musica con sentido e sentimiento

domingo, fevereiro 07, 2016

O Cinema como Instrumento de Idiotização em Massa

A indústria cinematográfica norte-americana em geral, grande lixo cultural, faz apologia das drogas, da violência, da pornografia, do individualismo, do consumismo artificial e do poderio bélico norte-americano, configurando-se também forte arma imperialista dos Estados Unidos, tudo isso recheado de mensagens subliminares entre as mais explícitas, que não são poucas e em nada primam pela discrição.
Apoiado pelo Departamento de Defesa do país que, através de contrato restritivo, orienta e apoia materialmente a produção de diversos filmes de Hollywood, o cinema é justamente um dos três maiores símbolos do American Way of Life, isto é, o Estilo de Vida Norte-Americano. E a história de Hollywood, principal indústria do cinema dos Estados Unidos e do mundo, é tão suja quanto àquilo que se propõe a vender ao mundo

O surto do cinema iniciou-se nos anos de 1920 nos próprios Estados Unidos, que viviam os Frenetic Dancing Days, isto é, Dias de Dança Frenética. Tal metáfora, auto-definida pela sociedade local, deveu-se ao fato de que, emergidos da I Guerra Mundial como uma das grandes potências globais, os Estados Unidos gozavam de prosperidade que, até a Grande Depressão Econômica de 1929, parecia inesgotável e sem limites: a ordem era produzir e consumir cada vez mais, contrastando a situação do restante do mundo, de quem o país havia se isolado sob todos os aspectos. 

Foi deste modo que, aos novos produtores da cultura imperante, não importava nada do que continha fora de suas fronteiras pois os Estados Unidos, acreditavam, estavam destinados por Deus a salvar o planeta com sua cultura e a civilização do American Way of Life (crença esta que perdura até hoje, justificando até suas guerras não apenas entre norte-americanos, mas também entre as sociedades-fantoche de Tio Sam).
Neste contexto, junto do carro e do rádio o cinema obteve crescimento avassalador naqueles anos, e no final da década uma média de 100 milhões de norte-americanos frequentavam, semanalmente, os cinemas. Em todo o mundo, se conhecia os grandes ídolos do cinema dos Estados Unidos e, a partir de então, tal veículo de comunicação passou a impor às sociedades de praticamente todo o planeta, ao longo do século passado até o presente, estilos de moda, consumismo artificial, padrões de beleza, de conduta, políticos entre diversas outras imposições de acordo com o "messiânico"American Way of Life.
Contemporâneos piratas, de terno e gravata
Contudo, confirmando o velho e manjado vezo popular que "o que começa errado termina errado", Hollywood possui uma história que está à altura exata do que produz até hoje nas sociedades mundiais. No livro Cultura Livre, Lawrence Lessig mostra que, apoiada pelo governo local, a gigante das filmagens nasceu da pirataria que, aliás, não é exceção à regra nos negócios norte-americanos. Veja uma passagem do livro de Lessig (citada no jornal A Nova Democracia de dezembro de 2008):
"A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas fugitivos. Os criadores e diretores migraram da Costa Leste para a Califórnia no começo do século 20, em parte para escapar do controle que as patentes ofereciam ao inventor do cinema, Thomas Edison. 

"Esses controles eram exercidos através de um truste monopolizador, a Companhia de Patentes da Indústria Cinematográfica, e eram baseadas na propriedade intelectual de Thomas Edison - patentes. Edison formou a MPPC (Motion Pictures Patents Company, ou Companhia de Patentes de Filmes de Movimento) para exercer os direitos que a sua propriedade intelectual lhe dava, e a MPPC era bem séria sobre o controle que exigia.

"Como um comentarista cita em uma situação dessa história: '(...) Os independenteseram companhias como a Fox. E de forma semelhante ao que acontece atualmente, esses independentes foram duramente enfrentados. As filmagens eram paralisadas pelo roubo de equipamentos, e acidentes resultavam na perda de negativos, equipamento, prédios e algumas vezes até mesmo de vidas'.

"Isso levou os independentes a fugir da Costa Leste. A Califórnia era remota o suficiente do alcance de Edison para que esses cineastas pirateassem suas invenções sem medo da lei. E os líderes do cinema de HollywoodFox entre eles, fizeram exatamente isso.

"Claro que a Califórnia cresceu rapidamente, e logo a proteção às leis federais acabou chegando ao oeste. Mas como as patentes davam ao dono delas um monopólio realmente limitado (apenas dezessete anos naquela época), quando suficientes agentes federais apareceram, as patentes haviam expirado. Uma nova indústria nasceu, em parte por causa da pirataria da propriedade intelectual de Edison."
Departamento de Defesa dos EUA: "É nosso interesse participar da produção de filmes"
A fim de exaltar a superioridade militar do Estados Unidos, de favorecer a política local de recrutamento, exercer censura e passar a ideia de que a guerra é uma solução necessária, o Departamento de Estado do país participa diretamente da produção de muitos filmes desde o nascimento do cinema, exercendo sempre papel fundamental em suas empreitadas militares: cineastas, visando economizar, procuram a ajuda do Pentágono que lhes fornece imagens de arquivo, assessoria técnica, acesso a equipamentos de última geração, autorização para filmar em instalações militares etc.
Em troca, os produtores de Hollywood submetem seu trabalho aos escritórios do Pentágono responsáveis em auxiliar as produções cinematográficas militares, cujos termos estão inscritos em contrato restritivo, que diz: 

""A produção deverá ajudar os programas de recrutamento das Forças Armadas.

"(...) A companhia produtora consultará o Departamento de Defesa para todas as cenas militares durante a preparação, filmagem e montagem". Segundo Philip Strub, assessor especial de mídia e entretenimento do Departamento de Defesa, "é nosso interesse participar da produção de filmes" (fonte: Victor Battaggion, em Hollywood a Serviço do Pentágono, no seguinte sítio:
Em 1917, quando os EUA entraram na I Guerra Mundial, o Comitê de Informação ao Público do então presidente Wodroow Wilson contou com o auxílio da indústria do cinema, a fim de produzir filmes que gerassem apoio à "batalha norte-americana" junto à sociedade. 

O pacto entre o governo do país e o cinema cresceu durante a II Guerra Mundial, através da ampla propaganda fornecida por Hollywood e, após esta que foi a guerra mais devastadora da história da humanidade, Washington retribuiu com enormes subsídios à maior indústria cinematográfica do globo, com verbas especiais do Plano Marshall (bilhões de dólares despejados nos países europeus a fim de trazê-los para o lado dos EUA em sua Guerra Fria com a ex-União Soviética) e persuasão para abrir mercados europeus resistentes.

