. Aquela que está ali alojada na casa alheia, depois de curto período de gratidão, começa a voltar-se contra o salvador, e para isso tudo é pretexto. Da decoração da estalagem ao ciúme pela forma cordial como ele recebe também o séquito da viajante de passagem. Acusa-o de ter extremo mau gosto, critica seu sofá alaranjado e impõe que o troque por um esverdeado, mais a seu gosto. Avisa que ali se instalará por apenas quatro meses, mas nessa fase não aceita cruzar com nenhum dos antigos amigos do dono da casa e exige que seu desejo seja uma ordem, como se direito fosse, até que consiga terminar a reforma da sua própria casa para se mudar em segurança. O hospedeiro, feliz com a chegada de quem acreditava possuidora de uma varinha de condão para realizar seus sonhos, vai aceitando as imposições, aparentemente como ossos do ofício. Um ou outro dos amigos do hospedeiro se rebela e aparece no recinto, apesar das proibições, ousadia que enfurece a hóspede. É o que detona o ataque ao próprio dono do alojamento. Marina Silva é a hóspede, Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência, o hospedeiro. Candidata a vice, está alí abrigada, alegadamente apenas por um curto tempo, junto com seu pequeno séquito mais próximo de militantes ambientalistas e religiosos, enquanto continua a montar e registrar a sua própria agremiação, o Rede Sustentabilidade, de que será finalmente dona e de onde não precisará sair a cada vez que tiver uma de suas exigências recusadas pelos anfitriões que a receberam vida política afora. Quando a abrigou, o candidato certamente imaginava ver transferidos votos que ela obteve na eleição de 2010 (19,3%), pelo menos aquela parte dos que não foram considerados de protesto. Isso não ocorreu, e, ao contrário, as atitudes da candidata a vice só reforçaram a sangria do apoio que Eduardo já possuia. Marina chegou reduzindo: tirou o agronegócio, a candidata melhor situada no Rio Grande do Sul, Ana Amélia, por ser do PP, para fazer aliança com o PMDB de José Sarney, protagonista nos ataques do candidato a presidente do PSB, chapa na qual é vice. Ambiguidade, confusão, incoerência. Tentou emplacar postes do Rede nas disputas de São Paulo e Minas Gerais, e não conseguindo promete sabotar. De sua região, a Amazônia, não se tem notícias de vantagens. Esse desfazer foi sempre acompanhado de declarações reducionistas, deselegantes, arrogantes, como se líder de uma ONG em campanha presidencial fosse. Quem apostava na candidatura para valer não entende o descompromisso. Apenas Marina Silva é o agente causador desse constrangimento na campanha de Eduardo? Não, o candidato a presidente é o maior responsável. Escancarou as portas sem que, como se faz em qualquer pensão, apresentasse à assinatura da hóspede as suas regras. Parece que nada combinaram. Apresentar como básico a manutenção das alianças históricas do seu partido, as soluções dadas pelos diretórios regionais, a manutenção das condições para fazer uma boa bancada, nada disso parece ter constado do decálogo de praxe. O PSB não estava à venda, tinha seu rumo e seus métodos, e o ainda inexistente Rede, com o traquejo de um diretório estudantil, tomou-o de assalto, mas apenas por uns meses. Eduardo Campos podia conhecer a personalidade de Marina e seu grupo restrito, mas não achou necessário armar redes de proteção. Faltou até agora, na sua campanha, um seguro planejamento. Sofre, também, a ausência de uma equipe profissional com experiência nacional. Hoje quem comanda é o sociólogo e marqueteiro argentino Diego Brandy, autor das campanhas de eleição e reeleição para o governo de Pernambuco. E falta também uma administração forte, hoje diluída, inclusive para gerir o problema Marina. Que poderia ser um patrimônio da campanha, mas tem sido fator de desestabilização. Disso surgem os boatos de deserção precoce da candidata a vice, de preparação do embarque do candidato a presidente na candidatura Lula, se vier o ex-presidente a trocar de lugar com Dilma. Desrespeito político do qual Eduardo e Marina não podem se queixar, pois está óbvio que a campanha de Eduardo não se preparou para o descompromisso de Marina com a vitória. As engrenagens para alavancar Eduardo estão emperradas, mas a pesquisa Datafolha do último sábado, confirmada ontem pelo Ibope, completa um panorama eleitoral em que apenas o candidato do PSDB, Aécio Neves, está em situação de melhora, devagar, é verdade. . . texto completo aqui (tijolaço)

