musica con sentido e sentimiento

sexta-feira, junho 27, 2008




"La memoria"



Letra y música: León Gieco


Los viejos amores que no están,
la ilusión de los que perdieron,
todas las promesas que se van,
y los que en cualquier guerra se cayeron.

Todo está guardado en la memoria,
sueño de la vida y de la historia.

El engaño y la complicidad
de los genocidas que están sueltos,
el indulto y el punto final
a las bestias de aquel infierno.

Todo está guardado en la memoria,
sueño de la vida y de la historia.

La memoria despierta para herir
a los pueblos dormidos
que no la dejan vivir
libre como el viento.

Los desaparecidos que se buscan
con el color de sus nacimientos,
el hambre y la abundancia que se juntan,
el mal trato con su mal recuerdo.

Todo está clavado en la memoria,
espina de la vida y de la historia.

Dos mil comerían por un año
con lo que cuesta un minuto militar
Cuántos dejarían de ser esclavos
por el precio de una bomba al mar.

Todo está clavado en la memoria,
espina de la vida y de la historia.

La memoria pincha hasta sangrar,
a los pueblos que la amarran
y no la dejan andar
libre como el viento.

Todos los muertos de la A.M.I.A.
y los de la Embajada de Israel,
el poder secreto de las armas,
la justicia que mira y no ve.

Todo está escondido en la memoria,
refugio de la vida y de la historia.

Fue cuando se callaron las iglesias,
fue cuando el fútbol se lo comió todo,
que los padres palotinos y Angelelli
dejaron su sangre en el lodo.

Todo está escondido en la memoria,
refugio de la vida y de la historia.

La memoria estalla hasta vencer
a los pueblos que la aplastan
y que no la dejan ser
libre como el viento.

La bala a Chico Méndez en Brasil,
150.000 guatemaltecos,
los mineros que enfrentan al fusil,
represión estudiantil en México.

Todo está cargado en la memoria,
arma de la vida y de la historia.

América con almas destruidas,
los chicos que mata el escuadrón,
suplicio de Mugica por las villas,
dignidad de Rodolfo Walsh.

Todo está cargado en la memoria,
arma de la vida y de la historia.

La memoria apunta hasta matar
a los pueblos que la callan
y no la dejan volar
libre como el viento.


los genocidas a que refiere la musica, serian : los invasores españoles, las diversas dictaduras apoyadas por los yanquis: anastacio somoza, pinochet, la triple AAA, los uribes y sus fuerzas paramilitares, los garcias perez....
hastan cuando?

terça-feira, junho 24, 2008

Uribe: bombas, glifosato e manipulação (parte I)


Os contínuos bombardeios que a Força Aérea da Colômbia realiza para destruir os acampamentos das Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) já não são mais noticia de destaque para a grande imprensa. Diferentemente do que aconteceu durante a Guerra do Vietnã, hoje, a maioria das reportagens sobre o conflito colombiano são extremamente genéricas, evitando falar se o exército está usando as famigeradas bombas cluster ou as de fragmentação ou os novos artefatos químicos “inteligentes”. Nada dizem sobre as fumigações de glifosato. Quando o assunto são os bombardeios efetuados pela Força Aérea colombiana o silêncio da mídia é praticamente absoluto.

De tempos em tempos, alguns destemidos defensores dos direitos humanos conseguem quebrar o “status quo” apresentando as provas mortíferas dos bombardeios. Porém, são raras as vezes que a televisão veicula tais conteúdos.

A verdade é que as TVs colombianas conseguiram promover, nos habitantes de Bogotá e de cidades importantes como Medellin, Cali, Bucaramanga, Barranquilla, Monteira e Palmira, um sentimento de saturação com todas as questões relacionadas à guerra. Quando a mídia veicula o assassinato ou o seqüestro de um parlamentar, um sindicalista ou um líder de entidade popular, a maioria das pessoas entrevistadas respondem de forma aleatória ou se torna indiretamente cúmplice, ao dizer:”....Se os paramilitares fizeram aquilo, é porque ele devia estar ligado aos terroristas das FARC!....Se ele foi seqüestrado é por que devia ser um potencial terrorista!.... Se o mataram é porque era um informante da narco-guerrilha!”.

