musica con sentido e sentimiento

sábado, abril 11, 2015

golpe de Estado e ditadura de 'mercado' no brasil

"Os paladinos da educação defendem a educação primária geral, a atenção especial à primeira infância, a inclusão de todas as crianças e jovens (e os adultos?) no sistema. Não se fala muito na preparação de professores nem no horário integral nem nos efeitos, negativos, da televisão e da internet sobre o sistema de ensino em seu cerne, que é o tempo dedicado aos estudos pelos jovens. Pode-se perguntar quando estes brasileiros, hoje infantes e jovens, entrariam no mercado de trabalho para tornar a mão de obra mais produtiva e o Brasil mais competitivo: daqui a 10 anos? Daqui a 15? E até lá?"


O impeachment é a tentativa de anular, por via legislativa, pelo voto de 513 deputados e 81 senadores, os resultados das eleições de novembro de 2014 que refletiram a vontade da maioria do povo brasileiro ao reeleger a Presidenta Dilma Rousseff, por 53 milhões de votos.
Desde 2003, as televisões, em especial a TV Globo; os maiores jornais, como oEstado de S.Paulo, a Folha de S.Paulo e O Globo; e as principais revistas, quais sejam a VejaIsto É e Época, se empenham em uma campanha sistemática para desmoralizar o Partido dos Trabalhadores e os partidos progressistas e para tentar "provar" a ineficiência, o descalabro e a corrupção dos governos do PT, inclusive de seus programas sociais - que retiraram da miséria e da pobreza 40 milhões de brasileiros.
Agora, com a ajuda de membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, os meios de comunicação, tendo seu candidato perdido as eleições, tentam criar um clima político e de opinião que venha a derrubar ou imobilizar a Presidenta e, assim, anular a vontade da maioria do povo brasileiro.
Fazem isto divulgando dia a dia as declarações de delatores, criminosos confessos, e de procuradores, policiais e juízes que as "vazam", seletivamente, para os meios de comunicação, cometendo notória ilegalidade, e publicando notícias sobre o extraordinário descalabro e corrupção em que viveria o país.

Instabilidade política

Diante da instabilidade política gerada por esta campanha, a Presidenta Dilma, com o objetivo de conter as manobras golpistas (recontagem de votos, acusações de fraude, ameaças diversas, etc.) e de apaziguar o "mercado", anunciou um programa de austeridade, de equilíbrio orçamentário, de contração de gastos do Estado, de redução de investimentos, na esperança de conquistar a "confiança dos investidores", seu principal objetivo, e de "acalmar" seus opositores políticos.

É preciso notar que o "mercado" não é uma entidade da sociedade civil, mas sim, na realidade, um ínfimo grupo de multimilionários, investidores, especuladores e rentistas, e seus "funcionários", quais sejam os chamados economistas-chefe de bancos e fundos, os jornalistas e articulistas de economia, e seus associados no exterior.

Há economistas e jornalistas que são notável exceção a esta afirmação, mas são eles pequena minoria.
Quando foi apresentado o programa de ajuste, declarou-se, com ênfase, que ele não iria afetar as conquistas dos trabalhadores (a legislação sobre horário de trabalho, férias, aposentadoria, seguro desemprego etc.), nem os programas sociais, mas que iria ele equilibrar o orçamento através do contingenciamento, da contenção de despesas e do aumento de impostos, com o objetivo de fazer um superávit primário que permitisse pagar os juros da dívida pública e conquistar a "confiança do mercado, a confiança dos investidores". 

Conquistar a "confiança dos investidores" significa fazer com que tomem a decisão de realizar investimentos (para obter lucros) e assim ampliar a capacidade instalada, gerar empregos, condição para a retomada do desenvolvimento.
 

Confiança dos investidores

A "confiança dos investidores", todavia, tem a ver com a expansão da demanda, pois só com essa expansão (sustentada) podem surgir oportunidades de investimentos lucrativos.

A construção de "confiança" e a realização de investimentos são improváveis em uma conjuntura em que se elevam os juros dos títulos públicos e das aplicações financeiras para torná-los os mais altos do mundo, o que atrai os capitais para o setor financeiro, especulativo ou rentista, e os afasta do setor produtivo e, portanto, dos investimentos.

Outros fatores que afetam negativamente a "confiança" dos investidores são a competição predatória e destrutiva das importações; taxas cambiais inadequadas; a redução dos investimentos públicos em infraestrutura; o aumento das taxas de juros dos financiamentos de longo prazo do BNDES; a redução da demanda e o aumento do desemprego (que alguns esperam poderia criar as condições políticas para um clima favorável ao impeachment) devido à redução da atividade econômica.

Há um mantra, repetido sem cessar, sobre competitividade e produtividade, entoado por muitas autoridades públicas, acadêmicos, jornalistas "especializados", economistas-chefe de consultoras, de empresas, de bancos, que são, na realidade, empregados do "mercado".

Segundo esses "especialistas", a solução dos problemas internos, isto é a retomada do crescimento, e o afastamento para longe da crise externa latente e cada vez mais ameaçadora, dependeriam não somente da "confiança dos investidores" nas também do aumento da produtividade (isto é, da produção por trabalhador) e do aumento da competitividade das empresas brasileiras diante das chinesas, americanas e europeias, e da redução do "Custo Brasil".

No caso da produtividade, alguns afirmam que seu aumento resultaria de um grande investimento sustentado em educação, como teriam, segundo argumentam, feito os países desenvolvidos, tais como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Coréia e que teria sido, segundo eles, uma razão importante, e talvez a principal, para explicar o seu desenvolvimento.

Educação primária geral

Os paladinos da educação defendem a educação primária geral, a atenção especial à primeira infância, a inclusão de todas as crianças e jovens (e os adultos?) no sistema. Não se fala muito na preparação de professores nem no horário integral nem nos efeitos, negativos, da televisão e da internet sobre o sistema de ensino em seu cerne, que é o tempo dedicado aos estudos pelos jovens. Pode-se perguntar quando estes brasileiros, hoje infantes e jovens, entrariam no mercado de trabalho para tornar a mão de obra mais produtiva e o Brasil mais competitivo: daqui a 10 anos? Daqui a 15? E até lá?

Outros argumentam que os "custos do trabalho" (parte do "Custo Brasil") seriam muito elevados (em comparação com os "custos" em que países? Na China? Nos Estados Unidos? Na Alemanha?) e que, portanto, seria necessário reduzir esses "custos", impedindo aumentos "artificiais" do salário mínimo (já que não haveria escassez de mão de obra), reduzindo os benefícios da legislação trabalhista, estimulando a rotatividade da mão de obra, etc.

Quanto ao "Custo Brasil", argumentam com os altos custos de transporte e de energia, com a carga tributária elevada, com a multiplicidade de impostos, com a burocracia "infernal".

Reclamam, também, da intervenção "excessiva" do Estado (empresas estatais e regulamentação) e pedem, ainda que até agora apenas insinuem, a privatização dessas empresas e a "desburocratização", isto é, menos lei e mais liberdade para o capital.

Segundo os defensores do programa de austeridade, em decorrência do aumento da produtividade interna, a competitividade internacional seria alcançada, com todas as suas vantagens, tais como um superávit comercial estável, a diversificação dos mercados e o aumento das exportações de manufaturados.

Assim, a crise atual seria superada. Todavia, a verdade é outra.

Crise actual em parte verdadeira...

A crise atual, em parte verdadeira e em parte fabricada, decorre da revolta conservadora devido ao fato de a Presidenta Dilma ter cometido dois "pecados mortais" à luz dos interesses do "mercado", isto é, daqueles indivíduos beneficiários da concentração de riqueza, de renda e de poder político no Brasil, que são os grandes multimilionários, os latifundiários rurais e urbanos, os rentistas, os banqueiros, e seus representantes na mídia, no Congresso, no Judiciário.

