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sábado, abril 11, 2015

Israel Vota pelo Apartheid: Caiu a fachada sionista liberal


26.03.2015
 
Israel Vota pelo Apartheid: Caiu a fachada sionista liberal. 21868.jpeg
Benjamin Netanyahu faz mágica. Ainda na 6ª-feira, a maioria das pesquisas indicava que seu partido Likud conquistaria em torno de 21 cadeiras no Parlamento israelense, quatro cadeiras a menos que o Campo Sionista (partido Labor, com nome novo) de Yitzhak (Bougie) Herzog.
Revelações de corrupção na residência do primeiro-ministro, seguidas de relatório devastador sobre a crise imobiliária real, além do encolhimento da indústria, greves sindicais, previsões de economia fraca, impasse diplomático e crescente isolamento internacional, tudo parecia indicar que Netanyahu estaria de saída. Mas quando mais parecia que o Campo Sionista substituiria o campo nacionalista, o exímio marqueteiro de campanhas eleitorais começou a tirar seus coelhos da cartola.


Como se não bastasse a decisão de atropelar o governo Obama na questão das negociações com o Irã, Netanyahu pôs-se a martelar a favor da direita, dando a conhecer ao mundo que os palestinos estariam condenados para sempre a jamais ter estado seu, dado que ele já não promoveria a criação de mais um estado árabe para cercar Israel. Apresentou o partido Likud como vítima de uma conspiração da 'mídia' esquerdista para derrubar o governo da direita. E convenientemente não disse a ninguém que seu aliado Sheldon Adelson é o proprietário do jornal Yisrael Hayom, o jornal impresso de maior circulação em todo o país. Convidou seus eleitores a voltar para "casa", prometendo dar conta de todas suas carências econômicas. E no próprio dia das eleições, aterrorizou os judeus com declarações de que os cidadãos palestinos de Israel estariam correndo às urnas em multidões, apresentando os palestinos, que votam em seus próprios candidatos, como se fossem mais uma ameaça existencial.

A poção envenenada de Netanyahu é feita com campanhas para gerar medo, muito ódio racista contra árabes e ódio militante contra a esquerda política. Pelo que agora se vê, muitos eleitores foram realmente envenenados. Em questão de poucos dias, Netanyahu conseguiu virar a favor dele votos suficientes para eleger mais dez candidatos do seu partido, canibalizando dois dos seus aliados da extrema direita: o partido de Avigdor Lieberman e o partido de Naftali Bennett. Graças à mágica-veneno de Netanyahu, o Likud saiu-se muito melhor do que esperava, e em coalizão com os partidos ultra-ortodoxos e um novo partido recém criado por um ex-ministro do Likud, o partido Kulanu (All of US), será muito provavelmente criado um bloco de extrema direita, com 67 dos 120 assentos com direito a voto (e isso ainda antes de se computarem os votos dos soldados, que em geral são de centro-direita).

Esse resultado é claro: o povo de Israel votou a favor do Apartheid.

Agora é extremamente provável que volte à tona uma leva de leis antidemocráticas que haviam sido engavetadas. Entre essas, as leis que monitoram e limitam o financiamento de ONGs de direitos humanos, restringem a liberdade de expressão, reduzem a autoridade da Suprema Corte, cancelam o status oficial da língua árabe, e, claro, levam a votação a lei do estado-nação. Essa lei, originalmente proposta por um membro do Likud, define a judaicidade como padrão do estado em todas as instâncias, legal ou legislativa - na qual conflitam as definições de "estado judeu" e "estado democrático". Significa que as leis que garantem direitos iguais a todos os cidadãos israelenses podem ser derrubadas, sob a alegação de que não respeitam o "estado judeu". Além disso, essa lei reserva direitos comunitários só para judeus; nega portanto aos cidadãos palestinos qualquer tipo de identidade nacional.

Além da legislação antidemocrática, podemos esperar todo um desfile de políticas de discriminação. O novo governo provavelmente implementará alguma variação do plano Prawer, que visa a realocar à força milhares de beduinos palestinos e tomar a terra que pertence a eles. Continuarão a jorrar bilhões de dólares nas colônias israelenses na Cisjordânia e nas colinas do Golan, e mais casas serão expropriadas em Jerusalém Leste. E provavelmente serão presos milhares de refugiados e trabalhadores migrantes "ilegais" que atualmente vivem e trabalham em cidades israelenses.