Guerra psicológica

O principal objetivo da guerra psicológica desenhada pelos Estados Unidos, a partir do ano 2000, para interferir na guerra contra as FARC (fundadas por Manuel Marulanda - falecido no mês de maio - como grupo de auto-defesa dos camponeses) e o ELN (que, por um certo período e até sua morte em combate, foi liderado por Camilo Torres e, depois, pelo padre, Manuel Perez) era ganhar a confiança de amplos setores populares das grandes cidades.

Para isso, os estrategistas da contra-insurgência decidiram que era prioritário acabar com a guerra de gangues pelo controle dos postos de venda de cocaína nas favelas. A seguir, as campanhas começaram a apresentar nas TVs as gangues de narco-traficantes das favelas como aliados das FARC e do ELN em luta contra os grupos para-militares (AUC) - empenhados, ao lado do exército, nas operações de contra-insurgência no interior do país.

Este projeto midiático foi determinante para a reeleição do presidente Alvaro Uribe e para impor a emenda constitucional que permite o terceiro mandato a partir de 2010.

Na verdade, os diferentes planos de Uribe financiados com o dinheiro do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, previam não só a repressão, mas, a transformação dos sobreviventes das gangues de narcos em “vigilantes”dos pontos nevrálgicos das favelas, com salários pagos pelo Ministério do Interior.

Guerra de novo tipo

Na Colômbia, os bombardeios aéreos são iguais aos que os generais estadunidenses planejam no Iraque para “limpar o terreno de insurgentes”. E, na linguagem militar “limpar o terreno” significa bombardear um retângulo virtual onde os satélites interceptaram uma certa quantidade de ondas magnéticas, a partir das quais os especialistas identificam as aéreas de emissão/recepção de sinais para celulares ou de modem wireless dos laptops.

Por isso, desde o início do Plano Colômbia, a presença de militares e civis ligados ao controle aéreo e, sobretudo, aos serviços de “interceptação das telecomunicações” foi sempre executado em pleno “Top Secret” e com o monitoramento dos oficiais estadunidenses especializados em lutas contra-insurgentes.

Desde o ano 2000, os centros de interceptação sempre foram operados pelos especialistas das “empresas civis estadunidenses” que, como a MPRI e a Dyn Corp.., dão “assessoria para questões logísticas e de comunicações” ao Ministério da Defesa da Colômbia.

A guerra psicológica que os EUA começaram a combater na Colômbia contra as FARC e o ELN foi associada à guerra tecnológica. Esse novo produto da “arte militar” é a conseqüência de uma recente estratégia coerente com a intervenção de baixa intensidade na América Latina, por parte dos Estados Unidos. Contexto que integra um processo de militarização constante das aéreas de interesses estratégico com o programa de expansão do neoliberalismo, articulado com as políticas do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.

Contra-insurgência

Não foi por acaso que o Plano Colômbia necessitou de quase dois anos de organização para entrar em ação e da super-visão de dois especialistas em planejamento da luta de contra-insurgência como o Brigadeiro Keith M. Huber e o general Peter Pace, ambos do Comando Sul estadunidense.

De fato, o Brigadeiro Huber — que já serviu em 1987 em El Salvador, para depois dirigir no Oriente Médio o aparato “de ação cívica para ganhar toda a mente e o coração das populações civis”—, chegou na Colômbia assessorado por 97 instrutores estadunidenses, e em 2001 acabou o treinamento dos primeiros três batalhões contra-insurgentes (6.000 homens). Depois passou a treinar três divisões com aproximadamente 36.000 homens (incluindo as unidades complementares e de apóio logístico) equipadas com 100 helicópteros, entre os quais 74 do tipo UH-1H Huey e 30 modernos Blackhawacks.

Por sua parte, o general Pace, foi responsável pela construção da base aérea de combate “anti-narcóticos” de Larandia, no departamento de Caquetá, onde operam os aviões de reconhecimento e espionagem utilizados pelos “especialistas” estadunidenses, o “centro de inteligência” das telecomunicações e o armazém as bombas mais sofisticadas (cluster, fragmentação e fósforo).