O primeiro "pecado" foi a política de redução, ainda que temporária, das taxas de juros; o segundo "pecado" foi o apoio, ainda que tímido, à democratização dos meios de comunicação.

O sistema financeiro e bancário é o principal instrumento de concentração de riqueza no Brasil. Ao reduzir as taxas de juros dos bancos públicos e ao forçar a redução dos juros dos bancos privados (que foi logo compensada pelo aumento das "taxas" de administração) a Presidenta diminuiu a transferência de riqueza da sociedade e do Estado para os bancos privados, seus acionistas e os detentores de títulos públicos. A Presidenta atingiu o cerne do mecanismo de concentração do sistema econômico e provocou a ira dos setores conservadores que hoje pedem a privatização dos bancos públicos.

O sistema de comunicações no Brasil é o instrumento das classes dominantes para construir o imaginário do povo, para manipular as informações e para justificar o sistema econômico e social vigente e desmoralizar aqueles que lutam por mais igualdade, mais liberdade, mais fraternidade e pelos direitos das minorias, em um contexto de desenvolvimento.

A concentração do poder midiático "condena" os que ele acusa ao difundir e repetir incansavelmente "informações" antes de julgamentos e transformou o mensalão em julgamento prévio contra o qual não soube resistir o STF ao aceitar a conduta imprópria de seu Presidente da época e a campanha de imprensa.

O mesmo ocorre com a operação Lava Jato. Não há nenhuma iniciativa do Poder Judiciário para impedir a formação de uma opinião pública contra os acusados, gerada pelas denúncias, sem provas, feitas por criminosos confessos que denunciam a torto e a direito quando, no caso dos procedimentos de delação premiada, as investigações deveriam ser feitas sob o maior sigilo, já que se trata de denúncias feitas por criminosos em busca de vantagens pessoais. A mídia transformou o pedido da Procuradoria Geral da República de investigar determinados indivíduos em prova de sua culpa. Aqueles indivíduos, políticos ou não, que vierem a ser investigados e julgados culpados devem ser punidos com rigor, mas a imprensa não pode substituir o Poder Judiciário nem constrânge-lo, por motivos puramente políticos.

Ao ameaçar aqueles dois fundamentos da ordem conservadora, o sistema financeiro e a mídia, a Presidenta Dilma se tornou "culpada"
e a oposição insiste, ainda veladamente, em que deve ser punida pela destituição do cargo por um processo de impeachment.

Seria importante que o Governo compreendesse que o que está de fato ocorrendo é uma manobra política cujos objetivos são pela ordem:
- fazer o Governo adotar o programa econômico e social do "mercado", isto é, da minoria multimilionária e de seus "associados" externos;
- ocupar os cargos da administração pública (Ministérios, Secretarias executivas, agências reguladoras) com representantes do "mercado";
- enfraquecer política e economicamente o Governo;
- enfraquecer o PT e os partidos progressistas com vistas a 2018;
- aprovar leis de interesse do "mercado";
- e, se nada disso ocorrer, fazer o Governo "sangrar" e aí, então, se necessário e possível, exigir o impeachment da Presidenta.

Contra esta enorme e múltipla ofensiva econômica, midiática e política do "mercado", de seus "funcionários" e representantes somente há uma estratégia possível: a ação política intensa junto aos movimentos populares, junto às organizações da sociedade civil, junto ao Congresso, junto à Administração Pública e aos Governadores, enfim, a mobilização da sociedade pelo seu esclarecimento para a defesa da democracia em toda sua integridade.

É indispensável que, na distribuição de suas verbas de publicidade, o Governo leve em consideração a existência de televisões comunitárias, universitárias, educativas, de rádios comunitárias, de blogs e sites, e dos pequenos e médios jornais e emissoras regionais e deixe de concentrar a distribuição de verbas e anúncios apenas na grande mídia, o que fortalece os oligolipólios que atuam de forma ostensivamente partidária e contra a maioria do povo, estimulando antagonismos violentos e radicalizando a sociedade.

As manifestações populares contra o Governo e contra a Presidenta Dilma têm reunido cidadãos que, em sua maioria, votaram contra a reeleição da Presidenta em 2014.

Hoje, insuflados pela mídia e por organizações de identificação e origem nebulosa, através das redes sociais, inconformados com a derrota e a pretexto da denúncia de corrupção, iniciam o processo político de "Fora Dilma", que é, de fato, uma campanha pró-impeachment.

O quê é impeachment?


O impeachment é o golpe de Estado do "mercado". Aqueles que defendem hoje o impeachment e criam o clima de instabilidade e de radicalização são os mesmos golpistas históricos de 1954 e de 1964: as classes privilegiadas que temem o progresso e os resultados da democracia e não os aceitam, apesar de ter o Brasil uma concentração de renda que se encontra entre as dez piores do mundo, enquanto seu PIB é um dos dez maiores do mundo, e de ser urgente deter o processo de concentração de renda (que a crise acentua) para que seja possível construir uma sociedade mais justa, mais democrática, mais próspera, mais estável.

Para que este objetivo possa ser alcançado, é preciso que a sociedade brasileira não se submeta à ditadura do "mercado", cujos integrantes têm sido os grandes beneficiários da crise, que se iniciou em 2008 e não apresenta sinais sólidos de fim.


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domingo, março 29, 2015

El acuifero guarani en las miras del aguila del norte!!!