terça-feira, junho 10, 2014

Democracia al estilo norteamericano

Una estadounidense pretende demandar a una prisión del estado de Indiana (EE.UU.) donde sus guardias de seguridad la desnudaron a la fuerza y la encerraron en una celda llena de gas pimienta durante largo tiempo. . Tabitha Gentry, madre de cuatro hijos, fue detenida por la Policía el pasado 30 de marzo por alteración del orden público y resistencia a la autoridad, por lo que fue trasladada hasta la prisión del condado de Floyd, informa el canal local de noticias WDRB. Ya en el centro de reclusión, cuatro agentes de seguridad tomaron a Gentry por el cuello, la arrojaron al piso y la despojaron de toda su ropa. Luego de un largo proceso judicial, la abogada de Tabitha logró obtener los videos de las cámaras de seguridad de la prisión, donde se puede constatar el violento procedimiento de los guardias. . RT en español . Ps: si una ciudadana norteamericana es torturada e hummillad desta manera, por tan poca cosa, imaginese que es lo que no harán cuando es un ciudadado extranejero. sin duda estados unidos e a convertido a mucho tiempo en un estado policiaco, del mismo estilo de la pelicula V.

domingo, junho 08, 2014

monarquia no mas!!!

está en la hora de finalmente la monarquia y el franquismo decir adios a españa.

sexta-feira, junho 06, 2014

niña de mi tierra-kjarkas




una musica sensacional, llena de nostalgia por los momentos que pasaron, que vive solo en el recuerdo...

esclavitud moderna, 1 dolar por dia (en estados unidos)


fig 6
 Eduardo Zuniga, que passou seis meses no centro de detenção da Georgia em 2011, antes de ser deportado, em frente a casa de seus pais, na Cidade do México. O governo federal dos EUA conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades. Zuniga afirma que trabalhou na cozinha, mas que rompeu ligamentos depois de cair em um chão encerado, o que o deixou incapaz de andar sem a ajuda de muletas

fig1
Detenta sentada na sala de espera do centro de detenção temporária, em Houston. O governo federal dos EUA conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades

 fig2
Detento da Alfândega e Inspeção Aduaneira dos Estados Unidos trabalha na lavanderia do centro de detenção de Houston. O governo federal dos EUA conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades

fig3
Detentos da Alfândega e Inspeção Aduaneira dos Estados Unidos trabalham no Centro de Detenção de West County, em Richmond, Califórnia. O governo federal conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades

fig4
Detento da Alfândega e Inspeção Aduaneira dos Estados Unidos, Anthony Karia prepara a cozinha no Centro de Detenção de West County, em Richmond, Califórnia. O governo federal conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades

fig5
Detenta da Alfândega e Inspeção Aduaneira dos Estados Unidos trabalha no centro de detenção de Houston. O governo federal conta com milhares de imigrantes ilegais para fornecer serviços fundamentais -- geralmente por um dólar por dia, ou menos -- em centros de detenção onde são mantidos pelas autoridades

la midia mundial occidental sin valor sin ética

en particular los medios de comunicacion del peru, en un 98% todos estan alineados a la midia occidental, rpp, la republica, comercio, canal 5,4,9, etc todos tem um padron de editorial, ciegos sordos y mudos, lo unico que hacen es repetir como ventrilocos lo que les manda cnn, reuter, fox, bbc. de ai, es facil ver que casi todas las clases sociales que usualmente asiste estas noticias de nivel internacional,tienen una opinion unilateral, sin fundamento, porque solamente tuvieron acceso un ponto de vista, como si esta fuese la unica manera de ver un acontecimiento mundial. es claro tambien que dentro de estes medios de comunicion existem operadores (periodistas mercenarisos) que plantas noticias en todo el mundo para manipular opiniones, tergiversar hechos reales. esto deve un dia mudar, por bien de la humanidad. . . usted vio esta noticias de ucrania por algun medio de comunicacion?

quarta-feira, junho 04, 2014

Activista: El Sector Derecho pegó a madres de una ONG que buscaban proteger a sus hijos