Desde a segunda metade do século XX, Hollywood tem tratado de ridicularizar o povo árabe e persa, além de colocá-los como potencialmente terroristas bem como a religião predominante deles, o Islã, a fim de justificar também as imperialistas, sucessivas e sangrentas ocupações militares de seus padrinhos da Casa Branca no norte da África e Oriente Médio, região mais rica em petróleo do mundo.
Mais recentes evidências dessa podre parceria de sucesso, corrupta aliança histórica entre a Casa Branca e Hollywood, são os filmes Zero Dark, que passa a ideia de que os métodos de tortura praticados pela CIA, sob os governos de George Bush filho (2001-2009) e Barack Obama hoje, ajudaram a capturar Osama bin Laden (paupérrima história mesmo na vida real), e Argo, o qual repete a velha propaganda cinematográfica colocando o mundo islamita como terrorista e carente da intervenção messiânica dos EUA.
No caso particular de Argo, trata do Irã, motivo de obsessão invasora dos tomadores de decisão de Washington desde que a Revolução Iraniana de 1979 derrubou o presidente xá Reza Pahlevi, pró-Ocidente, e nacionalizou o petróleo.

Pois tal produção trata exatamente dos primeiros anos daquela revolução e, não por coincidência, Argo foi vencedor do Oscar' 2013, prêmio entregue pessoalmente pela primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, ao diretor Ben Affleck.
Do imperialismo nas telas do cinema à contracultura norte-americana na vida real, em abril de 2009 a Embaixada dos Estados Unidos na Síria enviou telegrama secreto revelado por WikiLeaks em abril de 2012, em que a embaixadora-espiã Maura Connelly dizia enquanto o cenário para a tal "Primavera" síria era arquitetada nos bastidores dos porões do poder global:
"A atratividade da cultural dos EUA ainda é um mecanismo poderoso para a mudança da Síria. É revelador que, quando o SARG buscou punir os EUA por seu suposto papel no ataque em Abu Kamal em 26 de outubro de 2008, eles evitavam objetivos políticos mas, ao invés disso, fecharam as três principais fontes da cultura norte-americana em Damasco: o Centro de Cultura Americana (ACC), o ALC e a Escola da Comunidade de Damasco.
"Contar com mais programação cultural, mais programas com alto-falante e o IV programa de intercâmbio, continuam sendo nossas melhores ferramentas para ter um efeito direto sobre a sociedade civil" (tradução exclusiva desse telegrama ao português, que inclui injeção secreta de 12 bilhões de dólares por parte de Washington de 2005 a 2010 para instalação de canal de TV via satélite a ser transmitida dentro da Síria, aqui
Vamos ao cinema ou comer pipoca?
Quanto à barbárie cultural do cinema ao longo de todos estes anos, na era do lucro não importando como e nem para quê, uma boa evidência do fato de que ele se propõe a alienar as pessoas, além de todas as evidências nas próprias telas, são as citações de E. J. Epstein, autor do livro O Grande Filme, reproduzindo a filosofia cultural de um executivo de cinema estadunidense (citado por Emir Sader no artigo Vamos ao Cinema ou Comer Pipoca?, na revista Caros Amigos):

"'O segredo para uma boa cadeia de multiplexes bem sucedida está naquela porção extra de sal acrescentada à pipoca', disse o executivo. A alta produtividade de pipoca produz grande quantidade com uma porção relativamente pequena de grãos - favorece esses ganhos.

"Por isso projetam as novas salas para que os espectadores passem antes pela lanchonete: 'Nosso negócio se baseia na movimentação das pessoas. Quanto mais pessoas conseguimos fazer passar pela pipoca, mais dinheiro ganhamos', afirmou um dono de cinema norte-americano. Ele caracteriza o porta-copo em cada cadeira das salas como 'a inovação tecnológica mais importante desde a sonorização'(!). Daí o peso essencial que o público jovem tem, como consumidor concentrado de pipoca e refrigerantes.

"A economia política da pipoca, que comanda a indústria cinematográfica, influencia até na extensão dos filmes. Os muitos longos - de mais de 128 minutos - diminuem uma sessão diária e, com isso, o consumo de pipoca, sal e refrigerante."

Emir Sader conclui sua matéria: "Difícil seguir chamando de arte o cinema - pelo menos o estadunidense, submetido á lógica da pipoca". Acrescente-se a isso a lógica da imposição de valores e a pilhagem da riqueza alheia
Hollywood e cigarro: Macabra e bilionária parceria de sucesso
Em seu livro O Cigarro (2001, Publifolha, 88 pp.), o jornalista Mario Cesar Carvalho evidencia que a indústria do cigarro não apenas sabia, desde a década de 1950 (anos em que o fumo foi amplamente difundido como jamais antes na história se transformando em "coqueluche" mundial, grande ícone da moda vendido pela publicidade e pelas telas do cinema norte-americano), que o que ela produzia causava câncer, como também foi apoiada justamente por Hollywood para esconder tal fato das sociedades mundiais até os anos de 1990, enquanto colocavam (assim como fazem ainda hoje em grande medida) o cigarro como expressão de liberdade, imponência, contemplação de novos horizontes, muito charme e, paradoxalmente com um sopro macabro de saúde (!).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no século XX o cigarro, "droga lícita" segundo os governos ocidentais, matou mais de 100 milhões de pessoas e mata atualmente 3,5 milhões de pessoas no mundo ao ano. De acordo com pesquisas doAtlas do Tabaco lançado pela Sociedade Americana do Câncer e pela Fundação Mundial do Pulmão, apenas em 2010 o tabagismo levou à óbito 6 milhões de pessoas em todo o mundo, com tudo isso se configurando o cigarro na maior causa de mortes evitáveis na história da humanidade - sob as bênçãos de Hollywood rendendo, assim, bilhões de dólares à indústria do tabaco, da publicidade, aos governos (por meio dos impostos) e, é claro, à própria Hollywood.
E formar idiotas por quê?
A esperteza que levou os piratas à Califórnia permanece na indústria do cinema hoje, que não receberia apoio direto do Estado norte-americano para investir bilhões e bilhões de dólares em tanta fezes moral e intelectual, caso não houvesse bons motivos para isso, os quais vão muito além dos exorbitantes lucros conforme vimos.
A mais eficiente arma para as forças corruptas de dominação seguirem ganhando terreno, mentes e corações se dá através da aniquilação da cultura e do senso crítico (*), sendo que tal supressão, muitas vezes de maneira sutil, é via de regra na história imperialista mundial, e sua prática é nata em qualquer indivíduo com mentalidade reacionária. 