Mas, sim, os resultados dessas eleições trazem uma importante vantagem: afinal, as coisas estão postas às claras.

Agora, pelo menos, caiu a fachada sionista liberal, que camuflava a disposição de Israel para fazer avançar seu projeto colonial. O refrão israelense, de que não se poderia alcançar solução diplomática com os palestinos, porque os palestinos não teriam liderança, soará mais vazio, a cada dia. Finalmente, já se pode ver que pretender que Israel seria a única democracia no Oriente Médio é o que é: meia verdade. Israel só é democracia para judeus. Para palestinos, é regime repressor.

Deve-se também esperar pouca resistência contra o governo de extrema direita, porque o Campo Sionista de Herzog e o partido de Yair Lapid também são arabofóbicos e, portanto, pouco lutarão contra a substância racista do novo governo, embora talvez lutem contra o estilo direitista agora já desavergonhado de Netanyahu.

Afinal de contas, nos dias antes da eleição via-se um só pacote político, com enormes cartazes que mostravam foto de (Bibi) Netanyahu e seu adversário, representante oficial da extrema direita, Naftali Bennett, em que se lia que "Com Bibibennet continuaremos contra os palestinos por toda a eternidade". A dupla deve ter esquecido o fato de que 20% dos cidadãos israelenses são palestinos.

Pois mesmo assim, durante essas eleições, um raio de esperança brilhou na escuridão. O esforço concentrado de quase todos os partidos judeus para excluir os cidadãos palestinos produziu um efeito não esperado. Criando uma frente unida, os palestinos conquistaram 14 cadeiras no Parlamento, 25% a mais do que jamais antes. Hoje, os palestinos já são a terceira maior força no Knesset.

Diferente de seus contrapartes noutros partidos, Ayman Odeh, que preside a nova Lista Árabes Unidos, é líder genuíno. Extremamente incisivo, é orador que muitas vezes se serve de muita ironia para ridicularizar seus detratores, ao mesmo tempo em que divulga incansavelmente sua visão igualitária do futuro. Num raro momento de sinceridade, uma conhecida jornalista comentarista israelense denunciou a atitude de Odeh, para ela uma grave ameaça: "É homem muito perigoso", disse ela. "Ele projeta algo com que todos os israelenses podem relacionar-se."

Será essa 'ameaça' capaz de deter a iminente avalanche de novas leis de Apartheid em Israel? Sinceramente, duvido. *****



terça-feira, dezembro 18, 2012

brutalidad sionista



cual es la medida de la tamaña brutalidad y odio de un estado (israel), que lleva a   agredir a una mujer palestina?



quinta-feira, março 19, 2009

Revelan que soldados israelíes mataron civiles en Gaza intencionalmente

Extractos de conversaciones de soldados israelíes revelan que cientos de palestinos fueron asesinados intencionalmente sin que representaran ninguna amenaza, en lo que fue la operación "Plomo Fundido" donde las fuerzas de Israel invadieron al pueblo de Gaza entre diciembre y enero pasados.

De acuerdo a lo publicado este jueves por el diario isrealí "Haaretz", los soldados de ese país mataron a civiles y destruyeron propiedades palestinas siguiendo órdenes de combate "laxas" (sin firmeza).

El rotativo adelanta extractos que dan cuenta de escalofriantes sucesos en los que murieron civiles palestinos que no suponían amenaza alguna a la seguridad de las tropas israelíes, lo que contradicen la postura oficial del Ejército israelí de que sus fuerzas siguieron un alto comportamiento moral durante la operación.

En dicha ofensiva más de un mil 400 palestinos murieron y más de cinco mil resultaron heridos, según datos del Ministerio de Sanidad en Gaza.

Entre los soldados que cita el diario figuran pilotos de combate y soldados de infantería, y sus revelaciones serán publicadas este fin de semana. Los oficiales aparecen en el boletín de un curso de graduados militares.

Los testimonios incluyen la descripción de un líder de un pelotón de infantería sobre un incidente en el que un tirador de élite disparó erróneamente contra una madre palestina y sus dos hijos.

El militar revela que el comandante de otro un pelotón dejó que una familia abandonara un edificio en el que había estado retenida en un primer momento por soldados bajo su mando.

"Les dijeron que se marcharan por la derecha. Una madre y sus dos hijos no entendieron (al comandante) y giraron a la izquierda, pero se olvidaron de decirle al tirador de élite en el tejado que les dejara ir, que todo estaba en regla y que no debía disparar y él... hizo lo que se suponía que debía hacer, cumplía órdenes", explicó.