massacre na praça da Paz Celestial em Pequim

os médios de informação controlados por estados unidos e europa, tipo uol,yahoo, cnn, e seus lacaios tipo band, globo, record recordaram o aniversario da revolta contra o governo chinês a 25 anos. as imagem confirmam que houve sim essa massacre, quantos morreram, ninguém sabe, os meios de comunicação ocidentais supõem que foram mais de mil. entre tanto, desde aquela época ate agora tiveram múltiplas massacres, e está acontecendo massacre na ucrania por parte de um governo fantoche de estados unidos, na síria, África,etc, talvez em número muito maior que o que aconteceu na China, mas esses médios de comunicação, não colocam e não colocaram no status de noticia importante o aniversario de essas massacres que aconteceram em varias partes do mundo por obra de estados unidos, otan e países europeios. Logo fica evidente o caráter unilateral, hipócrita da suas críticas ao governo chinês. claramente o governo chinês conduz um sistema capitalista com controle forte da sua economia e política do pais. não é segredo que já tem tem muitos milionários hoje em dia, não é mais um sistema comunista (como alguns propositalmente tentam ainda associar ao governo chinês). Mas reitero que a mancha de sangue que o governo chinês tem contra seu povo, em nada se compara com o mar de sangue que foi derramada pela obra do governo de estados unidos em todos os cantos do mundo. irak, iran, palestina, africa, yugoslavia??, afeganistao, os milhares de mulheres que foram sistemática mente esterilizadas por fujimori com dinheiro dos estados unidos no peru, etc. A lista é interminable, desde os governos de bush pai e filho, clinton e agora obama. mais uma vês eles tentam tampar suas própias tragedias de horror e tentam apontar uma mancha do gov chines. esta noticia, é um claro exemplo de que os meios de comunicação do mundo virtual e das redes televisivas ocidentais, trabalham abertamente a favor dos interesses políticos e econômicos de estados unidos e Europa ou trabalham de forma encoberta. é claro que ai tem a mão e o dinheiro gasto, pela administração obama, pra que esses médios atingem todo aquele governo que tenta ter uma postura propria em relação a diversos temas de nível mundial. também fica evidente que eses médios sao fartamente carentes de honestidade e senso critico da realidade mundial. são verdadeiras armas de propaganda da política norte americana. O governo norte-americano e sua propaganda global, tentas de qualquer forma desestabilizar a china, desde que este pais esta se afiançando na política internacional, construindo um poder militar tanto quanto no nível de estados unidos. A ideia é clara, criar focos de separação, criar descontentamento na população em relação ao governo, atualizar a luta de classes, criar focos de inimizade com países vizinhos como Vietam, filipinas etc. Todos os médios de comunicação ocidentais, fazem ouvidos surdos aos bombardeios de civis no leste da ucrania, não tem nenhuma critica aos neo nazistas que circulam livremente na ucrania, nenhum editorial contra um governo que não respeita a decisão de uma região a se tornar autônoma. mais uma ves esta demonstrado que estados unidos e europa, nao são democraticos, se for do seu interesse tanto faz se for monarquia, ditadura, ou governo fantoche. olhem... enquanto civis são mortos, estados unidos mente abertamente..

terça-feira, janeiro 28, 2014

Noam Chomsky: La política de EE.UU. se ha convertido en "salvajismo puro

Chomsky afirma que la polémica del Congreso sobre la ampliación de las prestaciones por desempleo es evidencia de que la política de EE.UU. "ha caído en la locura". Estos problemas están vinculados con el "asalto neoliberal a la población mundial".

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/116506-chomsky-politica-eeuu-salvajismo-puro
Chomsky afirma que la polémica del Congreso sobre la ampliación de las prestaciones por desempleo es evidencia de que la política de EE.UU. "ha caído en la locura". Estos problemas están vinculados con el "asalto neoliberal a la población mundial".

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/116506-chomsky-politica-eeuu-salvajismo-puro
 


"La negativa a proporcionar el nivel de vida más básico a las personas que se encuentran atrapadas en esta monstruosidad es simplemente puro salvajismo", declaró Chomsky en una entrevista concedida a 'The Huffington Post'. "No hay otra palabra para describirlo", añadió el pensador político progresista. Chomsky dijo que los problemas económicos recientes, sin embargo, no son fenómenos aislados, sino, más bien, el producto de décadas de políticas económicas aplicadas por las élites estadounidenses. Algunos de los principales cambios incluyen la firma de tratados de la Organización Mundial del Comercio, el Tratado de Libre Comercio de América del Norte y la desregulación de las industrias más importantes, dijo el intelectual. "El problema general y muy grave de la economía que nos está mirando a la cara no tiene nada que ver con las manzanas podridas en el Congreso", afirmó Chomsky. "Estos son problemas estructurales profundos tienen que ver, en efecto, con el asalto neoliberal a la población, no solo de EE.UU., sino del mundo, que ha llevado a cabo la última generación. Hay zonas que se han escapado, pero es bastante amplio", señaló el activista. Además, Chomsky dijo al diario que los intereses corporativos dominan la agenda política del Partido Demócrata y citó la observación del erudito conservador Norma Ornstein de que el Partido Republicano se ha "desplazado fuera del espectro" y ya no funciona como una entidad parlamentaria seria. "Hace años se decía que EE.UU. es la nación del partido único –el partido económico– con dos facciones: demócratas y republicanos", señaló Chomsky. "Eso ya no es cierto. Sigue siendo la nación de partido único –el partido económico–, pero ahora tiene solo una facción. Y no es la demócrata, es de los republicanos moderados. Los llamados nuevos demócratas, que son la fuerza dominante en el Partido Demócrata, son más o menos lo que solían ser los republicanos moderados hace un par de décadas. Y el resto del Partido Republicano solo se ha desviado fuera del espectro", concluyó el analista. El Partido Republicano de EE.UU. bloqueó un acuerdo para extender los beneficios de desempleo durante las negociaciones presupuestarias en diciembre. Este martes, algunos republicanos se unieron a los demócratas del Senado para avanzar en un proyecto de ley de los beneficios, pero el acuerdo se enfrenta a una dura batalla en la Cámara de Representantes, controlada por los republicanos. Actualmente en EE.UU. hay alrededor de tres personas que buscan un empleo por cada oferta de trabajo.