Esta poderosa máquina de guerra criada com o Plano Colômbia concentrou seus efetivos em “operações de limpesa” nas regiões ocupadas pela guerrilha: Putumayo e Caquetá (FARC), Arauca e Madalena (ELN) e Bolívar (FARC e ELN). Para isso foi montada uma permanente operação de interceptação das telecomunicações que, ao longo dos primeiros cinco anos, permitiu ao Exército colombiano de desenhar o mapa operativo e logístico da guerrilha, e contra a qual foram lançadas impiedosas operações de bombardeios que, de fato, desarticularam vário Comandos regionais das FARC e do ELN.

fonte portal popular

terça-feira, junho 17, 2008

ENTREVISTA

periodista de un diario de Lima, entrevista a personajes de bolivia, en bolivia)

“La llegada al poder de Evo en Bolivia ha sido muy positiva” Exfuncionario del gobierno de Sánchez de Losada y profesor universitario, Alfonzo Román, nacido en Santa Cruz, es autor de Cambas y Collas. Los paradigmas de una nueva nación, verdadero best-seller en Bolivia que tiene seis ediciones en menos de cuatro años.

Entrevista de Alfredo Vanini

¿Qué diferencia un colla de un camba?

Hay diferencias de orden étnico, cultural y geográfico. El colla es de la zona andina y habita la zona altiplánica (aymaras) y los valles (quechuas). Los quechuas son los directos descendientes de los Incas y son los más flexibles. Se adaptan fácilmente, son muy laboriosos y nobles. A pesar de su humildad se plantean metas y tratan de alcanzarlas a través de sus hijos o nietos.

Image
El pueblo aymara, al contrario, se quedó muy metido en las montañas, en el altiplano. Son muy cerrados. No es culpa de ellos: los distintos gobiernos, desde el principio de la República, no les ofrecieron proyectos de integración. Solo se les utilizó como guerreros para las revoluciones o los golpes de estado.

Es recién tras la revolución de 1952 que se inició un proceso de integración en nuestro país sobre la idea de construir una cultura mestiza. De hecho los aymaras son mestizos porque hablan castellano e interactúan entre el campo y la ciudad, entre lo rural y lo urbano. Viven en las zonas periféricas de La Paz, y han construido una ciudad, El Alto, gran zona franca donde venden de todo.

En los últimos cuarenta años hubo un fuerte flujo migratorio que difumina las identidades regionales en Bolivia.

Sí, después de la revolución se construye la carretera entre La Paz, Cochabamba y Santa Cruz. Se trató de vincular al pueblo aymara mestizo castellano hablante de La Paz, con el quechua cochabambino, igualmente mestizo, y con Santa Cruz de la Sierra.

La gran carretera La Paz-Cochabamba-Santa Cruz vertebró al país y eso produjo una fuerte migración quechuaaymara de occidente al oriente. Llegaron hace 50 años a cortar caña y ahora son dueños del comercio y del transporte público. Son los grandes gremialistas del comercio minoritario. En los últimos veinte años la burguesía colla de casi todos los departamentos de la zona andina se ha trasladado a Santa Cruz.

¿Es legítimo entonces hablar de una “nación camba” homogenea?

Cambas son los nativos. Hace veinte años era despectivo. Era como decir “cholo” o “roto”. Hoy, las elites cruceñas se lo han apropiado por necesidad de una afirmación identitaria. Estas elites nunca se preocuparon de construir una identidad, viéndola solo en términos folklóricos (comida, baile, etc.) y no desde una cosmovisión, o de una idiosincrasia. Ojo, estamos hablando del Santa Cruz urbano y de la zona del norte agro-industrial.

Porque hay cuatro regiones: el pueblo chiquitano, que tiene un mestizaje distinto, el pueblo vallegrandino, una especie de pueblo quechua y de judíos sefarditas que se refugiaron en esa zona. Y también está la zona del chaco boliviano muy vinculada al pueblo guaraní del Paraguay. Etnias muy diferentes y determinadas culturalmente por su geografía.

Esta diversidad es también, más o menos, característica del Perú, donde no tenemos sin embargo conflictos regionales.

El problema de Bolivia es que nunca hubo un proyecto de construcción nacional. Lo intentó la revolución del 52 pero fracasó en ese momento por oposición del pueblo quechua y aymara: querían vivir de acuerdo a sus tradiciones, costumbres y lengua. Desde esa fecha los distintos gobiernos no quisieron complicarse electoralmente y abandonaron el proyecto de Nación en Bolivia.