À "civilização" norte-americana e sua política coercitivo-expansionista, por sua vez, é fundamental que as sociedades (inclusive a sua) estejam idiotizadas, excluindo delas a necessidade de pensar, de questionar e de ter memória, submetendo a tudo e a todos aos princípios "superiores" e "salvadores" dos Estados Unidos.

Rambo foi produzido no início da década de 1980 para cicatrizar as feridas norte-americanas da vexatória derrota no Vietnã em 1973, na qual foram usadas pelos Estados Unidos até bombas químicas (o agente laranja, caracterizando crime de guerra).

E quando o país mal havia  se recuperado moralmente dessa derrota, os escândalos de corrupção envolvendo os presidentes Richard Nixon (1969-1974) e Ronald Reagan (1981-1989), somados à derrota no Irã em 1979, configuraram-se em outros duros golpes que colocaram definitivamente em xeque a democracia do país perante o mundo. Desses seguidos vexames veio o herói-justiceiro do cinema.

Pois Rambo, escolhido com toda sua robustez justamente para passar ao mundo uma imagem de poder dos Estados Unidos, é um personagem "artístico" que representa bem a rapinagem que só cresce naquele país, bem como a estatura intelectual e moral, e a truculência dos Estados Unidos, tanto dentro do país quanto em sua política externa.
Mas você não precisa ser o que querem que você seja

Nunca houve tanto conhecimento científico e tecnológico, nem nunca houve tanta informação e em tempo real como hoje, assim como nunca também o ser humano esteve tão afastado da realidade e da sua própria existência, quanto atualmente.

A violência, a corrupção, a alienação como instrumento de dominação psicológica, a fome, a degradação ambiental e as guerras só aumentam e as sociedades não só não questionam como mal percebem tudo isso, havendo uma consequente inversão de valores: assiste-se telenovela como se fosse real, e o real como se fosse telenovela.

Diante dessa barbárie cultural e moral, se for o caso reconsidere profundamente ideias e costumes ainda que estes sigam a corrente predominante: siga sua consciência e suas paixões, não aquilo que impõem a você muitas vezes de maneira sutil, com aspecto sedutor mas mofado e escravizante na essência. Mude de canal, troque o DVD, renove a programação com os amigos, preserve sua cultura como o patrimônio mais precioso que possui.
Biografia:
Edu Montesanti é professor de idiomas, autor de Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror" (Scortecci Editora, 2012), colaborador do Diário Liberdade (Galiza), de Truth Out (Estados Unidos), tradutor do sítio na Internet das Abuelas de Plaza de Mayo (Argentina), da ativista pelos direitos humanos, escritora e ex-parlamentar afegã, Malalaï Joya, ex-articulista semanal do Observatório da Imprensa(Brasil), e editor do

 www.edumontesanti.skyrock.com



 http://port.pravda.ru/mundo/27-01-2016/40261-historia_hollywood-0/

sábado, dezembro 19, 2015

discurso de evo em europa-2013


en el tema Bolivia•Exposición del Presidente Evo Morales ante la reunión de Jefes de Estado de la Comunidad Europea (06/30/2013).Con lenguaje simple, que era trasmitido en traducción simultánea a más de un centenar de Jefes de Estado y dignatarios de la Comunidad Europea, el Presidente Evo Morales logró inquietar a su audiencia cuando dijo:

Aquí pues yo, Evo Morales, he venido a encontrar a los que celebran el encuentro.Aquí pues yo, descendiente de los que poblaron la América hace cuarenta mil años, he venido a encontrar a los que la encontraron hace solo quinientos años.

Aquí pues, nos encontramos todos. Sabemos lo que somos, y es bastante. Nunca tendremos otra cosa.

El hermano aduanero europeo me pide papel escrito con visa para poder descubrir a los que me descubrieron. El hermano usurero europeo me pide pago de una deuda contraída por Judas, a quien nunca autoricé a venderme.

El hermano leguleyo europeo me explica que toda deuda se paga con intereses aunque sea vendiendo seres humanos y países enteros sin pedirles consentimiento. Yo los voy descubriendo. También yo puedo reclamar pagos y también puedo reclamar intereses. Consta en el Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo y firma sobre firma, que solamente entre el año 1503 y 1660 llegaron a San Lucas de Barrameda 185 mil kilos de oro y 16 millones de kilos de plata provenientes de América.

¿Saqueo? ¡No lo creyera yo! Porque sería pensar que los hermanos cristianos faltaron a su Séptimo Mandamiento.

¿Expoliación? ¡Guárdeme Tanatzin de figurarme que los europeos, como Caín, matan y niegan la sangre de su hermano!

¿Genocidio? Eso sería dar crédito a los calumniadores, como Bartolomé de las Casas, que califican al encuentro como de destrucción de las Indias, o a ultrosos como Arturo Uslar Pietri, que afirma que el arranque del capitalismo y la actual civilización europea se deben a la inundación de metales preciosos!

¡No! Esos 185 mil kilos de oro y 16 millones de kilos de plata deben ser considerados como el primero de muchos otros préstamos amigables de América, destinados al desarrollo de Europa. Lo contrario sería presumir la existencia de crímenes de guerra, lo que daría derecho no sólo a exigir la devolución inmediata, sino la indemnización por daños y perjuicios.

Yo, Evo Morales, prefiero pensar en la menos ofensiva de estas hipótesis.

Tan fabulosa exportación de capitales no fueron más que el inicio de un plan ‘MARSHALLTESUMA”, para garantizar la reconstrucción de la bárbara Europa, arruinada por sus deplorables guerras contra los cultos musulmanes, creadores del álgebra, la poligamia, el baño cotidiano y otros logros superiores de la civilización.

Por eso, al celebrar el Quinto Centenario del Empréstito, podremos preguntarnos: ¿Han hecho los hermanos europeos un uso racional, responsable o por lo menos productivo de los fondos tan generosamente adelantados por el Fondo Indoamericano Internacional?Deploramos decir que no.