fonte


terça-feira, janeiro 14, 2014

população de bahia.. abandonada por um serviço de saude mal administrado



No município de Jacobina, na Bahia, os 80 mil moradores deveriam usufruir de um hospital com 203 leitos, ortopedia e maternidade, mas um desentendimento com a prefeitura resultou em portas fechadas para a população. O repórter Jésus Mosquera foi até a cidade e cobrou explicações do prefeito.

terça-feira, setembro 24, 2013

la amburguesa bionica de mcdonalds



mas informacion en esta página de noticias.

http://actualidad.rt.com/sociedad/view/106463-mcdonalds-hamburguesas-pudrir-comida-chatarra



observe los ingredientes secretos!! al final del video

quinta-feira, setembro 19, 2013

o exepcional gobierno americano.....

A reação ao artigo de Vladimir Putin publicado no jornal americano The New York Times superou todas as expectativas. “A América não é excepcional por fazer o bem. Ela faz o bem por ser excecional” – esta é, resumida, a lógica irrefutável de muitos comentários indignados. Na sua mensagem aos norte-americanos, o líder russo escreveu que Moscou e Washington devem regular em conjunto a situação na Síria. Mas, por qualquer razão, foi o último parágrafo que irritou a maioria do seu público-alvo. Neste Putin apenas recordava à liderança dos EUA uma das disposições da sua própria Declaração de Independência, a qual afirma que todos os homens são iguais perante Deus. Também o senador John McCain não deixou de reagir. Tal como prometeu, ele publicou a sua resposta ao presidente russo.