Aunque la noticia ha pasado prácticamente inadvertida para los medios de comunicación, no deja de ser importante y alarmante por sus posibles consecuencias para todos los países del continente americano. 
Un estudio de la NASA ha llegado a la conclusión de que el volumen total de agua en las cuencas de los ríos Sacramento y San Joaquín, en el Estado de California, Estados Unidos, ha disminuido desde 2014 en 34 millones de acre-pie  (42 000 millones de metros cúbicos, lo cual significa un efecto demoledor para la economía de ese extenso Estado de la Unión.
La información apareció en un artículo en The Ángeles Times, firmado por el científico del Laboratorio de Propulsión a Chorro de esa institución, Jay Famiglietti, en el cual se afirma que California viene perdiendo agua almacenada desde 2002, y que dos tercios de estas mermas se derivan del uso de aguas subterráneas por los agricultores que han tratado de combatir los efectos de las sequías .
Con gran énfasis, el científico asegura que “los almacenamientos actuales de agua en California podrían acabarse dentro de un año” y que las autoridades deben activar medidas restrictivas sobre el uso del líquido almacenado en todos los sectores y permitir la formación de agencias regionales de sostenibilidad.
En los cálculos del equipo encabezado por Famiglietti se tuvo en consideración los volúmenes que comprenden la nieve fundida, las reservas y el agua subterránea.
La noticia trae a colación el interés manifiesto que a lo largo de estos últimos años ha demostrado Estados Unidos en tener una mayor presencia en la zona cercana al Acuífero Guaraní que se extiende desde el norte de Brasil hasta la pampa argentina. Se calcula que tiene 37 000 millones de metros cúbicos, y cada kilómetro cúbico es igual a 1 billón de litros. 
Con 1 190 000 kilómetros cuadrados de extensión, superficie mayor que las de España, Francia y Portugal juntas comprende 850 000 kilómetros cuadrados del Brasil (equivalente al 9,9 % de su territorio), 225 000 de la Argentina (7,8 %), 70.000 kilómetros cuadrados de Paraguay (17,2 %) y 45.000 kilómetros cuadrados de Uruguay, 25,5 % de la superficie de la nación oriental.
Sus fuentes podrían abastecer indefinidamente a 360 millones de personas, mientras la población actual en el área del acuífero, se estima en 17 millones. 
 Los jefes del Comando del Ejército Sur de Estados Unidos han mantenido una cíclica presencia en esa región y el Banco Mundial comenzó, a partir de 2007, a financiar proyectos en el Guaraní.
Desde hace más de un siglo, los países poderosos han lanzado guerras o controlado a gobiernos dóciles para apoderarse del control de los yacimientos de hidrocarburos existentes en diferentes naciones.
En América Latina casi todos los depósitos estuvieron bajo intervención de Estados Unidos y en otras regiones, han sido lanzadas violentas guerras de rapiñas para apoderarse del petróleo y gas como en Libia, Irak, Siria o Sudán, por citar algunas.
Ahora los expertos auguran que más temprano que tarde, las nuevas guerras tendrán como trasfondo, tratar de apoderarse de las grandes fuentes de agua, debido a la escasez y la contaminación en algunos países de ese líquido fundamental para la vida en el planeta.
Observemos estos datos: El 70 % de la tierra esta cubierta por agua salada y solo el 2,5 % potable. De éstas, el 70% se utiliza en la agricultura, el 20 % en la industria y el 10 % al consumo humano. La contaminación de las aguas provocan la muerte de más de 5 000 000 de personas, principalmente de menores de edad.
Unos 1 200 millones de habitantes no tienen acceso al agua y 2 200 millones viven sin condiciones sanitarias. Para 2050 la Organización de Naciones Unidas estima una población mundial de 9 000 millones con una demanda superior al 60 % de la actual, mientras que el 85 % de las fuentes hídricas se encuentran donde habita el 12 %.
Resulta muy sintomático que un informe de la Agencia Central de Inteligencia estadounidense (CIA) ha afirmado que para el 2015 el agua será una de las mayores causas de conflicto internacional. En 1997, cuando en América Latina primaban gobiernos dóciles a Estados Unidos, varios países abrieron sus puertas al Banco Mundial, al pasar las universidades de Santa Fe y Buenos Aires, la de Uruguay y varias de Brasil, los derechos de investigación del acuífero Guaraní a esa institución financiera.
Para noviembre de 2001 el BM, por medio de una de sus instituciones especializadas, el Fondo Mundial para el Medio Ambiente (GEF por sus siglas en inglés) comenzó a financiar la investigación y los trabajos para lograr el “desarrollo sustentable” de ese reservorio.
Dos años después, en noviembre de 2003, se reunieron en Montevideo los integrantes del MERCOSUR con el BM y se firmó el Proyecto de Protección Ambiental y Desarrollo Sustentable del Sistema Acuífero Guaraní. El GEF garantizó para el financiamiento, 13,4 millones de dólares aportados por bancos de Estados Unidos, Holanda y Alemania. La Organización de Estados Americanos y la Unidad para el Desarrollo Sostenible (OEA-USDE) con sede en Washington actuarían como la filial regional de ejecución y el Banco Mundial como la agencia de implementación.
Durante el IV Foro Mundial del Agua celebrado en Ciudad de México en marzo de 2006, el entonces presidente del BM, Paul Wolfowitz emitió un documento denominado “Espejismo en el Agua”, donde expresaba que el Banco Mundial solo facilitaría préstamos para la asistencia del agua con la condición de que dicho servicio se privatizara.
Pero como ha expresado el presidente ecuatoriano Rafael Correa, ya comenzaba para la región un “cambio de era” y el texto fue descalificado por los asistentes. En ese documento se indicaba que el país que se negara a acatar las decisiones vería recortados los créditos para otras inversiones en el sector público.
Con la reciente información de la NASA referente a la escasez de agua en el extenso Estado norteamericano de California, las naciones del sur del continente tendrán que estar alertas para evitar las nuevas amenazas que se ciernen sobre el Acuífero Guaraní.

 fuente

 Ps:  es muy importante que los paises fronterizos, paraguay, brasil bolivia argentina, bolivia y porque no perú, tengan un plano  de estado, para proteger esta acuifero, la estatisacion, la preservacion obligatoria de manantiales, de rios y lagos, por en el futuro no muy  lejos, habrá problemas de falta de agua en todo el mundo, y las trasnacionales y los países del norte y de europa no van a duvidar de comprar y despues vender a su antojo, como lo hacen conel petroleo.


As intenções dos gringo em relação ao pre-sal começa transparecer

O que fazia o líder do “Vem pra Rua” na lista da Stratfor, que o Wikileaks vazou em 2012?

28 de março de 2015 | 15:07 Autor: Fernando Brito
wiki
Em fevereiro de 2012 – muito antes que nascesse o “Vem pra Rua” – o nome de Rogério Chequer apareceu na lista de e-mails da empresa de “inteligência global” Statfor, conhecida como “the Shadow CIA”.
A lista foi hackeada dos computadores da empresa  e divulgada pelo Wikileaks e, é claro, sua autenticidade nunca foi confirmada. O arquivo do Wikileaks onde consta seu nome pode ser baixado do site do Wikileaks aqui.
Chequer, que até então não teria nenhuma razão para ser envolvido em assuntos políticos, está na 13a. linha do arquivo e  aparece identificado com a companhia “cyranony”.
E existe, de fato, uma companhia Cyrano NY, LLC , registrada como “companhia estrangeira” no Estado de Delaware, um paraíso fiscal dentro do  território americano, e assim reconhecido até pela Receita Federal brasileira.
Não é possível saber, por isso, se a empresa tem a algo a ver com Chequer para ser assim mencionada nos arquivos da Stratfor.
De nada o acusamos, embora ele, como figura pública que é, agora, talvez pudesse explicar o que fez desde que seus negócios saíssem de um estado glorioso que tinha como dono de um fundo de investimento nos EUA e viesse, em 2012, se tornar sócio dos primos numa agência de publicidade especializada em produzir  apresentações de “power point”.
Porque, até 2008, tudo ia de vento em popa para Chequer nos EUA, que lançava novos produtos financeiros e apresentava um categorizado “Advisory Board” de sua Atlas Capital Manegment, que tinha entre os integrantes até um ex-diretor do Banco Central, Luiz Augusto de Oliveira Candiota, que se demitiu do cargo rebatendo denúncias, feitas pela Istoé, de ter uma conta não declarada no exterior.
Mas neste meio tempo, algo aconteceu e não sei se por razões econômicas ou por saudades do Brasil, Chequer se desfez de tudo, inclusive de sua bela mansão de cinco quartos no chique entorno de Nova York, em White Plains, considerado um dos dez melhores lugares para se viver perto da Big Apple.
Repito: ao contrário do que a mídia costuma fazer, aqui não se acusa de nenhuma ilegalidade o sr. Rogério Chequer. Tudo o que está publicado aqui está em documentos públicos, oficiais, na Internet, ao alcance de qualquer cidadão.
Não é transparência o que o “Vem pra Rua” apregoa?

fonte

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

El universal poeta cesar vallejo


César Vallejo


Piedra negra sobre una piedra blanca



Me moriré en París con aguacero,
un día del cual tengo ya el recuerdo.
Me moriré en París ?y no me corro?
tal vez un jueves, como es hoy, de otoño.

Jueves será, porque hoy, jueves, que proso
estos versos, los húmeros me he puesto
a la mala y, jamás como hoy, me he vuelto,
con todo mi camino, a verme solo.