¿Cómo surge el conflicto reciente?

Santa Cruz de la Sierra nunca fue un pueblo que pelee por una reivindicación autonómica. En 1958 hubo demanda por obtener el 11% de regalías petroleras. Y se obtuvo. Y en la década de los 90 se habló de descentralización y el gobierno de Sánchez de Losada lanzó “la participación popular”, proyecto que se implementa en Bolivia con mucho éxito. En 1995 se iniciaron las grandes reformas estructurales para vincular a Bolivia con la economía mundial y una fuerte capitalización permitió construir el gran gaseoducto desde Santa Cruz y Tarija hasta Brasil.

Se inicia el proceso neoliberal que exige un conjunto de valores, códigos y principios para los que no estábamos preparados. Desde 1952 tuvimos un Estado paternalista, protector. Se forjó una estructura mental de dependencia del Estado.

Cuando vienen las reformas estructurales se genera un shock y a medida que éstas fueron avanzando, la clase empresarial boliviana, que se había acostumbrado a las subvenciones del Estado y a los favores políticos, se da cuenta que no podía vivir sin el Estado. Y es así que sacan de debajo de la manga la carta de autonomía, para construir una especie de “Estado para sí” en los departamentos.

Image
El enfoque autonómico que nace en los comités cívicos es más económico que cultural. El objetivo es hacerse del dinero del gas que se exporta para sobrevivir como sector económico y mantener la fuerza política.

¿Qué tanto se modifican las estructuras mentales de los bolivianos a la llegada de Evo Morales al poder?

La llegada de Evo Morales al poder es muy positiva porque nos ayudó a encontrarnos con la verdadera Bolivia, esa que siempre escondimos y que nunca quisimos aceptar. Y ha significado iniciar un proceso democrático cuya principal característica es la inclusión.

Esto no es una revolución socialista, sino una demanda democrática del ciudadano común por ejercer su ciudadanía a parte entera. Por otro lado hay esta corriente autonomista que el pueblo en parte ha asumido pero que tiene un origen absolutamente estratégico-político.

No forma parte de una cultura de reivindicación de Santa Cruz como pueblo. Se trata más bien de una bandera contestataria para generar equilibrio y contrapeso de poderes respecto al proyecto del MAS y es liderada por los prefectos y los comités cívicos de la llamada media luna.

¿Tienen verdadera fuerza estos comités cívicos y los prefectos regionales? ¿Cuál es la situación actual?

Hay una presión de países amigos, Argentina y Brasil principalmente, que no quieren que en Bolivia se produzca un descalabro social, político y económico que desencadenaría inevitablemente una gran inmigración a Argentina (donde ya existen un millón de bolivianos) y una hecatombe en Sao Paulo, que depende del gas boliviano.

Al mismo tiempo, estamos en los primeros pasos de una reconciliación nacional liderada muy inteligentemente por Evo Morales. Los partidos políticos que apoyaban desde la oposición los proyectos autonómicos, están empezando a desvincularse de los prefectos porque se han dado cuenta que es muy peligroso entregar poder a políticos personalistas.

La visión que tenemos desde Lima, a causa de cierta prensa ideologizada, es que Santa Cruz no tiene nada que ver con la zona occidental de Bolivia: una ciudad moderna, próspera, de gente blanca. Vistas de dentro las cosas son muy diferentes: ni tan blancos ni tan prósperos.

El problema es que nosotros hemos construido mitos. Y el que usted dice es uno de ellos: blancos, ricos, que hablamos un castellano distinto. Ve usted que no es así. Hay sí una gran inmigración asentada acá a Santa Cruz de la Sierra que ha producido un cruce cultural muy grande: inmigración cochabambina, potosina, paceña, pero hay también menonitas, japoneses, brasileros. Este es un pueblo que en realidad expresa el crisol de la nacionalidad boliviana.