Barack Obama recordou a excepcionalidade dos EUA no fim do seu discurso à nação, quando o líder norte-americano tentou garantir o apoio dos eleitores a um possível ataque à Síria. A referência à “excepcionalidade” não provocou nenhuma reação especial por parte dos seus ouvintes, exceto talvez de alguém mais sentimental que tenha vertido uma lágrima ao ouvir falar mais uma vez da “missão especial” da América.
A polêmica teve início depois de o presidente Vladimir Putin ter acentuado esse conceito no seu artigo. “É muito perigoso inspirar as pessoas a sentirem-se excepcionais, sejam quais forem as intenções. Há países grandes e pequenos, ricos e pobres, os que têm profundas tradições democráticas e os que ainda procuram o seu caminho para a democracia. A sua política também é diferente. Nós somos todos diferentes, mas quando pedimos que Deus nos abençoe não nos devemos esquecer que Deus nos criou iguais”, escreveu o presidente russo.
Mas afinal se verificou que a América está realmente convencida da sua excepcionalidade e que agora lhe “pisaram nos calos”. A maioria dos políticos, e a mídia na sua esteira, irrompeu em reprimendas iradas. Afinal toda a História nos ensina que uma América forte é a fonte do Bem no mundo. Nenhum país libertou mais pessoas e fez tanto para elevar o nível de vida – também em todo o mundo. E é claro que os Estados Unidos continuam a ser o “farol da esperança” para as pessoas – de todo o mundo, naturalmente.
Sim, é verdade que a História ensina, mas só aqueles que querem aprender e não os que querem adaptá-la às suas necessidades, sublinha a perita da Academia Russa de Serviço Público Kira Sazonova:
“A História demonstra que os países que escolheram a via da sua especificidade, o que é perfeitamente normal, mas precisamente a via da excepcionalidade, acabavam na via do expansionismo e da agressão externa. Têm visão os políticos que percebem que os tempos da expansão e da excepcionalidade, se ainda não passaram completamente, já estão passando. Hoje o protagonismo é de um princípio completamente diferente – o da cooperação. É por isso que o artigo de Vladimir Putin veio mesmo a propósito para recordar que o princípio da cooperação é fundamental para o direito internacional moderno.”
Aliás, o próprio Barack Obama é um refém do mito americano. Durante a sua campanha eleitoral o candidato a presidente defendia um ponto de vista algo diferente. Na altura Obama afirmava que acreditava na excepcionalidade americana, mas que esta em nada era diferente da “excepcionalidade britânica”, da “excepcionalidade grega” ou de qualquer enaltecimento patriótico idêntico de qualquer outro país. O candidato foi então bastante criticado e por isso mudou rapidamente de discurso.
As raízes dessa ilusão inocente que vivem os cidadãos dos EUA remontam aos tempos dos primeiros colonos. A ideia de “excepcionalidade” obteve depois um novo fôlego nos anos de 1980 com Ronald Reagan. Ele falava da América como de “uma cidade luminosa no cume de um monte” e estava convencido que ela era um exemplo único da vitória da liberdade e da esperança. Já nos últimos 20 anos, com o desmoronamento da URSS, a “singularidade” dos EUA já não podia ser contrariada por ninguém, refere o vice-diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos Vilen Ivanov:
“A liderança dos Estados Unidos e a elite americana acreditaram na sua excepcionalidade porque o mundo se tornou unipolar e os EUA se tornaram no país mais poderoso no plano econômico e militar. Por outro lado, a experiência histórica não de todo tida em conta. A Alemanha hitleriana, nomeadamente: o nacional-socialismo, que com Hitler ascendeu ao poder, propagandeava precisamente essa excepcionalidade do povo alemão com todos os seus meios. Isso acabou por levar a Alemanha a sofrer a derrota e a ficar manchada perante todo o mundo por ter permitido que essa camarilha chegasse ao poder.”
Realmente, a seu tempo o famigerado doutor Goebbels introduziu com sucesso nas mentes dos alemães o conceito da sua excepcionalidade e da sua superioridade. Aliás, também na América muitos avisam a liderança do perigo dessa ideologia. Assim, Daniel Ellsberg, conhecido por ter, numa certa altura, divulgado documentos secretos do Pentágono, publicou recentemente um artigo nas páginas do The Guardian. Segundo Ellsberg, “os EUA são agora um Estado policial”. Na sua opinião, para que aí se estabeleça uma ditadura completa só é necessária “uma guerra… ou mais um atentado terrorista com a dimensão do 11 de setembro”. Enquanto que as recentes denúncias do antigo colaborador da NSA Edward Snowden, conclui Ellsberg, só ajudam a salvar os americanos.
Ainda mais direto foi, nas suas declarações, o ex-candidato à presidência dos EUA e republicano Ron Paul. Ele está convencido que a liderança dos EUA se está afastando dos princípios de uma verdadeira república e está evoluindo para a formação de um sistema fascista, em que o país é liderado em conjunto pelos políticos e pelos maiores homens de negócios.
O artigo de Vladimir Putin não podia, é claro, deixar indiferente um “fã” tão especial da Rússia como é o senador John McCain. Tal como prometeu, ele respondeu ao líder russo com o seu artigo que o jornal Pravda publicou no dia 19 de setembro. Eis o seu teor resumido: McCain afinal não é anti-russo, mas sim pró-russo e por isso está muito preocupado com o martirizado povo russo que tem de sofrer horrores como o Caso Magnitsky, as perseguições das Pussy Riot, a discriminação dos homossexuais e a amizade das autoridades com “regimes ditatoriais”.
Uma lista estandardizada que demonstra, mais uma vez, a fé de McCain pelo menos na sua própria excepcionalidade. O presidente da Rússia, ao se dirigir ao povo americano, não começou a ensiná-lo como se deve viver nos EUA, mas já o senador americano sabe, com toda a certeza, como devem viver os russos e até está disposto a oferecer-lhes esses valores liberais já amanhã, mas Putin não deixa.
Talvez a maioria dos habitantes dos EUA terão dificuldade em acreditar, mas o resto do mundo vê a singularidade americana de forma algo diferente. Do ponto de vista dos não-americanos, essa excepcionalidade se manifesta no bombardeamento de países que têm no poder regimes incômodos para Washington, nas revoluções coloridas, na Primavera Árabe e na ingerência despudorada e “correção do rumo” de países soberanos. As palavras de Obama no seu último discurso foram precisamente uma clara ilustração da integridade americana. “Se com um pequeno esforço e com uma pequena dose de risco nós pudermos evitar a morte de crianças pelo gás, garantindo dessa forma a segurança a longo prazo dos nossos próprios filhos, então acho que devemos fazê-lo”, disse o presidente dos EUA.
O pequeno esforço são umas centenas de mísseis Tomahawk. Evitar a morte de crianças pelo gás: depois de um ataque com mísseis dificilmente ficará alguém capaz de respirar o gás. Se bem que não se trata das crianças sírias, mas das perspectivas das crianças “excepcionais” americanas.