En lo estratégico, lo dilapidaron en las batallas de Lepanto, en armadas invencibles, en terceros reichs y otras formas de exterminio mutuo, sin otro destino que terminar ocupados por las tropas gringas de la OTAN, como en Panamá, pero sin canal.

En lo financiero, han sido incapaces, después de una moratoria de 500 años, tanto de cancelar el capital y sus intereses, cuanto de independizarse de las rentas líquidas, las materias primas y la energía barata que les exporta y provee todo el Tercer Mundo.

Este deplorable cuadro corrobora la afirmación de Milton Friedman según la cual una economía subsidiada jamás puede funcionar y nos obliga a reclamarles, para su propio bien, el pago del capital y los intereses que, tan generosamente hemos demorado todos estos siglos en cobrar.

Al decir esto, aclaramos que no nos rebajaremos a cobrarle a nuestro hermanos europeos las viles y sanguinarias tasas del 20 y hasta el 30 por ciento de interés, que los hermanos europeos le cobran a los pueblos del Tercer Mundo. Nos limitaremos a exigir la devolución de los metales preciosos adelantados, más el módico interés fijo del 10 por ciento, acumulado solo durante los últimos 300 años, con 200 años de gracia.

Sobre esta base, y aplicando la fórmula europea del interés compuesto, informamos a los descubridores que nos deben, como primer pago de su deuda, una masa de 185 mil kilos de oro y 16 millones de plata, ambas cifras elevadas a la potencia de 300. Es decir, un número para cuya expresión total, serían necesarias más de 300 cifras, y que supera ampliamente el peso total del planeta Tierra.

Muy pesadas son esas moles de oro y plata. ¿Cuánto pesarían, calculadas en sangre?

Aducir que Europa, en medio milenio, no ha podido generar riquezas suficientes para cancelar ese módico interés, sería tanto como admitir su absoluto fracaso financiero y/o la demencial irracionalidad de los supuestos del capitalismo.

Tales cuestiones metafísicas, desde luego, no nos inquietan a los indoamericanos.

Pero sí exigimos la firma de una Carta de Intención que discipline a los pueblos deudores del Viejo Continente, y que los obligue a cumplir su compromiso mediante una pronta privatización o reconversión de Europa, que les permita entregárnosla entera, como primer pago de la deuda histórica.



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quarta-feira, setembro 30, 2015

Russia desmacara, intençoes dos gringos no oriente medio e asia.



O problema dos refugiados sírios vinha amadurecendo lenta e continuadamente e teria sido o pretexto perfeito para uma 'intervenção humanitária' comandada pelos EUA ["Bombardear para Proteger"] na Síria.  Mas a Rússia chegou antes, e o róseo plano norte-americano pode ter gorado. - See more at: http://port.pravda.ru/russa/17-09-2015/39487-russia_expoe-0/#sthash.jBOxT7Oi.dpuf



As políticas dos EUA para o Oriente Médio vêm-se mantendo obcecadamente fixas em 'mudança de regime' na Síria há pelo menos uma década, desde a invasão do Iraque em 2003. (A agenda neoconservadora original planejava 'mudar' regimes no Iraque, Irã e Síria, mas deu em nada, quando os campos de matança no Iraque começaram a ditar a geopolítica.)

Não é difícil entender e acreditar que a inteligência russa, sim, pôs fim à trama diabólica dos EUA para criar um fato consumado em solo, na Síria. O pactofaustiano entre Washington e a Turquia e a autorização do presidente Barack Obama para ataques aéreos na Síria (inclusive contra o Exército Árabe Sírio), o frenesi com que Grã-Bretanha e Austrália uniram-se às missões de bombardeios norte-americanos contra a Síria, declarações da OTAN, os incansáveis esforços dos EUA, por baixo dos panos, para minar o trabalho de Moscou para iniciar e pôr em andamento um processo de paz entre os próprios sírios - de todos os lados abundavam os indícios daquele sinistro plano político-militar.

Mas o suspense subiu à estratosfera, quando a inteligência russa entrou claramente em cena. Numa rara cena de 'revelação', domingo à noite, durante entrevista ao canal estatal de televisão - provavelmente pré-arranjada deliberadamente - o ministro de Relações Exteriores da Rússia semeou 'pistas' crucialmente importantes sobre a agenda norte-americana clandestina para a Síria escondida por trás da chamada luta para 'degradar e derrotar' o Estado Islâmico. Disse Lavrov:
  • "Espero não estar cometendo alguma indiscrição, se disser que alguns de nossos contrapartes, membros da coalizão, dizem que às vezes recebem informação sobre as posições de alguns grupos do Estado Islâmico, mas o comandante da coalizão - nos EUA, naturalmente - nunca entende que seja boa hora para atacar.
  • Ou nossos contrapartes norte-americanos, nunca, desde o início, contaram com coalizão muito coesa, ou, na verdade sempre quiseram atingir outros alvos, diferentes dos declarados. A coalizão formou-se de modo muito espontâneo: em apenas uns poucos dias, declararam que estava tudo pronto, alguns países já se haviam unido, e começaram alguns ataques.
  • Quem analise a aviação da coalizão verá coisas bem estranhas. O que suspeitamos é que, à parte os objetivos declarados de dar combate ao Estado Islâmico, há algo mais nos planos da coalizão. Não quero oferecer conclusões precipitadas - ainda não se entende claramente que impressões, informações ou superiores ideias o comandante acalenta - mas há sinais desse tipo e não param de chegar.

Lavrov é diplomata experiente e brilhantíssimo. De modo algum teria feito esses comentários movido por impulso instantâneo. Verdade é que a guerra à distância dos EUA contra a Síria ganhou um toque de terrível beleza.

Lavrov disse aos EUA, polidamente, que desistam de tentar impedir a Rússia de saltar na jugular do Estado Islâmico. E que, se não desistirem, choverá lama na cabeça de Obama.

Em palavras simples, Lavrov sinalizou a Washington que Moscou já sabe sobre o plano dos EUA de meter os terroristas do Estado Islâmico como sua pata de gato, mais dia menos dia, no baixo ventre macio da Rússia na Ásia Central e no norte do Cáucaso.

É claro que a inteligência russa sabe que centenas de combatentes viajaram da Rússia para se unirem ao EI. (De fato, Abu Omar Shishani, checheno étnico, é alto comandante do EI.) Dada essa sombria realidade, Moscou decidiu traçar sua linha vermelha. Concluiu que o EI é ameaça significativa às regiões russas de maioria muçulmana no norte do Cáucaso.