Es una ciudad poblada por ciudadanos que ya no son ni cambas ni collas, sino camba-collas. Ni blancoides ni ricos: somos una sociedad que quiere crecer, avanzar, integrarse en la idea de Nación boliviana.

quinta-feira, junho 12, 2008



En el video, los jóvenes consiguen hacer canchita (pipoca) con 4 celulares funcionando al mismo tiempo, las pruebas son impresionantes!!, es decir, con la radiación en juego en la captacion de la señal en la llamada telefónica, los celulares se comportan como si fuese un horno de micro-ondas.
literalmente cocinando al maíz. existen evidencias que esta señal de radiación puede afectar al sistema auditivo y posiblemente al sistema nervioso, e quien sabe hasta las neuronas
quien se candidata para colocar su cabeza en la mesa, y en los lados 4 celulares recibiendo llamadas telefónicas, para ver si consigue cocinar su cerebro????? algun valiente que le gusta tanto charlar con el celular?

quarta-feira, junho 11, 2008


El gobierno peruano, cual sartrapra de estados unidos, primero negando descaradamento la presencia de militares norteamericanos en el peru, y luego afirmando que están si, pero realizando acciones humanitarias. Tal parece que en el gobierno todos son tan incompetentes que hasta llevar unos cuantos kilos de comida y remedios (?) a los andes es tan difícil que precisan de los gringos totalmente ajeno al país. Entre tanto el "indigena" morales, intenta un gobierno realmente por los intereses de los suyos. Es urgente un descendiente de tupac amaru II en el peru, lo precisa.

terça-feira, junho 10, 2008


1. “Ni tan blanca ni tan próspera”. Primera conclusión en mi primer día –serían seis- mientras recorro las calles de Santa Cruz de la Sierra, ciudad del Oriente boliviano que junto a Beni, Pando y Tarija, constituye lo que se llama la “media luna” conocida a causa de la guerra abierta que sostienen contra el gobierno de Evo Morales por la autonomía.

Otra cosa llamó fuertemente mi atención: la cantidad de camionetas 4x4 con lunas polarizadas que circulan por el casco urbano. Recordaba a Gabriela Oviedo, miss Bolivia 2004, quien para indignación general, declaró desde sus largas piernas: “En Bolivia no todos somos bajitos ni oscuros.

En la parte oriental somos blancos, altos y hablamos inglés”. Curiosa afirmación: Santa Cruz no es muy distinta de cualquier ciudad del norte peruano y poquísimos cruceños vi que midieran más de uno ochenta. El primer mito acerca de Santa Cruz"a la blanca” había caído.

“Yo nací acá señor, pero mis padres son de Cochabamba”, me dice Flor, 28 años cocinera del Hotel en el que me hospedé. Tiene el rostro pétreo y habla con los ojos bajos, sin mirar directamente, acostumbrada sin duda al trato extremadamente jerárquico y carente de afecto que acá dispensan al servicio doméstico.

“¿Votó usted en el referéndum Flor?”. “No señor, me responde, debía trabajar todo el día. No pude”. Insisto: “Pero ¿está usted a favor de la autonomía o no?”. Silencio. Flor voltea dos veces la tortilla en la sartén. La coloca en un plato y se aleja. Ni un solo gesto. Mi pregunta, por el momento, queda flotando en el aire.

2. La guerra de las cifras. Santa Cruz tiene casi dos millones de habitantes, 946 mil se inscribieron para el referéndum, en opinión de muchos absolutamente informal (la gendarmería municipal se hizo cargo de la custodia del material electoral, cosa que generó mucha suspicacia). De esos 946 mil, 266 mil no votaron. Y 110 mil votaron por el No.

De lo que resulta que de casi dos millones (restemos a los niños y a los ancianos), menos de un tercio quiere la autonomía. Curiosa noción de triunfo tiene el Comité Cívico Pro-Santa Cruz, que lidera la ola autonómica. Con este mapa social-cultural difícilmente las autoridades locales podrán imponer ley alguna. Para legislar, el gobernante debe gozar del favor popular. Y no es el caso de Raúl Costas, prefecto de Santa Cruz.

“El proyecto autonómico está copiado del separatismo vasco”, me dice Julián, 25 años, estudiante de filosofía a quien conocí en una librería llamada “El garaje”. “Pero el discurso de los comités no habla de separatismo sino de autonomía”, lo increpo. “Pero el proyecto está copiado de los vascos, me insiste. Yo no tengo la menor duda que las logias quieren el separatismo absoluto, solo que no lo dicen por prudencia”.