sábado, agosto 31, 2013

armas químicas y los estados unidos


El flamante premio nobel de la paz barack obama (quien diría, con que meritos?)  decidió realizar un ataque militar a siria un país estratégico geográficamente, muy cerca de irán y  Rusia. Cuáles son las disculpas?  Un supuesto ataque del dictador de siria a un grupo de ciudadanos de su propio país con armas químicas.

Supuestos  motivos.
Según el periódico, la voz de Rusia, los satélites  indican que el ataque partió de un barrio dominado por rebeldes, rebeldes que tienen apoyo militar de la rede al quaeda, mercenarios financiado pela otan y estados unidos.
Cuál sería el objetivo del dictador sirio de realizar una matanza de niños y familiares sirios en un momento crucial, cuando está realizando victorias militares frente a los rebeldes?. Esto  no tiene sentido. Esto es más una indicación que el supuesto ataque fue proposital sino por ordenes de agentes occidentales para dar un motivo a una intervención militar inmediata en una guerra civil  entre el gobierno sirio (aliado de Irán), y los rebeldes constituidos por “pro” occidentales y miembros de la rede (enemiga?) de estados unidos , la red alqaeda .
Está claro que, la alianza entre estados unidos y  la red alqaeda es estratégica, solo vale hasta el  momento de la caída del dictador sirio, o hasta el momento en que este grupo sirva a los intereses norteamericanos, caso contrario serán también eliminados.
Esta historia no  es nueva, ya se vio en Afganistán, cuanto el caudillo osama bin laden  era llamado cariñosamente de “el guerrero de la libertad”, desde que este luchaba contra el invasor soviético. Pero cuando estados unidos decidió permanecer en Afganistán y en arabia saudita, osama bin laden  estuvo contra esta decisión , para él, fue un magnicidio observar que las botas ianques  estuvieran andando en su tierra natal, como si fuese el jardín trasero de los estados unidos. Entonces  es allí que se volvió el enemigo número uno y fue eliminado sin derecho  a hablar una palabra, claro podría dar mucha información sobre la complicidad en el pasado, y así fue, una quema de archivo.
Los verdaderos motivos.
Ya se sabe que por medios políticos y puniciones militares  e económicas  no  se puede detener más la soberanía  y el avance técnico militar  de Irán.  Irán avanza bien en su deseo por la independencia  militar y económica y política, y a cada día realiza suceso en su deseo de controlar  la fisión nuclear, que ellos dicen ser para aplicaciones  pacificas, y no militares ( y si  fuese?, ellos  son soberanos). Es esto que incomoda al gobierno  de estados unidos. Aun existe más un motivo, controlar siria  con un gobierno títere y realizar un ataque definitivo a Irán y cercar por el occidente  a Rusia  un enemigo declarado de la actual administración de la casa blanca.
Rusia sabe de esto, y está dispuesto a disuadir al occidente para que  estados unidos no esté tan cerca de su frontera.


Armas químicas.
Estados unidos, no se importó cuando Saddam Hussein (asesinado por los ianques=quema de  archivo)  en Irak realizo ataques químicos a los kurdos, no solo esto,  agentes americanos asesoran militarmente y entregaron estar armas al dictador Saddam Hussein, siendo así, los norteamericanos son cómplices de la aplicación de armas de destrucción en masa contra población civil.
En la guerra irán Irak existen pruebas que estados unidos participó en el ataque químico de Irak contra de irán. (http://www.hispantv.com/DisplayNews.aspx?id=238231 )
Es claro,  a la ONU dominada por pros americanos, esto no interesa, mucho  menos la salud  y la muerte de millares de kurdos por armas químicas . Se sabe que muchos países son coaccionados para votar en apoyo a estados unidos.
Sin sentido.
Porque  estados unidos se importaría  tanto con la muerte de  centenas de niños y mujeres en la siria?
Que dice la historia?
Como se ve, a lo largo de la historia, a los estados unidos y la ONU  nunca les interesó la población civil. Así fue en Vietnam, para derrotar a los vietcong de Ho chi min, no dudaron en lanzar napalm a población civil, campos de cultivos , en un acto cobarde y deshumano por parte de militares norteamericanos.
En la propia segunda guerra mundial, la guerra estaba ganada por parte de los aliados, pero utilizaron mismo así las dos bombas nucleares, para demonstrar que ahora ellos iban a decidir los destinos del mundo.