A seriedade com que Moscou está tratando a ameaça incipiente à sua segurança nacional está evidente na decisão do presidente Vladimir Putin de ir à Assembleia Geral da ONU no final desse mês, para fazer conclamação planetária a favor de os países cooperarem para derrotar o EI.

As duas vias paralelas - aprofundar o envolvimento militar na Síria também em solo e abrir uma via diplomática até o pódio da ONU - visam a derrotar a ação dos EUA que tenta repetir a estratégia da guerra fria, de blindar Washington e jogar o Islã militante contra a Rússia.

A diplomacia russa no passado recente trabalhou para desenvolver extensiva rede pelo Oriente Médio muçulmano. O esforço parece ter valido a pena. Interessante: Lavrov praticamente revelou, durante a entrevista pela televisão, ontem, em Moscou, que os aliados regionais dos EUA no Oriente Médio, eles mesmos, também já suspeitam das reais intenções de Washington quanto ao EI. É revelação deveras espantosa.

Lavrov também ergueu outra pontinha do véu, ao fazer saber aos norte-americanos que a inteligência militar russa está não apenas monitorando as operações da força aérea militar norte-americana no Iraque, mas, além disso, já analisou cientificamente os planos de voo dos aviões dos EUA e coisa-e-tal. Em resumo, os russos parecem já ter cacife de inteligência para comprovar algo que os iranianos dizem há muito tempo, a saber - que a aviação norte-americana está regularmente fornecendo suprimentos para o Estado Islâmico.

Fato é que o firme movimento militar russo na Síria colheu Washington de surpresa. A menos que ponha coturnos norte-americanos em solo sírio, as opções de Washington para forçar os russos a recuar são mínimas. Grécia e Irã já fizeram saber aos russos que garantirão direito de trânsito aéreo aos aviões russos em voo para a Síria. (Washington fez de tudo para que Atenas não autorizasse o trânsito dos aviões russos.)

Mas o mais duro golpe que está sofrendo a estratégia norte-americana de contenção contra a Rússia na Síria está vindo da dramática mudança na opinião pública de países europeus, obrigados a lidar com a questão dos refugiados sírios. O sistema de vistos Schengen, que era orgulho e símbolo da União Europeia, foi engavetado do dia para a noite, e reapareceram os postos de controle de fronteira
 (Ver aqui e aqui).

A conclamação feita pela chanceler alemã Angela Merkel de que Europa e Rússia devem cooperar no caso da Síria é sinal claro do que está por vir. Obviamente, Moscou deve estar sentindo que o humor europeu vai-se tornando cada dia mais desfavorável a que os EUA mantenham a estratégia para conter a Rússia - e não só na Síria, como também na Ucrânia (Vide no meu blog Ukraine tensions easing, but EUA won't let go easily [Diminuem as tensões na Ucrânia, mas EUA não admitirão facilmente nenhuma solução].)

O ponto é que os europeus não podem aceitar que estejam sendo convocados pelos EUA para dar conta dos cacos que voam para todos os lados do que restou da estratégia dos EUA de fomentar e insuflar uma guerra civil para derrubar o governo estável e democrático do presidente Bashar Al-Assad na Síria. O presidente Obama tem planos para preparar os EUA para aceitarem quota de 10 mil refugiados sírios no próximo ano - mas é menos que uma gota no oceano, considerando que 4 milhões de pessoas, 1/5 da população síria, foi obrigada a deixar o país desde o início da guerra em 2011.

Tudo isso parece estar-se convertendo no maior desastre de política exterior de toda a presidência de Obama. Os EUA estão presos entre a espada e o paredão. A Rússia dificilmente mudará um passo, apesar dos EUA, porque há interesses centrais da segurança nacional russa envolvidos na luta contra o EI, luta para a qual a Rússia precisa da participação da força militar do governo sírio.

Por outro lado, os aliados regionais dos EUA e os neoconservadores em casa pressionam Obama a 'fazer alguma coisa', ao mesmo tempo em que os aliados europeus já deixaram claro que querem o imediato fim do conflito na Síria.

A única via aberta para os EUA seria detonar, de vez, o EI; e enterrar o projeto de manipular grupos militantes islamistas como se fossem ferramentas naturais das políticas dos EUA na região e recursos para inflar estratégias de contenção contra a Rússia. Mas... cortar na carne da própria carne não há de ser assim tão fácil.
*****
14/9/2015, MK Bhadrakumar, Indian Punchline 
Ler original
 
http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2015/09/14/Rússia-exposes-EUA-hidden-agenda-in-syria/

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T. eagleton y la critica al marxismo en los tiempos de hoy



En un mundo come el actual, caracterizado por una pesante crisis del capitalismo, el libro de Terry Eagleton tiene el mérito de discutir en modo crítico y directo las acusaciones de parte de aquellos  que resondran a Marx de no ser actual. Pero, el momento que estamos viviendo ahora confirma siempre más la verdad y la actualidad de su pensamiento. Eagleton tiene el mérito de acercar a Marx al lector que tiene menos familiaridad con sus reflexiones, atraendo a un público amplio y no solo a un público academico. El plantea primero las acusaciones a Marx y luego responde. Ningún seguidor de Freud piensa que el maestro del psicoanalisis no haya caido en error. El objetivo de Eagleton no es presentar las ideas de Marx como perfectas, sino como posibles.

CAPITOLO SEI


CRITICAN QUE

Marx era un materialista. Credeva que no existía nada más que la materia. No tenía ningún interés en los aspectos espirituales de la humanidad  y consideraba la conciencia del hombre un simple reflejo del mundo material. Su actitud hacia la religión  era de brutal desprecio, y su concepción de la moral se limitaba simplemente al principio según el cual el fin justifica los medios. El marxismo desnuda la humanidad de todo lo precioso que tiene, reduciendo los seres humanos a montones de materia inerte, determinados por el ambiente circundante. Esta imagen deprimente de una humanidad carente de alma tiene un evidente punto de conjunción con las sucesivas atrocidades realizadas por Stalin y por los otros seguidores de Marx.