Le digo que si ese fuera el caso, los Comités estarían llevando a Santa Cruz al suicidio porque no tendrían ni los recursos necesarios ni la capacidad administrativa suficiente como para constituirse en Nación. “No les importa, me dice convencido.

Cualquier cosa para las logias es mejor que aceptar a Evo Morales como presidente. Los blancoides no asimilarán nunca la llegada de un indígena al poder”.

3. La guerra de las pintas. Están por toda la ciudad. “Pasaporte a los collas”, “Fuera collas de Santa Cruz”, “Evo, chola de Chávez” y una muy familiar: “Cholos de mierda”. En Bolivia se libra básicamente una lucha económica entre grupos de poder locales y el gobierno central. Pero los viejos prejuicios racistas han aflorado hasta la náusea.

Sin embargo la población no parece afectada por esta peste: uno ve cruceños de diverso fenotipo convivir en relaciones cotidianas horizontales y democráticas. Son más bien ciertas autoridades quienes destilan odio racial: no hace mucho, un alcalde de Santa Cruz, Percy Canales, dijo: “Uno tendría que ponerse plumas en la cabeza para hacerse respetar en este país”.

Pregunto a los transeúntes quién hace estas pintas: “Son las logias señor” El cruceño de a píe llama logias a los grupos de poder económico, de origen croata en su mayoría, propietarios del sector agro-industrial de la región y virtualmente los dueños de Santa Cruz. Su rostro más visible: Branco Marinkovic, presidente del Comité cívico pro-Santa Cruz, propietario de una gran empresa de aceite, artículo de primera necesidad, que el año pasado, elevó su precio en un 20%. Las “logias” son dueñas de los diarios y del canal de TV más visto en Santa Cruz, Unitel.

4. El Generalísimo a la boliviana. En una librería de viejo compro un libro de título sorprendente: Ideología y mito. Los orígenes del Fascismo boliviano, de Marcos Domich Ruiz, intelectual y médico marxista. Primera edición de 1978, último año de la dictadura del cruceño Hugo Banzer. ¿Fascismo boliviano? Sí señor, existe.

La elección de Evo Morales y reformas llevadas a cabo han reavivado los extremismos de derecha. Una de las figuras emblemáticas del fascismo cruceño y fervoroso partidario de la autonomía, es el beniano Carlos Valverde Barbery, 77 años, conocido como “el loco Valverde” militante de la Falange Socialista Boliviana (FSB), fundada en 1937. En 1957 Valverde organiza la Unión Juvenil cruceñista, especie de grupo de choque inspirado por la falange franquista que hoy constituiría el brazo armado del Comité Cívico Pro-Santa Cruz.

Este personaje declara que uno debe “estar dispuesto a matar por su patria” y llama abiertamente a la lucha armada contra los “quechuas y aymaras”.

“Hay otro grupo de extrema derecha aún peor, me asegura Julián. El MNCL”. El Movimiento Nación Camba de Liberación, abiertamente anti-indianista y anti-colla que aspira a crear su propio Estado federal boliviano en oposición a esta “especie de Tibet sudamericano constituido por étnias quechua-aymaras miserables y retrasadas” (página web dixit).


El MNCL tendría también su brazo armado los quere

mbas (guerreros, en guaraní), quienes bajo la consigna, irónicamente guevarista, de ¡Patria camba o muerte! mantiene estrechos vínculos con la Unión Juvenil Cruceñista. “Todos estos grupos comparten los mismos enemigos que denominan “hegemonía paceña”, “centralismo paceño” o más genéricamente “collas” y “altoperuanos”, concluye Julián.

5. Hidrocarburos y desigualdad social. Una anécdota se contaba en Santa Cruz durante mi estadía: convocados todos los grandes empresarios cruceños por el Comité cívico, una de ellas, mujer, habría puesto el parche apenas comenzada la reunión. “Si es para aumentar el sueldo mínimo, no cuenten conmigo”.

Los demás la increparon: “¿Pero no es usted autonomista”? Y la dama respondió: “Soy autonomista pero no tonta. Tengo un tren de vida alto, si pago más, ya no podré sostenerlo”. Promesa electoral de Costas: elevar el sueldo mínimo a mil bolivianos.