El ex dictador Hosni Mubarak (hoy  hospitalizado)  mato millares de jóvenes y padres de familia, pero, por que no  estados unidos  movió un dedo en defensa de esta gente? Porque ese dictador fue un aliado de estados unidos.
La actual junta militar que derrumbo al gobierno egipcio, asesino ya millares de opositores y  miembros de la hermanad musulmana ya fueron muertos e detenidos, de nuevo hacemos la pregunta, porque estados unidos no punió al actual régimen de facto  de Egipto? De nuevo la respuesta, en realidad al gobierno norteamericano, no les interesa la vida de esta gente, lo que importa es que Egipto continúe  siendo un aliado militar en la región, y por esto la entrega de millones de dólares al régimen,  por parte del gobierno  de casa blanca continua.

Doble moral(inmoralidad)
El discurso de la casa blanca continúa siendo una apología a la inmoralidad, a la manipulación de su propia población,  y  de los ciudadanos del mundo, desde que ellos tienen el control de  los medios de información digital.  Por un lado  supuestamente hablan de libertad de expresión, hablan de democracia, hablan de justicia, pero todo lo que hacen en la práctica,  y que hoy en día salen a luz, hasta evento de hace 50 años atrás, indica que esto es solo discurso, ellos apoyaron y apoyan todo tipo de gobiernos, todo tipo de régimen, en su mayoría dictaduras que jamás respetaron vidas, poblaciones, justicia, democracia, mucho menos la libertad de se expresar de opinar.  La lista es enorme.
Desde que voces de otros países están realizando contra información a la información controlada por estados unidos, ellos  decidieron actuar. Y claramente ha avanzado para limitar voces discordantes provenientes de otras partes del mundo. La transmisión de canales   televisivos y digitales Iranianas fue cancelada año pasado por parte de satélites occidentales, quien ordeno? Claramente Israel y los estados unidos.  (http://www.hispantv.com/DisplayNews.aspx?id=234658, http://www.hispantv.com/DisplayNews.aspx?id=237278 )
Y ahora ultimo esta semana, fue cancelada la transmisión de un canal  ruso en los estados unidos (http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_08_30/EUA-bloqueiam-canal-Russia-Today-7092/).
Como en toda guerra, para quien hace la guerra, en realidad no importa cuántos niños o familias murieron. En realidad están  aprovechando una oportunidad para aplicar sus planes geopolíticos, como debilitar el gobierno de siria, o colocar un gobierno pro-americano y finalmente hacer el ataque a irán, y cercar a su archi enemigo Rusia
Finalmente
Porque estados unidos se siente con el derecho de hablar a  nombre de toda la humanidad?
Porque estados unidos tiene con el derecho de pasar fronteras, invadir la privacidad  de personas de todo el mundo?.
La respuesta es clara, ellos no tienen derecho,  nadie le dio ese poder, ese  derecho.
Puede hablar solamente a nombre de su país, inclusive hay mucha gente dentro de estados unidos  en contra de esta actitud  beligerante, acaso será los manotazos de un imperio en decadencia?.

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foto: el  napalm  en la poblacion civil vietnamita, quien hizo esto? los norteamericanos.

fotos nefastas=obra dos ianques

sexta-feira, agosto 23, 2013

liberdade de expressão: nunca mais....

A moderna advertência de Miranda

Bradley Manning, espionagem, inteligência, eua

A principal fonte de informações do site WikiLeaks, o ex-praça do Exército dos EUA Bradley Manning, de 25 anos de idade, ao saber que tem pela frente uma pena de prisão 10 anos mais longa que toda sua vida anterior, se declarou mulher. “Me chamem Chelsea Manning”, pediu ele a seus correligionários afirmando a sua intenção de passar a respectiva terapia hormonal.