RESPUESTA

Marx no ha trascurrido muchas noches de insomnio interrogandose si el mundo estuviese hecho de materia, de espíritu o de queso fresco. Ha rechazado con una cierta indignación similares abstracciones metafísicas, considerandolas inutiles conjeturas. Siendo una de las mentes más formidables de la modernidad, Marx se ha mostrado mas bién alergico a las ideas extravagantes. Quién lo considera un frío teórico olvida que él ha sido, entre otras cosas, un autor romantico, desconfiado de lo que es abstracto y apasionado por lo que es concreto y específico. Para Marx, la abstracción tiende a ser simple y anónima; lo concreto, en cambio, para él resulta ser variada y compleja. De este modo, cualquier cosa haya significado para él, de cierto la cuestión del materialismo no ha tenido nada que ver con las discusiones que atañen la naturaleza de la materia del cuál esta compuesto el mundo.



En cambio, para los filósofos iluministas del decimoctavo siglo, el materialismo, ha significado, entre otras cosas, esto, osea: "no existe otra cosa que materia", algunos de los cuales han considerado incluso a los seres humanos simples funciones mecanicas del mundo material. Marx, de su parte, sostenía que tal prospectiva fuese completamente connotada en el plano ideológico. Tales filósofos, primeramente, ha reducido a los hombres y mujeres a un estado de pasividad. La mente era representada como una tabla rasa, sobre el cual eran registradas las impresiones sensoriales del mundo material externo. Las personas se formarían, de este modo, las proprias ideas a partir de tales impresiones. Así, los hombres podrían se manipulados de alguna manera con el objetivo de crear ideas "correctas", a través del cuál los seres humanos podrían cumplir rápidos pasos en adelante hacia un estado de perfección social. No es un resultado inocente desde el punto de vista político. Las ideas en cuestión provenían de un élite intelectual pertenecientes a la clase media, además de la justicia, la libertad y los derechos del hombre, se sostenía también el individualismo, la propriedad privada (de los medios de producción) y el libre mercado. A través de este proceso de alteración de la mente, tales pensadores esperaban, en modo paternalístico, influenciar el comportamiento de las personas comunes. Es improbable que Marx haya compartido este tipo de materialismo.


La filosofía materialista, antes que entrase en escena nuestro autor (Marx), no se limitaba a este punto. De una forma o de otra, pero, Marx pensaba que esto fuese una forma de pensamiento estrictamente dependiente de las condiciones de la clase media. El materialismo de Marx, así como esta desarrollado en su libro "Tesis  de Feuerbach" y en otros, es bastante diferente, y de esto era conciente. Sabía que estaba truncando en modo neto un materialismo ya anticuado, dando vida a algo verdaderamente innovativo. El materialismo para Marx ha significado tomar como punto de partida aquello que los seres humanos son en la realidad, y no partiendo de un oscuro ideal del cual poderse inspirar. Y, antes que todo, los seres humanos son una especie de seres prácticos, materiales y corpóreos. Cualquiera otra cosa sean, o puedan ser, debe derivar de este primo hecho fundamental.



Marx, en modo innovativo e con coraje, ha refutado el sujeto humano pasivo propuesto por el materialismo de clase media, reemplazandolo con un individuo activo. Toda la filosofía debe partir con la premisa que los seres humanos pueden ser tantas cosas, pero son antes que todos agentes. Son criaturas que se transforman en el acto mismo de transformar el propio ambiente material. No son piezas de la historia, de la materia o del espíritu, sino seres activos, auto-determinados, capaces de realizar la propia historia. Y esto significa que, al contrario del elitismo intelectual del iluminismo, la versión marxista de la historia es democratica. Son a través de la actividad práctica colectiva de la mayoría de las personas que se pueden de verdad cambiar las ideas que gobiernan nuestras vidas. Y esto es posible porque estas ideas son profundamente incorporadas en nuestra conducta concreta.


En este sentido, Marx ha sido más un antifilosofo que un filósofo. Es así que , Etienne Balibar lo ha definido "quizás ... el más grande antifilosofo de la época moderna". Los antifilosofos son aquellos que desconfian de la filosofia - no en el mismo sentido como podría desconfiar una persona cualquiera, por ejemplo Brad Pitt, sino por motivos que tienen una relevancia filosófica. Tales autores tienden a presentar ideas que desconfian de sus mismas ideas; y si bien sean, en la mayor parte de los casos, absolutamente racionales, no creen que todo sea reducible a la razón. Feuerbach, al cuál el materialismo de Marx es deudor, ha escrito que toda la filosofía autentica debe partir de su opuesto, osea, de la no filosofía. El filósofo a su parecer, debe aceptar "aquello que no es filosofía en el hombre, osea aceptar lo que es bastante opuesto a la filosofía y al pensamiento abstracto". y ha también agregado que "no es el yo ni la razón que piensa, es el hombre". Como resalta Alfred Schmidt, "la concepción del hombre como un ser necesitado, sensible, fisiológico es, por tanto, la base fundamental de toda la teoría de la subjetividad". En otras palabras: la conciencia del hombre es corporea - esto no significa que no existe nada fuera del cuerpo. Y es mas, es una manifestación de un cierto modo de ser del cuerpo, incompleto, indefinido, capaz de cumplir en cualquier instante una acción mas creativa que aquella que puede manifestarse justo en este momento.



Pensamos como pensamos en virtud del tipo de animal que somos. Si nuestro pensamiento se extiende en el tiempo, es porque así son también nuestro cuerpo y nuestras percepciones sensoriales. Los filósofos, se interrogan a veces sobre la posibilidad que una máquina pueda pensar. Quizás podría, pero en tal caso el pensamiento se realizaría en modo diferente al nuestro. Y es lógico, ya que la composición material de una máquina es muy diferente a la de un ser humano. La máquina no es dotada de necesidades corporeas, por ejemplo, no puede gozar de la vida emocional que, en nuestro caso, es estrictamente ligada a aquellas necesidades. Nuestro modo de pensar es inseparable de este contexto sensorial, práctico y emocional. He aquí el porque si una máquina pudiese pensar, no seríamos capaces de comprender lo que está pensando.


La filosofía materialista iluminista, del cuál Marx se había completamente apartado, era una actividad, en gran parte contemplativa. Ella predecía una situación en el cuál un sujeto pasivo, aislado e incorpóreo, examinaba en modo desinteresado un objeto igualmente aislado. Como ya se ha dicho, Marx ha refutado una similar representación del hombre, pero también ha subrayado que el objeto de nuestro saber no es algo ya dado y fijado de una vez por todas. Es mas probable sin embargo, que el hombre sea el producto de nuestra actividad histórica. Así como debemos volver a evaluar al hombre y concebirlo como una forma de sujeto proveniente de la practicidad, al mismo modo debemos volver a evaluar el mundo objetivo, considerándolo como el resultado de esta misma práctica. Eso significa por lo general, entre otras cosas, que puede ser cambiado.