César Vallejo ha muerto, le pegaban
todos sin que él les haga nada;
le daban duro con un palo y duro

también con una soga; son testigos
los días jueves y los huesos húmeros,
la soledad, la lluvia, los caminos...







domingo, fevereiro 22, 2015

Funcionária da Petrobras desmascara a Globo

 Citada em reportagem do jornal O Globo sobre 'a nova rotina de tensão e medo na estatal', a petroleira Michelle Daher Vieira publicou uma carta aberta ao jornal O Globo e sua repórter que desnuda as intenções dos Marinho na cobertura da Lava Jato; "Não é de hoje que as Organizações Globo têm objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira a interesses privados internacionais", diz ela; Michelle enfatiza, ainda, a necessidade de democratização da mídia; "cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses"
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Por Michele Daher Vieira
Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.
Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.
Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.
Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido[3] em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.
Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474[4] e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC[5]? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação[6] da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca[7] foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais [8]? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom[9], por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado[10] e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná[11]? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.
A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil[12], cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.
Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.
Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.
Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal[12], sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.
Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.
Fontes:
[1] Demissões nas Organizações Globo:
http://www.conexaojornalismo.com.br/…/demissoes-do-globo-es…
http://radiodeverdade.com/tag/demissoes-na-radio-globo/
http://www.parana-online.com.br/editor…/almanaque/…/836519/…
http://www.portalimprensa.com.br/…/o+globo+faz+cortes+na+re…
http://blogs.odia.ig.com.br/…/globo-inicia-demissoes-no-jo…/
[2] Exemplos de o que deve e não deve ser publicado
http://www.brasildefato.com.br/node/31315
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/globo-ordena-que-no…
http://www.conversaafiada.com.br/…/globo-censura-reporter-…/
[3] Objetivos
http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp…
http://www.aepet.org.br/…/Prezado-a-companheiro-a-da-Petrob…
http://www.viomundo.com.br/…/sordida-campanha-dos-marinho-c…
https://petroleiroanistiado.wordpress.com/…/petrobras-sob-…/
https://fichacorrida.wordpress.com/…/rede-globo-de-corrupc…/
[4] Inquérito 2474
http://www.cartacapital.com.br/…/em-sigilo-ha-7-anos-inquer…
http://www.ocafezinho.com/…/inquerito-2474-ja-esta-na-inte…/
http://www.istoe.com.br/…/…/345927_ERRO+HISTORICO+NA+AP+470+
http://www.brasil247.com/…/Nassif-STF-vai-abrir-segredo-de-…
[5] Escândalo do HSBC
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-assombroso-silen…/
http://economia.ig.com.br/…/reino-unido-investiga-hsbc-por-…
http://economia.estadao.com.br/…/hsbc-entenda-o-escandalo-…/
http://economia.ig.com.br/…/receita-esta-de-olho-em-corrent…
http://www.brasil247.com/…/Sonega%C3%A7%C3%A3o-no-HSBC-%C3%…
[6] Sonegação Globo
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4664
http://www.ocafezinho.com/…/os-documentos-da-fraude-da-glo…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/injusto-e-pagar-im…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-processo-de…/
[7] Helicoca
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-no…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-papel-cada-vez-m…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/categorias/helicoca/
[8] Aeroportos Mineiros
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-na…/
http://www1.folha.uol.com.br/…/1493571-aecio-neves-a-verdad…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1488587-governo-de-minas-fez…
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/trafico-de-cocaina-…
http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82339
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-nomeou-desem…/
[9] Alstom
http://www1.folha.uol.com.br/…/1281123-brasil-e-unico-que-n…
http://tijolaco.com.br/blog/?p=24684
[10] Banestado
http://www.redebrasilatual.com.br/…/o-caso-banestado-a-petr…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1267100-justica-anula-punica…
http://ultimosegundo.ig.com.br/…/lentidao-da-justica-livrou…
[11] Beto Richa e o Paraná
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/beto-richa-quebrou-…
http://www.redebrasilatual.com.br/…/curitiba-a-pauta-da-reb…
[12] Globo e a Ditadura
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/editorial-globo-cel…
http://www.brasildefato.com.br/node/25869
http://altamiroborges.blogspot.com.br/…/as-diretas-ja-e-o-c…
http://www.viomundo.com.br/…/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-…
http://www.viomundo.com.br/…/fabio-venturini-no-golpe-dos-e…
http://www.viomundo.com.br/…/exclusivo-as-entrevistas-feroz…
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/abrir-empresa-em-p…/
[12] CF/88
Diz o artigo 220 da Carta, no inciso II do parágrafo 3°:
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Já o parágrafo 5° diz:
Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
E o artigo 221. por sua vez, prescreve:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

lista sinistra de gente do mundo inteiro, que mantem conta segreta no hsbc

A lista de nomes de mais de 100 mil correntistas da filial do HSBC em Genebra, que construiu uma indústria de lavagem de dinheiro, intermediada por empresas offshore como forma de fugir da fiscalização dos países de origem, está correndo pelo mundo. Aos poucos, cada uma das pessoas e entidades estão sendo reveladas. França, Espanha, Suíça, Dinamarca, Índia, Angola, Bélgica, Chile, Argentina, e outros países, divulgam reportagens detalhadas a cada dia, com novas informações. Menos o Brasil.
O primeiro jornal a ter conhecimento foi o francês Le Monde. Ele teve acesso aos dados secretos de uma investigação iniciada em 2008, pelo governo da França, por meio de informações vazadas do ex-funcionário do HSBC, franco-italiano especialista em informática, Hervé Falciani.
Percebendo que o esquema envolvia mais de 200 países, o Le Monde decidiu compartilhar todo o material com o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), uma rede que integra 185 jornalistas de mais de 65 países, que investigam casos em profundidade. Do Brasil, são cinco membros: Angelina Nunes, Amaury Ribeiro Jr., Fernando Rodrigues, Marcelo Soares e Claudio Tognolli.
Os cinco, portanto, teriam acesso à considerada maior base de investigações fiscais do mundo, até hoje, de posse inicial do Le Monde. Nesses arquivos estão os nomes, profissões e valores de ativos de todos os clientes da filial do HSBC na Suíça. O ponto fraco dos documentos é delimitar quando houve indícios de participação de ilegalidades, uma vez que não é proibido ter uma conta bancária na Suíça. Estão incluídos nomes da realeza, figuras públicas, políticos, celebridades, empresários.
O ICIJ formou um grupo menor de jornalistas para investigar os documentos do projeto denominado como Swiss Leaks. Participam todos os países do Consórcio. Do Brasil, Fernando Rodrigues, do Uol, é o único que tem em mãos as apurações dos clientes brasileiros.
Até o momento, as informações divulgadas pelo ex-repórter da Folha de S. Paulo são de que os dados do HSBC indicam 5.549 contas bancárias secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, em um saldo total de US$ 7 bilhões. Nenhum nome. Fernando Rodrigues explica que entrou em contato com autoridades brasileiras, para saber se há ilegalidade nessas operações bancárias, ou se os valores foram declarados à Receita. E que estaria desde novembro aguardando a resposta.
Essa desculpa não bate com o histórico do jornalista. O fato de divulgar a existência da lista e segurar os nomes dá margem a toda sorte de interpretações.
Enquanto isso, o jornalista investigativo argentino, Daniel Santoro, também membro do ICIJ,publica nomes e sobrenomes: os empresários Juan Carlos Relats, Raúl Moneta, e pessoas próximas ao governo, como o grupo Werthein. Os chilenos Francisca Skoknic e Juan Andrés Guzmán, também jornalistas, divulgam os conhecidos de alto patrimônio local: Andrónico Luksic, José Yuraszeck, Ricardo Abumohor, Óscar Lería, Álvaro Saieh, José Miguel Gálmez e o clã Kreutzberger, com filhos e parentes do apresentador de televisão “Don Francisco”.

“O Instituto de Religiosas de San José de Gerona chegou a ter 2,7 milhões na Suíça”, foi aúltima manchete do jornal espanhol El Confidencial, que horas antes também publicou que a família de empresários Prado figuravam na lista. Nas reportagens, o jornal indica: “a lista Falciani foi descoberta”.

Da Bélgica, o Mondiaal Nieuws mancheta: “entre os 722 belgas da lista do HSBC, estão novamente um monte de diamantes industriais bem conhecidos e descendentes de famílias nobres”. A mesma linha segue o folhetim indiano The Indian Express: “77 dos 1.195 indianos na lista suíça do HSBC estão ligados à indústria de diamantes. O jornalista Appu Esthose Suresh viajou à Mumbai para descobrir como uma pequena empresa familiar controla a indústria”.
O Paraguai denunciou o próprio presidente Horacio Cartes, que tem uma conta na filial do banco na Suíça. Egito, Dinamarca, Rússia, os países não param. O que pode ser o maior esquema de rombo fiscal está paralisando o noticiário mundial.