Hoy es de 550, es decir, 75 dólares al mes. Tras el “triunfo” del Sí, lograr el consenso entre los empresarios respecto a este asunto se ha vuelto algo utópico. “Aquí hay familias que son dueñas de tierras del tamaño de todo París” me dice un ingeniero español afincado en Santa Cruz hace años. Y aunque no pude constatarlo, lo que sí vi fueron enormes fincas de una ostentación vulgar (enormes estatuas plateadas de dioses griegos en las fachadas) que nunca antes vi.

Las desigualdades son tan grandes que uno se pregunta si el referéndum no es sino una reacción al proyecto de Evo Morales de acortarlas (por cierto, son fuertes los rumores acerca de la existencia de guaraníes en condición de esclavitud en las haciendas cruceñas de Alto Parapeto).

Otro mito falso: las supuestas nacionalizaciones de los recursos naturales. En realidad, desde su llegada al poder, Evo Morales ha renegociado 44 contratos petroleros, lo que ha aumentado los ingresos fiscales casi 20 veces más que en el 2005. El tema de los hidrocarburos es otro mito: la

principal riqueza de Santa Cruz es la producción agro-industrial de soya, subsidiada por el Estado. Está también el gas, ciertamente, pero se necesita diesel –que Bolivia no produce- para la maquinaria. Y el diesel, que Bolivia compra a Venezuela y a Argentina, es también subsidiado por el gobierno central a la “media luna”. Santa Cruz sola no podría asumir estos costos ni lejanamente.

comentario:El periodista insiste en saber a respuesta de la trabajadora del hotel,ella finalmente responde.

Es mi oportunidad: “Contésteme usted ahora Flor ¿está a favor de la autonomía o no?”. La veo dudar por un instante y sostengo su mirada y su sonrisa lo más afectuosamente que puedo. “Señor, yo soy boliviana. Mis padres nacieron en Bolivia y mis raíces están en Bolivia. Y trabajo acá, en Bolivia. Mi patria es Bolivia”. Esta respuesta acaso sea la mejor expresión de esperanza de unidad de este país hermano, sin duda en un momento difícil, pero trascendental.

Posteriormente a segunda parte de este reportaje de un periodista de un diario de Lima, un diario alias, muy próximo al gobierno peruano. Mas este reportaje de la misma ciudad de santa cruz, desvenda las muchas mentiras propalados por los periódicos bolivianos, del Peru(incluido la republica en ediciones anteriores) y del mundo sobre los alcances de tal referendum en santa cruz. Por lo que se ve en este reportaje la elite blanca santacruceña esta engañando ao pueblo de santa cruz, con las cifras y aun más, es imposible conducir autonomia teniendo que depender de otros departamentos para su existencia. El pueblo de santa cruz tarde o temprano se dará cuenta de esto.

la version completa aqui


comentario final

Estuve en santa cruz hace algun tiempo, cuando pregunté a alguien si gustaban de los kjarkas (afamado grupo de musica boliviana, que usualmente realiza viajes a peru, ecuador, europa etc), algunos decían que no conocían; esto ya me pareció extraño, pero luego entendí que efectivamente existencia pre-concepto racial. Solo algunos conocian y gustaban las musica de los kjarkas que tiene como base la cultura aymara e quechua. Otra sorpresa, en los lugares de diversion como video-pubs, discotecas, restaurantes, tocaba mucho la musica mexicana!! las rancheras y los boleros! como?, Mas parecia una ciudad de Mexico, Nada de huayño, saya, sicuris etc. Tocaban bastante cumbias y músicas brasileñas. Comenze a entender que era una ciudad con muchos imigrantes y mismo los descendientes de aymaras y quechuas renegaban de su origen, de su cultura ancestral; cosa que tambien sucede con algunos peruanos de lima.

En los periodicos de Bolivia, en particular santa cruz, efectivamente, en la seccion de "sociedade" están la vida cotidiana y de fiesta expresada en fotos de señoras e señores de ojos claros, piel blanca; aquella elite blanca que se enquistó en bolivia, y hoy es dueño de hoteles, de haciendas de monocultivo, de periódicos, de emisoras de TV y vendió al mejor postor los recursos naturales de bolivia para provecho propio. Es esa clase oligarquica que engaña a la mayoria "oscura" (frase miserable, acuñada por una miss bolivia ) de santa cruz y otras regiones para continuar en el poder, y usa el pre-concepto para aglutinar personas para su causa. No podemos admitir que en un pais de muchas etnias, de imigrantes, de mayoria quechua aymara, existe division por causa de colores y creencias. Peor aun, no podemos admitir que una minoria oligaquica( de mayoria blanca) decida los destino de todo un pais por conveniencia propia a custas de la mayoria que continua en la miseria y fuera de los lucros de recursos que produce la tierra boliviana.