Pensar en los seres humanos como sujetos activos y prácticos, y situar luego su pensamiento al interno de este contexto, nos ayuda a proyectar luz sobre algunos problemas que han afligido por siempre a los filósofos. Las personas que trabajan en el mundo son muy menos propensas a dudar que hay algo en ellas respecto a quién el mundo lo contempla comodamente a distancia. En efecto, los escepticos existen solo porque hay algo. Si no existiese un mundo material que da a ellos de comer, morirían y sus dudas perecerían con ellos. Si se creyese que los seres humanos son pasivos de fronte a la realidad, eso podría también inducir a dudar de la existencia de este mundo. Esto es debido al hecho que nosotros confirmamos la existencia de las cosas experimentando su resistencia a nuestros requerimientos. Y eso ocurre antes que todo, a través de nuestra actividad concreta.



En algunos casos, los filósofos han planteado la cuestión de las "otras mentes". ¿Como sabemos que los cuerpos con el cuál nos relacionamos tienen también ellos una mente igual a la nuestra?. Un materialista replicaría que si no fuese así, probablemente, no iríamos por las calles a poner la cuestión. Sin la cooperación social, no puede existir ninguna producción material capaz de mantenernos en vida, y la capacidad de comunicarnos con otras personas constituye una componente sustancial de aquello que entendemos con tener una mente. Se puede notar que la palabra "mente" es un modo de describir el comportamiento de un tipo particular de cuerpo: creativo, significativo, comunicativo. No tenemos necesidad de escrutar las cabezas de las personas o de enchufarlas a ciertas maquinas para ver si poseen esta entidad misteriosa. Simplemente nosotros miramos lo que esas personas hacen. La conciencia no es un fenómeno espectral; es algo que podemos ver, sentir y manejar. El cuerpo humano es un montón de materia, pero peculiarmente creativa y expresiva; y es esta creatividad que llamamos "mente". Definir racionales los seres humanos significa subrayar que su comportamiento revela un esquema de sentido o de significado. En algunos casos, los materialistas iluministas ha sido justamente acusados de reducir el mundo a nada menos que a una materia muerta, carente de sentido. El materialismo de Marx es todo lo opuesto.


La respuesta del materialista al escéptico no es una argumentación que no se puede refutar. En el fondo se podría plantear dudas sobre nuestra experiencia de la cooperación social o sobre la resistencia del mundo a nuestros proyectos. Quizás estamos solo imaginando estas cosas. Pero mirar a estos fenómenos con espíritu materialista puede proyectar sobre ellos una nueva luz. Es posible por ejemplo, resaltar que los intelectuales que asumen como elemento de partida la mente incorpórea, finalizando después con tener ésta como meta final de sus propios discursos, no logran a comprender como la mente se relaciona con el propio cuerpo y con el cuerpo de los otros. Probablemente en sus prospectivas, existe una distancia incolmable entre el pensamiento y el mundo. Eso es irónico porque, a menudo, es propio el modo en el cuál el mundo da forma a sus mentes que permite tener una idea de este tipo. Los intelectuales son, por un lado, una casta separada del mundo material. Solo aprovechando el exceso producido en la sociedad es posible producir una élite profesional de sacerdotes, sabios, artistas, consejeros, docentes de Oxford y así sucesivamente.


Platón pensaba que la filosofía fuese impensable sin la presencia de una élite aristocrática libre de cualquier otra obligación. No se pueden tener salones literarios y sociedades eruditas si después todo el mundo debe trabajar para mantener en funcionamiento la vida social. En las culturas tribales, las torres de marfil son raras cuanto las son las pistas de bolos (lo son también en las sociedades avanzadas, donde las universidades se han convertido en órganos del capitalismo corporativo). Visto que no tienen necesidad de trabajar como lo hacen los albañiles, los intelectuales llegan a considerar a si mismos y a sus propias ideas independientes del resto de la existencia social. Y esto es uno de los multiples elementos al cuál se refieren los marxistas quando hablan de ideología. Estas personas tienden a no considerar en términos de determinación social la distancia, real, que las separa del resto de la sociedad. La convicción según el cuál el pensamiento es independiente  de la realidad, es ella misma el producto de la realidad social.


Para Marx, nuestro pensamiento toma forma en el momento en el cuál actúa sobre el mundo, y tale necesidad material esta determinada por nuestras necesidades físicas. Se podría por tanto afirmar que el pensamiento es ello mismo una necesidad  material. Está estrechamente conectado a nuestros impulsos corpóreos, así lo consideran Nietzsche y Freud. La conciencia es por tanto el resultado de la interacción entre nosotros y el ambiente material que nos rodea. Es un producto histórico. La humanidad, escribe Marx, viene "fundada" por el mundo material, en el sentido que solo interactuando con ello somos capaces de ejercer nuestras facultades y verlas confirmadas. Es la "alteridad" de la realidad, su resistencia a los cambios que se le hace, que nos conduce a nuestro primer conocimiento de nosotros mismos. Y esto significa sobretodo la existencia de los otros. Es a través de ellos, en efecto, que nos convertimos en aquello que somos. La identidad personal es un producto social. Una única persona no podría existir, propio como un solo número no tendría sentido.


traducido y comentado  por  jonnhy llacu

Las Fuerzas aéreas rusas en Siria: las respuestas a las preguntas que todos tienen en mente



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segunda-feira, junho 22, 2015

capitalismo salvagem

Está acontecendo agora mesmo uma guerra entre aqueles que obram para proteger o Bem Comum e capitalistas fanáticos, que lutam para privatizar nossa economia, nossa cultura, nossa ecologia, nosso meio ambiente e nosso governo.
Há muito em jogo. O resultado deste conflito vai determinar se viveremos num caos distópico ou numa sociedade civil; se vamos preservar nosso sistema que serve de base à vida natural ou se, como pacientes terminais, dependeremos de aparelhos para sobreviver.
Até o momento, estamos perdendo feio. Os capitalistas estão ganhando, e os poucos que defendemos o Bem Comum estamos sendo ignorados, marginalizados ou ridicularizados.
Para entender este conflito, precisamos entender o que significa Bem Comum. Eis uma definição típica:
São recursos naturais e culturais acessíveis a todos os membros da sociedade, inclusive matérias naturais como ar, água e um planeta habitável. Estes recursos são propriedade comum e não privada.