No Brasil, o jornalista que poderia trazer as melhores investigações publicou quatro reportagens em sua página do blog. Três delas (aquiaqui e aqui) são a tradução de artigos de outros jornalistas estrangeiros, sem nenhuma referência ao que ocorre aqui, e quem está envolvido.
Na quarta reportagem, enquanto aguarda a resposta das autoridades brasileiras, Fernando Rodrigues deu espaço a dados latino-americanos: “na América Latina, nacionais de vários países estão na lista do HSBC. (…) O saldo total máximo mantido nessas contas secretas de latino-americanos ultrapassa US$ 31 bilhões”.
O Brasil figura como o 9º no ranking de países com a maior remessa de dólares, de acordo com os arquivos vazados da Suíça. A quantia máxima de dinheiro associada a um cliente ligado ao Brasil foi de US$ 302 milhões. Foram abertas 5.549 contas de clientes brasileiros entre 1970 e 2006. Essas informações estão no site do ICIJ.

Os documentos ainda mostram que 8.667 clientes são vinculados ao Brasil. Destes, 55% tem um passaporte brasileiro ou a nacionalidade. No gráfico, é destacada a distribuição entre os tipos de contas: 70% numeradas, 10% contas vinculadas a companhias Offshore, e 20% vinculadas a uma pessoa.

As investigações, partindo de jornalistas pelo mundo, está permitindo recuperar centenas de milhões de dólares em impostos não pagos.
Como bem frisaram os jornalistas chilenos Francisca Skoknic e Juan Andrés Guzmán, “o interesse em divulgar o conteúdo destas contas não é baseado na curiosidade em conhecer os segredos dos milionários. Este projeto de jornalismo internacional – que participam mais de 140 jornalistas de 45 países – busca trazer luz sobre o dinheiro depositado na Suíça, uma jurisdição utilizada pelo alto sigilo sobre os ativos, que os protege e, em particular, sobre os clientes do HSBC, o banco que já foi objeto de uma investigação do Senado dos EUA que revelou que tem sido usado para proteger os fundos de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, entre outras irregularidades. Além disso, um grande número de contas – incluindo as de muitos chilenos – estão ligados ao uso de empresas sediadas em paraísos fiscais, uma das maneiras mais comuns de esconder quem são os verdadeiros donos”.