segunda-feira, junho 09, 2008

O Nobel de Literatura Harold Pinter e a ativista de direitos humanos Bianca Jagger chamaram George W. Bush de "criminoso de guerra" em carta contra a visita do presidente dos EUA ao Reino Unido.
Segundo informou nesta segunda-feira a coalizão em prol da paz Stop the War, Pinter e Jagger (ex-mulher do cantor dos Rolling Stones, Mick Jagger) integram uma lista de 22 signatários que apresentaram críticas sobre Bush.
"Não há um candidato mais apropriado para [o título de] principal criminoso de guerra que George W. Bush. O único que se aproxima disso é Tony Blair (ex-primeiro-ministro do Reino Unido). Ambos são desprezíveis", afirma Pinter.

Segundo o dramaturgo britânico, Bush "deveria ser detido e enviado a Guantánamo --base e prisão dos EUA em Cuba-- onde apodreceria para sempre".

Bianca Jagger disse ainda que o presidente americano "é responsável por flagrantes violações dos direitos humanos e das normas internacionais".

comentario:

nas mesma entranha do capitalismo, existem voces fortes e corajosas que denunciam a perversidade do sistema.




quinta-feira, junho 05, 2008



el sonido producido por las alas de un colibri (brasil)


la frecuencia del batimiento de las alas del colibri es mas o menos de de 70 a 80 veces
por segundo



en los andes existen varios tipos de colibrí, como dice en este reportaje

pero en especial hay un colibrí de tamaño aproximadamente de 10cm y con el pico de 12cm !!.
exactamente esta ave es útil para polinizar una flor que solo crece en los andes, con un formato tal que solo este colibri de pico largo consigue polinizarlo, increible!

repare enel video sobre este colibri!!



soprano en los andes

quarta-feira, junho 04, 2008


el agro-exportador, surfeando en las ondas de la alta de precios, esa es la moral de sistema neo liberal.
menos tierras para el productor local, menos dinero en el bolsillo del obrero, menos alimentos para sua familia.
Porque américa latina tiene que producir más con afan de satisfazer las necesidade de consumo de estados unidos y europa?. America latina tiene que producir principalmente y fundamentalmente para satisfacer las necesidades de existencia de la región, si sobrar, que se venda a otros mercados, y que tenga el precio que merece, en tal sentido el costo por la carencia de agua, de tierra, tiene que pagar el comprador europeo o norteamericano, y nó el consumidor de la región. En ultima instancia quien tiene mayo responsabilidad por las mudanzas climáticas son ellos, estados unidos, europa, japón, china y otros paises industrializados.


flor Pucarina, interprete ya fallecida de la música huanca


Falsia

La vida es una falsia
el mundo es ancho y ajeno
justicia, justicia no hay en la tierra
justicia solo en el "cielo" donde no hay
ni ricos ni pobres....



Género: Huayno
Autor: Víctor Alberto Gil Mallma
Intérprete: Picaflor de los Andes (Víctor Alberto Gil Mallma)

Mi dulce amor dónde estarás
necesito de tu aliento.
Mi dulce amor dónde estarás
necesito de tus besos.

Soy un clavel que se muere sin rocío,
soy el día que en la tarde desfallece.

Voz de Picaflor de los Andes:
Sin tus besos, sin tu aliento mi vida es un tormento sin destino.
Dulce ilusión dónde andarás
necesito de tu aliento.
Dulce ilusión dónde andarás
necesito de tu aliento.

Siento morir por la angustia de no verte
Poco a poco se termina mi existencia.

Fuga:
Sin tus besos, sin tu aliento, alma mía

terça-feira, junho 03, 2008



haydee raymundo, la voz telurica de los andes de huancayo-peru




flor sinqueña, interprete de musica peruana
de la parte central andina del peru



los puquiales de Puqio, la tierra de grandes artistas de peru andino

Puquio: lugar de donde brota el agua