Eu proporia uma definição um pouco mais ampla, na qual “recursos culturais” incluiriam as leis, as regulamentações e as normas garantidoras de um mundo sustentável, próspero, justo e equitativo. Mas tudo isso está sob ataque permanente dos capitalistas.
Crescimento, PIB, Riqueza e outras incongruências

Pergunte a qualquer capitalista o que ele entende por economia e ele dirá algo como: “maximização da riqueza” ou “crescimento do PIB”.
Estou com medo que você tenha CAPITALISMO...
Muita gente já se tocou que PIB não é sinônimo de riqueza ou de bem-estar, mas isso ainda não responde à pergunta: o que é riqueza?
A maior parte das definições propostas por economistas diz algo do tipo: aquelas coisas materiais produzidas pelo trabalho que satisfazem desejos humanos e podem ter valor de troca. E, é claro, o “meio de troca” que todos conhecemos e amamos: dinheiro, grana, tutu, moeda corrente. Mas, como indica Chris Martenson, a moeda é uma alegação de riqueza, não tendo nenhum valor intrínseco.
Um dos problemas que isso suscita é que não há limites práticos à moeda. Por exemplo, o valor global do mercado de derivados é de US$ 1.2 quatrilhões. Escrevamos isso com todos os zeros para um pleno impacto: US$ 1. 200, 000, 000, 000, 000.00.
E a que corresponde essa alegação de riqueza? Bem, a fonte de toda verdadeira riqueza é o capital natural. Sem isso, todo trabalho, toda inventividade e toda iniciativa individual é fundamentalmente inútil. Mas o capital natural, diferentemente da moeda, tem seus limites.
O Bem Comum natural – pré-requisito da Riqueza… e da Sobrevivência
O simples fato de precificar o Bem Comum em moeda corrente mostra uma fundamental incompreensão do que é verdadeiramente a riqueza e como ela é gerada.
Salve as abelhas!
Como, por exemplo, precificar as consequências de não mais ter ar respirável, água potável ou de ter apenas oceanos altamente acidificados? Que valor monetário atribuir ao último recife de coral, ao último sopro de ar fresco, ao último polinizador, à ultima extensão de floresta?
A resposta, obviamente, é que você não pode e provavelmente não deve precificar essas coisas. Denominar coisas que são necessários sustentáculos da vida e cujo estoque é limitado tendo a moeda como referência é como tentar converter ar, água, recursos naturais e clima habitável num maço de dólares. Pouco importa a espessura do maço, isso não dá certo.
Mesmo quando se tenta monetizar o valor do Bem Comum, como Robert Constanza e outros andaram tentando fazer, verifica-se que o valor anual de apenas 17 serviços ecossistêmicos é maior que toda a economia humana medida em PIB.
Um “serviço ecossistêmico” inclui coisas como o valor das abelhas como agente polinizador, o valor da proteção contra enchentes graças às zonas úmidas costeiras e o valor dos recifes de coral como berçário para frutos do mar comestíveis. Pra quem gosta de cifras, o valor destes 17 serviços ecossistêmicos ascendia a US$ 142.7 trilhões em 2014. E há muito mais que 17 serviços ecossistêmicos dos quais dispomos praticamente de graça, ano após ano. Em comparação, o Produto Mundial Bruto – valor anual de todos os bens e serviços criados pelo homem – é de apenas US$ 76 trilhões.
Incidentalmente, os humanos depredaram cerca de US$ 23 trilhões por ano em serviços ecossistêmicos desde 1997, arruinando zonas costeiras úmidas, destruindo corais e causando outras devastações do Bem Comum. Essa liquidação em massa de nosso capital natural sequer aparece em nossos indicadores econômicos.
Retomemos a questão do caráter praticamente ilimitado da moeda. Como pode ser isso? Ora, os capitalistas estão especulando em cima de um capital natural que não existe- no fundo, estão roubando cegamente futuras gerações enquanto produzem a maior bolha financeira jamais vista no mundo.
Os capitalistas ficam com a maior parte do botim deste roubo, a gente fica com as migalhas e as futures gerações pagam a conta. A não ser que, é claro, a natureza decida cobrar a dívida mais cedo que tarde – algo que, dadas as tendências da mudança climática, tornou-se inevitável, e muito antes do que acreditavam os capitalistas.
De fato, é muito provável que a conta chegue mais cedo, pagável em uma década ou duas, e em termos inegociáveis, pouco importando se os sistemas que servem de sustentáculo à vida vão continuar ou não.
Como e por que essa insanidade persiste? Capitalistas cegos ao futuro se apossaram do governo, da mídia e dos termos do debate.
E não se trata apenas do Bem Comum natural. Plutocratas estão privatizando ou tentando privatizar a educação, as prisões, os transportes, a água, a construção de infraestruturas, a administração e a manutenção, o policiamento, os serviços de bombeiros, os programas de saúde, a seguridade social- a lista é infinita.
E não é verdade que o setor privado faça melhor as coisas. Em geral, o setor público fornece melhores serviços a custos comparáveis ou iguais aos dos equivalentes do setor privado. A política de privatizações é para favorecer os lucros de uns poucos gatos pingados em detrimento da vasta maioria da população.
CAPITALISMO
Os serviços públicos eram parte do investimento compartilhado que fizemos para o Bem Comum. A verdadeira base de nosso governo enraíza-se na ideia de que governos são estabelecidos para garantir o “Bem Público”, ou a “comunidade”.
Mas desde o famoso “o problema é o inchaço governamental” de Ronnie Reagan, os estadunidenses passaram a se comportar como caipiras vorazes num festival depravado, incapacitando, subfinanciando e desacreditando o governo e transformando o país numa troça de enlouquecidos acólitos de Ayn Rand, que se empobrecem a si mesmos enquanto destroem o capital natural e o direito de nascer de nossos filhos.




[*] John Atcheson é autor do romance A Being Darkly Wise, um livro de suspense ecológico, primeiro volume de uma trilogia centrada sobre o aquecimento global. Publicado em The New York Times, The Washington Post, The Baltimore Sun, The San Jose Mercury News e outros grandes jornais, suas resenhas podem ser lidas em ClimateProgess.
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[*] John Atcheson, Common Dreams
It’s the Planet Stupid! Capitalism and The Destruction of the Commons
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