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sábado, fevereiro 14, 2015

Francia: el ocaso estratégico de una potencia media

En la primera página de sus “Memorias de guerra”, el general Charles de Gaulle considera que “Francia no puede ser Francia sin grandeza”. Estaba convencido de ello, y, mientras pudo, procuró que Francia fuera Francia. Al menos en tres oportunidades lo consiguió: en 1940, cuando lanzó su célebre “llamamiento” tomó la decisión de proseguir la lucha tras la “extraña derrota” de Francia ante la Alemania nazi; cuando demandó y obtuvo ser parte de la ocupación de Alemania, en 1945; y cuando en 1966 retiró a su país del comando estratégico de la OTAN por considerar que integrándolo a la Alianza se subordinaba al poder de Estados Unidos.
En rigor, la última decisión fue la de mayor gravitación estratégica; no solamente porque ello fue determinante para que el país desarrollara su propia capacidad nuclear (que Estados Unidos se había negado a asistir en tanto Francia no aceptara misiles en su territorio), sino porque mantuvo a Francia más allá de la “derrota” que le significó la Segunda Guerra Mundial.
En efecto, cuando concluyó la guerra, en 1945, Charles de Gaulle sentenció que en Europa “dos países habían perdido la guerra mientras que los demás fueron derrotados”. Desde los términos de pérdidas humanas y materiales, la guerra había sido una catástrofe para Europa. Pero el estadista francés quería significar algo más que la ruina visual que ofrecía entonces el continente.
Si bien Francia era parte de las potencias que habían derrotado a Alemania e incluso por ello obtuvo lo que se denominó el “dividendo de Yalta”, es decir, sin haber sido parte de la célebre conferencia, a Francia le fue asignado un sector de ocupación en territorio alemán, el líder galo supo ver que en el orden de la post guerra Europa (y Francia) ya no se desempeñaría en el rango de actores estratégicos mayores.
La guerra no solamente implicó el final de la predominancia extra-continental de Europa, sino el establecimiento y la aceptación de una condición de “vasallaje estratégico” en relación con el auténtico y contundente ganador de la contienda mundial, Estados Unidos. Definido el nuevo rol estratégico, en las décadas siguientes Europa se consagró a su integración política-económica-social, proceso del que Francia fue parte medular desde su mismo inicio, aunque siempre remarcando (en clave gaullista) la confederación como horizonte.
La impugnación a la situación sub-estratégica o “americanización” de la defensa de Europa, pero sobre todo el desarrollo estratégico de Francia, es decir, de la “force de frappe”, representó una situación de “reparación nacional” en relación con la “derrota” de 1945 y con las catástrofes de los años cincuenta en Indochina, Suez y Argelia.
En el mundo estático de la Guerra Fría, el estatus nuclear de Francia le proporcionó una condición interestatal de excepcionalidad, autonomía y deferencia estratégica. Si bien desde los centros de reflexión occidental se consideraba que una pequeña fuerza nuclear independiente implicaba un esfuerzo poco útil y hasta una incongruencia en el orden interestatal centralmente bipolar, para los teóricos de la disuasión nuclear, por caso, André Beaufré, Francia bien podía ser un factor de estabilidad internacional en calidad de “tercer partícipe” aliado de uno de los adversarios mayores contra el otro.
El final de la contienda bipolar impulsó cambios, particularmente en materia de flexibilización doctrinaria y reorientación de blancos del componente nuclear. Aunque la retórica francesa en relación a la necesidad europea de emancipar su defensa de Estados Unidos prosiguió, la desaparición del enemigo, la globalización, los nuevos retos y la notable dependencia europea (incluida Francia) de las capacidades estadounidenses (particularmente logísticas y de inteligencia) en las guerras del Golfo, Bosnia y Kosovo, fueron atenuando la orientación gaullista que (en mayor o menor grado) se mantuvo durante todas las administraciones francesas.
Pero no fue hasta la llegada de Nicolas Sarkozy a la presidencia, en 2007, cuando se produjo un cambio esencial en el enfoque externo del país. Para el nuevo mandatario, era imperioso “renovar una Francia adormilada” y poner fin a una postura internacional que, tras el final de la Guerra Fría, prácticamente había dejado de tener razón estratégica.
En otros términos, el fin de un mundo de bloques geoestratégicos, de acumulación militar y la irrupción de múltiples dimensiones de la seguridad, “vaciaba” el enfoque nacional-nuclear, es decir, la consideración francesa relativa a que una “OTAN americanizada” no amparaba la seguridad  nacional de Francia.
El retorno de Francia al comando militar de la OTAN, en 2009, no fue criticado tanto porque se abandonaba el enfoque soberano en materia de defensa, sino porque dicho retorno no modificó prácticamente en nada el ascendente estratégico de Washington en Europa. Más aún, desde entonces Francia en la OTAN no sólo no ha implicado “más Europa” en materia de defensa, sino que ha afianzado el papel de Europa como sostén o refuerzo de Estados Unidos en el combate de este país contra su principal amenaza, el terrorismo global, y, por tanto, ha mantenido a Europa como una suerte de prolongación del espacio estadounidense como objetivo de ataque de este letal actor.
En efecto, desde “el retorno antes del retorno” a la OTAN, es decir, desde la participación de Francia ya en tiempos de Mitterrand y luego de Chirac en misiones internacionales, y desde el efectivo retorno bajo mandato de Sarkozy, no se ha registrado en Europa una tendencia en dirección de una mayor potestad en materia de defensa: a casi 25 años del final de la Guerra Fría, la estructura de mando en la OTAN continúa bajo predominancia estadounidense (el comandante supremo de las fuerzas aliadas en Europa es norteamericano), e incluso “lo nuevo” en la Alianza, por caso, el Grupo de Expertos, encargado de la prospectiva o nueva concepción estratégica de la Alianza, tampoco quedó en manos de una autoridad europea.
En breve, a pesar de haber desaparecido el factor que por décadas hizo imperativa la presencia de Estados Unidos en el espacio continental más sensible de la rivalidad bipolar, la continuidad de la organización político-militar, la “pluralización de sus misiones y el ascendente estadounidense dentro de la misma, corroboran que, más allá de dicha rivalidad, el propósito también ha sido (y es) evitar el surgimiento de actores cuestionadores o retadores dentro del propio bloque; es decir, mantener la condición de “pacificador” o “equilibrador de ultramar”, para utilizar los términos apropiados, a fin de garantizar el “statu quo” regional.
Desde estos términos, la continuidad de la Alianza Atlántica más allá del fin para la que fue creada no sería tanto una anomalía en relación a la experiencia, sino una suerte de “regularidad” en relación a la preservación de una condición de hegemonía interestatal.
Por otra parte, la condición estratégica subalterna de Europa implica un automatismo en relación con la principal amenaza al actor hegémono de Occidente y, por consiguiente, empeño en enfrentarla.
En otras palabras, el “nuevo terrorismo” que surge en los años noventa, que es aquel que adopta una concepción geopolítica ofensiva a escala global como respuesta a la política externa de Estados Unidos, tuvo (y tiene) como objetivo central “matar a ciudadanos estadounidenses en cualquier parte del mundo”, según reza la “fatwa” (o pronunciamiento legal en el Islam) difundida por Al Qaeda en 1998. Es decir, no se refirió entonces a Europa, si bien es cierto que antes habían ocurrido acontecimientos de violencia en algunos países.
Tras los ataques perpetrados el 11-S, se activó el mecanismo de defensa colectiva de la OTAN, y a partir de allí la suerte de Europa quedó fijada a la del “primus inter pares” de la Alianza, Estados Unidos, que durante la primera década del siglo XXI pasó a ejercer un papel hegemónico tan concluyente que el mismo interés del sistema o de la comunidad internacional pareció identificarse con los intereses de este actor.
¿Había otras opciones para el Occidente no estadounidense? Posiblemente no demasiadas, pero los actores europeos que pudieron realizar observaciones estratégicas relativas a las reservas con que había que proceder sobre el mundo árabe-islámico en el “combate global contra el terrorismo transnacional”, como la propia Francia que en otros tiempos había sido cautelosa en su política hacia los países árabes, no lo hicieron.
Así, Europa volvió a ser objetivo del terrorismo en función de su asociación con Estados Unidos a través del instrumento estratégico de este país en el continente, la OTAN. Pero a diferencia del “viejo terrorismo”, que operaba en los diferentes países de acuerdo a las políticas nacionales de cada país, ahora el “nuevo terrorismo” lo hacía en función de la política exterior global del principal actor occidental. Se trata de una importante diferencia, aunque se mantiene la cuestión de la (in) seguridad nacional en un alto nivel.
El seguimiento del “libreto” estratégico estadounidense por parte de Europa, que implicó el involucramiento de fuerzas nacionales a miles de kilómetros de los territorios nacionales, ha sido frustrante para Europa en general y para Francia en particular. El experto Olivier Zajec, del Instituto de Conflictos Estratégicos, de París, ha definido en términos categóricos los resultados de dicho seguimiento: “Detrás de las incertidumbres del Elíseo, se encuentra obviamente el pantano afgano. Este fracaso es sobre todo el de una teoría culturalista estadounidense, la ‘contra insurrección con enfoque global’, que amplió demasiado el marco temporal de la ‘estabilización’, confundiendo modos de acción tácticos con una política, moralizando en exceso los objetivos de la guerra y cerrándose por esa misma razón a cualquier salida digna. Lo cierto es que esta derrota del pensamiento estratégico, que inmovilizó a cien mil hombres en un teatro de operaciones durante diez años sin un objetivo final alcanzable, no hace desaparecer ‘ipso facto’ la necesidad de intervenciones de estabilización o de mediación, como lo demuestra Malí”.
Otros franceses han sido menos cuidadosos en sus críticas. En su incisivo trabajo sobre los contrariedades que ha significado el “sarkozismo” para Francia, el siempre vigente Emmanuel Todd ha afirmado que “Con sus amenazas de bombardeos selectivos al Golfo Pérsico y a Afganistán, Sarkozy ha puesto en acción su incompetencia diplomática: transformar a los soldados franceses en refuerzos del ejército estadounidense sólo puede arruinar la posición de nuestro país en el mundo. El planeta no tiene ninguna necesidad de una Francia obediente, de una potencia media que, conforme a la teoría diplomática, deja de existir al alinearse con una potencia dominante”.
Por último, el regreso de Francia a la OTAN tampoco ha implicado cambio alguno en relación con la estrategia que desde el mismo final de la Guerra Fría Estados Unidos llevó adelante ante el “Estado continuador” de la URSS, la Federación Rusa; en buena medida, ello explica la compleja situación de la relación entre Europa y Rusia por la crisis en Ucrania.
También en esta cuestión Europa terminó siguiendo una geopolítica no propia, y tampoco Francia, que siempre defendió el entendimiento con Moscú, particularmente durante la presidencia de Chirac, intentó que Europa quedara siquiera algo desmarcada en una situación centralmente basada en una concepción estratégica que  maximizó el poder no precisamente de los socios europeos.
Más aún, la relación con Rusia no se deterioró a partir de los acontecimientos de Ucrania sino a partir del momento que la intervención militar de la OTAN en Libia, habilitada gracias a que Francia impulsó las resoluciones en el Consejo de Seguridad de la ONU, modificó su propósito inicial dirigido a proteger al pueblo libio y acabó apoyando a las fuerzas que combatían al régimen, situación que fue crucial para que posteriormente Rusia no estuviera dispuesta a apoyar la injerencia internacional en Siria.
En suma, sin duda que el mundo ha cambiado y posiblemente hoy ya no tiene sentido celosos planteamientos nacional-soberanos como los que realizara Charles de Gaulle, cuando intento preservar algo de grandeza nacional tras la guerra y luego de los fracasos militares en los años cincuenta. Acaso el estadista haya alcanzado más que ello puesto que por un largo tiempo logró que un actor de talla media como Francia desempeñara un papel sin duda exagerado.
Sin embargo, la predominancia estadounidense en (o sobre) Europa se ha mantenido más allá de la Guerra Fría, y en buena medida ello se debe a la impotencia de Europa para fijar y ejecutar políticas que gradualmente la distancien de su condición de subordinación estratégica o, para decirlo menos peyorativamente, de “potencia civil” (por cierto, una categoría irrelevante -cuando no inexistente- en las relaciones interestatales).
Se esperaba que el regreso de Francia al comando estratégico coadyuvara a ese propósito estratégico mayor. Pero no sólo que ello no ha ocurrido, sino que la propia Francia parece consentir aquella condición, realidad que implica que Europa continuará desplegando recursos y capacidades pero sin geopolítica propia, es decir, definiendo de modo insuficiente o erróneo sus objetivos, involucrándose en sitios donde no estén en juego sus intereses y corriendo los riesgos que ello acarrea.


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terça-feira, janeiro 27, 2015

Herida abierta de la historia: ¿Quién liberó la 'fábrica de la muerte' de Auschwitz?