Outro denunciador, um brasileiro chamado David Miranda, namorado do repórter Glenn Greenwald do jornal The Guardian (que publicou os materiais do ex-agente da CIA e da NSA Edward Snowden), foi inesperadamente detido no aeroporto de Heathrow em Londres. A razão foi a alegada implicação de Miranda na publicação de vazamentos de Snowden. Nem a aura “não-tradicional”, nem a sua pertença à parte ativa da sociedade civil, aparentemente amada no Ocidente, salvaram os dois defensores da verdade de terem que passar algum tempo atrás das grades.
O mais interessante na situação de Miranda foi a reação dos jornalistas britânicos. Os cavalheiros das margens do Tamisa, invariavelmente homens de princípios, não perdem uma chance de criticar, por exemplo, a Rússia pelos problemas dos jornalistas russos ou, Deus nos livre, de jornalistas britânicos em controles fronteiriços nos aeroportos. Mas, no interrogatório de nove horas do brasileiro e no confisco de todas suas mídias eletrônicas, eles viram de repente uma justiça superior. Eis a opinião de Milo Yiannopoulos, editor-chefe do recurso de mídia britânico Kernel:
“A detenção desse David Miranda foi perfeitamente legal, porque ele participou na investigação jornalística do jornal The Guardian, que lhe tinha pago o bilhete. Ele era uma espécie de mula de carga para transportar documentos destinados a seu namorado. Ele devia ser detido. E se foi aplicada a lei certa ou errada para a sua detenção – pouco importa. No final, em vez da lei sobre o terrorismo poderiam ter sido aplicadas muitas outras leis.”
Como diziam em outros tempos num outro país, “desde que haja uma pessoa, haverá uma lei” para a condenar. É justamente esse tipo de situação que parece ter acontecido com Miranda. Mesmo se os dados eletrônicos que ele transportava foram obtidos por algum meio não muito legal, que tem isso a ver com terrorismo, por suspeita de envolvimento no qual Miranda foi detido?
Ironicamente, nos Estados Unidos, existe desde 1966 um precedente básico – a Advertência de Miranda. Um certo homônimo do brasileiro referido agora não foi, na altura, informado de seus direitos durante a detenção, e por isso seu testemunho foi excluído do processo. Trata-se do direito de não se autoincriminar, do direito a um advogado e de outras limitações importantes de arbitrariedade policial.
Em filmes de Hollywood, cenas como: “Você pode permanecer em silêncio...” parecem comoventes. Mas na vida real, o Estado já há muito que não segue essas regras – nem nos EUA nem no Reino Unido. Como se vê, uma pessoa não tem sequer de dizer uma única coisa.
Eis o que argumenta o advogado de Manning, o jurista David Coombs:
“O caso do praça Bradley Manning é um ponto de viragem para a liberdade de imprensa. Precisamos de reformas para que jornalistas não sejam sujeitos a processo criminal por obtenção de informação – ou seja por eles estarem fazendo corretamente seu trabalho de protetores da nossa democracia. Para que os jornalistas recebam tais informações são necessárias pessoas como o praça Manning. Pessoas que não têm medo de se levantar e estão dispostas a arriscar sua liberdade para que nós saibamos o que está acontecendo.”
A julgar pela sentença de 35 anos aplicada a Manning, bem como a atual caça a seus correligionários – a ativista de direitos humanos Laura Poitras, o ex-agente da CIA Edward Snowden, e agora David Miranda – tudo isso aponta para uma intenção muito clara das autoridades norte-americanas e britânicas, tanto judiciais como executivas. É a intenção de intimidar futuros buscadores da verdade, mostrar que, uma vez que você entra no “clube de denunciantes”, sua vida nunca mais será pelo menos normal.
“É como uma dor de dentes”, diz Laura Poitras. Se você não pode ser processado por ensinar os outros – e foi esse o objetivo declarado pelos promotores no julgamento de Bradley Manning – sua vida pode ser transformada em um inferno ao seu nome ser inserido em listas negras. Hoje já é óbvio que nos EUA e na Grã-Bretanha estas listas funcionam tanto em aeroportos, onde pessoas podem ser verificadas durante horas, como quando alguém se candidata a um emprego. Assim, muitos dos que permanecem em liberdade em breve terão inveja dos presos.
Em tal situação, não são surpreendentes nem as inesperadas as “flutuações” de sexo de Manning nem a inconsistência em suas ações: ora uma confissão de culpa em relação a todas as acusações, exceto uma, ora a proclamação numa carta ao presidente Obama da intenção de cumprir uma “sentença pela liberdade”. Lembro-me quando há vinte anos chamei a atenção de um dos membros do Comitê de Emergência russo para as inconsistências em seu depoimento, ele respondeu: “Na entrada da prisão você irá cantar ainda mais.”
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2013_08_23/A-moderna-advertencia-de-Miranda-5185/


ps:  se você pensa diferente que o sistema, ou se vc faz a crítica da sua moralidade ou da sua i-legalidade, você vira um anormal.  se você engolhe tudo, sem direito de opinar, se vc é domesticavel, você é o normal.
 isto é um claro sinal, que não tem mais democracia  nestes paises que se pratica tais atos, propios de um sistema fundamentalista.