El 27 de enero de 1945 fue liberado por el Ejército Rojo el campo de concentración de Auschwitz, cuya historia nunca ha causado desacuerdos o discusiones hasta que la semana pasada el canciller polaco, Grzegorz Schetuna, declarara que Auschwitz fue liberado por los ucranianos desatando una gran polémica. Lo más correcto sería hacer la vista gorda a esta declaración o atribuirla a la falta de conocimientos históricos siempre y cuando la historia no doliera tanto.
Transportan a los primeros prisioneros al campo de concentración. Ria Novosti. Transportan a los primeros prisioneros al campo de concentración.
Según documentos desclasificados, a principios de 1943 el 64,6% del personal de las divisiones de fusileros soviéticos eran rusos, el 11,8% eran ucranianos. En 1944, cuando la mayor parte de la República Socialista Soviética de Ucrania fue liberada, el porcentaje cambió un poco: había un 58,3% de rusos y un 22,2% de ucranianos. En general, si hablamos de las bajas entre diferentes nacionalidades, se trata del 66,4% de rusos y un 15,9% de ucranianos.
Los rusos fueron el único pueblo entre los principales de la URSS, donde la proporción de los soldados fallecidos fue significativamente mayor que la proporción del grupo étnico en la población de la URSS. Pues, según un censo, la población de los rusos en 1939 ascendía a 99.591.520 de personas (el 58,39% de la población de la URSS), mientras que el porcentaje de los rusos fallecidos asciende al 66,40% de un número total de los soldados soviéticos fallecidos.
Las cifras hablan por sí mismas: más de la mitad del Ejército Rojo estaba compuesto por rusos, mientras que los ucranianos llegaban a una cuarta parte. De ninguna manera quiero disminuir el papel de los ucranianos en la lucha contra el fascismo, solo quiero enfatizar que en aquel entonces se trataba de una invencible amistad de los pueblos, cuando codo a codo los rusos luchaban junto con ucranianos, bielorrusos, armenios, georgianos, kazajos, uzbekos y decenas de otros pueblos. Parece que de lo que se olvida el ministro polaco es el hecho de que durante la Segunda Guerra Mundial miles de ucranianos formaron parte del Ejército Insurgente Ucraniano que colaboraba con los fascistas alemanes y que exterminó a centenares de miles de polacos. 

"Polonia ha olvidado muchas cosas"

Cuando el 27 de enero de 1945 los soldados del Ejército Rojo entraron en Auschwitz, Iván Martýnuskin fue uno de los primeros que vio el infierno que representaba el campo de concentración."Ellos vivían en un infierno, bajo la amenaza constante de la muerte. Estaban cansados, agotados. Pero en sus ojos se veía una alegría. La alegría de la liberación, la alegría de que ese infierno había terminado", recuerda el veterano.
Sacos con el pelo de las mujeres quemadas.  Ria Novosti/ Yudin. Sacos con el pelo de las mujeres quemadas
"Cuando vimos hornos, el primer pensamiento fue que era un crematorio. Que la gente se moría, y en lugar de enterrar los cuerpos, los quemaban. Nunca se nos habría ocurrido que los hornos fueron construidos para matar a la gente. Era parte de la destrucción sistemática", agrega.
Leonti Brant, unos de los libertadores del campo de concentración, relata: "Había un montón de plantas de zapatos de soldados, de zapatos masculinos y de botas femeninas, así como de zapatillas infantiles. Había un montón de pelo, sobre todo de mujeres. Los sacos estaban llenos de piel humana".
Zapatos de los prisioneros del campo de concentración Ria Novosti. Zapatos de los prisioneros del campo de concentración
El veterano Mijaíl Kabanov también fun uno de los libertadores de Auschwitz. "¡Qué asco!", comentó sobre las palabras del ministro polaco. "Es un verdadero insulto", enfatizó. El veterano explica que el primer frente ucraniano que entró en el campo de concentración fue una unidad militar del Ejército Rojo y que al principio se llamaba Frente de Vorónezh, luego Frente de Briansk y recién luego Frente Ucraniano. "Por supuesto, había ucranianos también, luchábamos todos juntos. Los polacos han olvidado muchas cosas. Han olvidado que 600.000 ciudadanos soviéticos murieron durante la liberación de Polonia de los nazis", agrega.

Campo de la muerte

Auschwitz es el lugar donde fueron cometidos más asesinatos en masa en la historia de la humanidad. Según diferentes fuentes, en Auschwitz han muerto de 1 millón a 4 millones de personas. Los prisioneros fueron asesinados en los crematorios, fallecieron debido a las condiciones inhumanas de trabajo, hambre, frío, epidemias o experimentos médicos.
El banco para las ejecuciones Ria Novosti. El banco para las ejecuciones
De 1.300.000 de los reclusos de Auschwitz casi 234.000 eran niños. El día de la liberación del campo de concentración quedaban sólo 611 niños. El destino de todos los recién nacidos era trágico: los ahogaban y tiraban sus cuerpos a la calle.
Niños en el campo de Auschwitz Ria Novosti/ Fishman. Niños en el campo de Auschwitz
En el momento de la liberación del campo de concentración, además de los niños, ahí se encontraban sólo 2.500 adultos. Pero ahora para algunos políticos es, al parecer, más importante atribuir la contribución de la hazaña más a unos que a otros en vez de honrar la memoria de las víctimas y decir mil gracias a los pocos veteranos del Ejército Rojo que están vivos. Lamentablemente, algunos, en busca de la defensa de sus ideales políticos, optan por 'pisar' los corazones valientes de los soldados abriendo las heridas aún no cicatrizados de la historia.
La llamada 'puerta de la muerte' de Auschwitz-Birkenau Reuters. La llamada 'puerta de la muerte' de Auschwitz-Birkenau 

domingo, janeiro 11, 2015

Je ne suis pas Charlie (Eu não sou Charlie)

Não me identifico com a representação degradante e 'caricatural' que Charlie Hebdo faz do mundo islâmico com toda a carga racista e colonialista. 

 

 

Começo esclarecendo, antes de mais nada, que considero uma atrocidade o ataque às redações da revista satírica Charlie Hebdo em Paris e que não acredito, em qualquer circunstância, ser justificável transformar um jornalista, por mais duvidosa que seja sua qualidade profissional, em um objetivo militar. O mesmo é válido na França, assim como na Colômbia ou na Palestina. Tampouco me identifico com qualquer fundamentalismo, nem cristão, nem judeu, nem muçulmano, nem tampouco com o bobo-secularismo afrancesado, que considera a sagrada “République” uma deusa.
Faço esses esclarecimentos necessários porque, por mais que insistam os gurus da alta política que na Europa vivemos em uma “democracia exemplar” com “grandes liberdades”, sabemos que o Grande Irmão nos vigia e que qualquer discurso que fuja à cartilha é castigado duramente. Mas não acredito que censurar o ataque contra a Charlie Hebdo seja sinônimo de celebrar uma revista que é, fundamentalmente, um monumento à intolerância, ao racismo e à arrogância colonial.
Milhares de pessoas, compreensivelmente afetadas por esse atentado, fizeram circular mensagens em francês dizendo “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), como se esta mensagem fosse o último grito em defesa da liberdade. Pois então, eu não sou Charlie. Não me identifico com a representação degradante e “caricatural” faz do mundo islâmico em plena época da chamada “guerra contra o terror”, com toda a carga racista e colonialista que isso traz. Não posso ver com bons olhos essa constante agressão simbólica que tem como contrapartida uma agressão física e real, mediante os bombardeios e ocupações militares a países pertencentes a esse horizonte cultural.
Tampouco posso ver com bons olhos essas caricaturas e seus textos ofensivos quando os árabes são um dos setores mais marginalizados, empobrecidos e explorados da sociedade francesa, tendo recebido historicamente um trato brutal: não me esqueço de que no metrô de Paris, no começo dos anos 60, a polícia massacrou a pauladas 200 argelinos por demandar o fim da ocupação francesa em seu país, algo que já havia deixado um saldo estimado de um milhão de “incivilizados” árabes mortos.
Não se trata de inocentes caricaturas feitas por livres pensadores, mas sim de mensagens produzidas pelos meios de comunicação de massas (sim, ainda que se coloque como alternativa, Charlie Hebdo pertence aos meios de massas) carregadas de estereótipos e ódios, que reforçam um discurso que entende os árabes como bárbaros aos quais é preciso conter, desaraigar, controlar, reprimir, oprimir e exterminar.
Mensagens cujo propósito implícito é justificar as invasões a países do Oriente Médio assim como as múltiplas intervenções e bombardeios que, pelo o Ocidente, são orquestradas em defesa da nova partilha imperial. O ator espanhol Willy Toledo disse, em uma declaração polémica – por apenas evidenciar o óbvio –, que “O Ocidente mata todos os dias. Sem fazer barulho”. E isso é o que Charlie e seu humor negro ocultam sob a forma de sátira.
Não me esqueço do número 1099 da Charlie Hebdo, na qual se banalizava o massacre de mais de mil egípcios por uma brutal ditadura militar, que tem o consentimento da França e dos EUA, mediante uma uma capa que diz algo como: “Matança no Egito. O Corão é uma merda: não detém as balas”. A caricatura era a de um homem muçulmano todo furado, enquanto se protegia com o Corão. Haverá quem ache isso engraçado. Também, na sua época, os colonos ingleses na Terra do Fogo acreditavam que era engraçado tirar fotografias junto com indígenas que eles haviam “caçado”, com amplos sorrisos, espingarda na mão, e com o pé sobre o cadáver sangrento ainda quente.
Em vez de engraçada, essa caricatura me parece violenta e colonial, um abuso da tão fictícia como manipulada liberdade de imprensa ocidental. O que aconteceria se eu fizesse agora uma revista cuja capa dissesse o seguinte: “Matança em Paris. Charlie Hebdo é uma merda: não detém as balas” e fizesse uma caricatura do falecido Jean Cabut perfurado com uma cópia da revista em suas mãos? É claro que seria um escândalo: a vida de um francês é sagrada. A de um egípcio (ou a de um palestino, iraquiano, sírio etc.) é material “humorístico”. Por isso, não sou Charlie, pois para mim a vida de cada um dos egípcios perfurados é tão sagrada como a de qualquer desses caricaturistas hoje assassinados.
Já sabemos o que vem de agora em diante: haverá discursos para defender a liberdade de imprensa por parte dos mesmos países que em 1999 deram a bênção ao bombardeio da OTAN, em Belgrado, da estação de TV Pública sérvia por chamá-la de “o ministério de mentiras”; que se calaram quando israel bombardeou em Beirute a estação de TV AL-Manar em 2006; que se calam diante dos assassinatos de jornalistas críticos colombianos e palestinos. Logo, da bela retórica pró-liberdade virá a ação liberticida: mais macartismo dito “antiterrorismo”, mais intervenções coloniais, mais restrições a essas “garantias democráticas” em vias de extinção, e, é claro, mais racismo.
A Europa se consome em uma espiral de ódio xenófobo, de islamofobia, de antissemitismo (os palestinos são semitas, de fato) e este ambiente se faz cada vez mais irrespirável. Os muçulmanos já são os judeus do século XXI na Europa, e os partidos neonazistas estão se fazendo novamente respeitáveis 80 anos depois graças a este repugnante sentimento. Por tudo isso, em que pese a repulsa que me causam os ataques de Paris, Je ne suis pas Charlie

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Guerra entre fundamentalismos-tariq ali

Sacralizar um jornal satírico que dirige ataques a vítimas da islamofobia é quase tão tolo quanto justificar os atos de terror contra a publicação
Foi um acontecimento terrível. Foi repudiado em muitas partes do mundo e de maneira mais veemente por cartunistas de países árabes e de outros lugares. Os arquitetos dessa atrocidade escolheram seus alvos com bastante cuidado. Eles sabiam muito bem que tal ato criaria o maior dos horrores.
Foi a qualidade, não a quantidade que eles procuravam. Eles não dão a mínima para o mundo dos incrédulos. Como Kirilov em "Os Demônios", romance de Dostoiévski, eles pensam que "se Deus não existisse, tudo seria permitido".
Ao contrário dos inquisidores medievais da Sorbonne, eles não têm a autoridade legal e teológica para assediar livreiros ou donos de gráficas, proibir livros ou torturar escritores, de modo que se sentem livres para dar um passo além.
E os soldados de infantaria? As circunstâncias que atraem homens e mulheres jovens para esses grupos não são escolhidas por eles, mas pelo mundo ocidental no qual vivem --ele próprio é resultado de longos anos de domínio colonial.
Os terroristas que realizaram o massacre no semanário satírico "Charlie Hebdo", em Paris, na quarta-feira (7), gritavam "Deus é grande". Não faço ideia se eles acreditavam que tinham sido acolhidos por Deus ou que estavam a mando dele, mas o que sabemos é que os dois irmãos parisienses --Chérif e Said Kouachi-- eram maconheiros cabeludos que viram imagens da Guerra do Iraque, em 2003, e, em particular, das torturas na prisão de Abu Ghraib e dos assassinatos a sangue frio de iraquianos em Fallujah.
Esses rapazes buscaram conforto na mesquita. Foram recrutados por radicais islâmicos que viram na "guerra ao terror" do Ocidente uma oportunidade de ouro para recrutar jovens tanto no mundo muçulmano como nos guetos da Europa e da América do Norte.
Enviados primeiro ao Iraque para matar americanos e, mais recentemente, à Síria (com a conivência do Estado francês?) a fim de derrubar Bashar al-Assad, eles foram ensinados a utilizar armamentos de forma eficaz. De volta à Europa, colocaram em prática os seus conhecimentos. Eram perseguidos e o semanário representava seus perseguidores. Deixar o horror nos cegar para essa realidade seria miopia.
O "Charlie Hebdo" nunca escondeu o fato de que continuaria provocando os muçulmanos com blasfêmias ao profeta. A maior parte dos muçulmanos estava com raiva, mas ignorou os insultos.
Para a publicação, era uma defesa dos valores seculares republicanos contra todas as religiões. O semanário atacava ocasionalmente o catolicismo, dificilmente --ou nunca-- o fazia contra o judaísmo, mas concentrou sua ira sobre o islã.
A secularidade francesa de hoje significa, essencialmente, qualquer coisa que não é islâmica. Defender o direito de publicar o que quiserem, independentemente das consequências, é uma coisa, mas sacralizar um jornal satírico que dirige ataques regulares àqueles que já são vítimas de uma islamofobia desenfreada nos EUA e na Europa é quase tão tolo quanto justificar os atos de terror contra a publicação.
A França tem leis para restringir liberdades se há alguma suspeita de que elas possam causar agitação social ou violência. Até agora elas têm sido usadas para proibir apenas as aparições públicas do comediante francês Dieudonne por causa de piadas antissemitas e proibir manifestações pró-palestinos.
Mas isso não é visto como algo problemático por uma maioria de franceses que chia bem alto. Também não houve vigílias pela Europa quando se soube há alguns meses que foi utilizada tortura contra prisioneiros muçulmanos entregues à CIA por países europeus.
Há um pouco mais que sátira em jogo. O que estamos testemunhando é um conflito entre fundamentalismos rivais, cada um mascarado por diferentes ideologias.
A economia política da Europa está confusa e, na ausência de uma alternativa real ao capitalismo (não apenas ao neoliberalismo), o vácuo político vai crescer e novas forças emergem na luta pelo poder.
A extrema direita está em ascensão na França. Marine Le Pen está na vanguarda, liderando as pesquisas para a próxima eleição presidencial, sempre relacionando os recentes acontecimentos à imigração desenfreada e dizendo que ela sempre havia alertado para isso.
Que pena que o filme de Gilli Pontecorvo "A Batalha de Argel" (1966) ainda tenha que ser visto em Marselha. Algumas liberdades são claramente mais preciosa que outras.


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tariq ali é um jornalista e escritor paquistanes, autor do libro "confronto de fundamentalismos"