Según el militar, "el tirador vio a la mujer y a los dos hijos aproximándose a él más allá de las líneas que nadie debía atravesar. Los disparó. En cualquier caso, lo que sucedió es que los mató".

Fonte: Telesur TV (online)

domingo, fevereiro 15, 2009

O Sionismo Nazista

A grande mídia ocidental, subordinada a grande mídia ianque, é muito influenciada pelos judeus-israelenses e os não-israelenses desde o término da 2ª Guerra Mundial. Note, por exemplo, o tema nazista, que é explorado com centenas de milhares de filmes todos os anos, ao ponto que um judeu-não israelense, o professor universitário ianque Norman G. Finkelstein da Universidade de Nova Iorque, cujos pais estiveram no campo de concentração de Varsóvia, escrever um livro denunciando a Indústria do Holocausto, construída a partir da Guerra dos 6 Dias:

"(...)...as atrocidades nazistas transformaram-se num mito americano que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência".

Nele, o autor aponta que o número de sobreviventes foi exagerado com intuito de chantagear grandes corporações, países e bancos como forma de aumentar recursos financeiros na guerra contra os árabes, demonizados, que buscariam novamente a "solução final".

De fato, Israel é um dos poucos países do mundo com programa nuclear, conta com nada menos que 200 bombas atômicas, afora possuir um dos maiores e mais bens preparados exércitos, posto ser obrigatório tanto para homens como mulheres e que, uma vez por ano, o reservista deverá se apresentar a serviços de guerra.

Foi interessante a posição britânica de entregar o problema palestino a ONU, em 1948, isentando-se da responsabilidade, por ela permitida, da invasão sionista no Oriente Médio desde o fim do século XIX, que compravam as melhores terras palestinas e cujo lema era (e continua sendo) "Uma terra [Palestina] sem povo [os palestinos] para um povo [judeus] sem terra.".

Para os donos da ONU, os EUA, cabe a defesa irrestrita de Israel, como "Estado" - que não existe como tal, uma vez que até hoje não conseguiu definir suas fronteiras - e como uma suposta "democracia" — apesar de ser tão fundamentalista quanto são os vizinhos islâmicos, já que baseia seus argumentos na Lei Judaica, ou seja, nas interpretações de ortodoxos do livro religioso Torá e de não possuir uma constituição civil. Essa defesa faz-se importante, não só como modo de lavar a alma ocidental das atrocidades nazistas cometidas contra os judeus, permitida e ocultada pelas nações européias da época, mas também como modo de ter um "país" ocidental na região mais petrolífera do mundo, zona estratégica entre três continentes, e que possui a 4ª bacia de água potável do planeta (Iraque, antiga Mesopotâmia).

Desde a primeira invasão ianque no Iraque, criou-se um mito que o armamento militar ocidental de hoje é tão automatizado que é possível encontrar e atingir um inimigo dentro de uma caverna profunda, sem atingir civis ao redor. O mesmo mito ainda hoje permanece, principalmente quando se trata do povo escolhido de Deus, há quatro mil anos e portanto, superior e merecedor da terra palestina: os israelenses.

Israel supostamente luta contra o terrorismo praticado pelo braço armado do Hamas, e no entanto, o primeiro tipo de terrorismo que possa ser definido como tal é o de Estado, que através do terror e do assassinato, da humilhação e tirania de populações civis impõe seus objetivos políticos, militares e sociais. No caso da Palestina, o terror israelense é acompanhado da profunda corrupção da Autoridade Palestina, que deixou de representar seu povo aliando-se às políticas perpetradas por israelenses.

Os nossos jornais dizem que até agora apenas morreram 900 palestinos e 2500 estão feridos, o que é mais uma piada ocidental, se pensarmos numa população de 1,5 milhão e meio de habitantes que vive numa das regiões mais densamente povoadas do mundo, algo em torno de 4000 pessoas por metro quadrado; isolada, rotulada e marcada como gado por Israel e Egito; sem controle marítimo e espaço aéreo em seu próprio território; não reconhecido como Estado até hoje pela mesma ONU que reconhece Israel; sem eletricidade, sem comunicação com o mundo exterior e ajuda humanitária (graças ao bloqueio israelense); sem educação e saúde, com 80% de sua população na miséria; com sistema de saneamento básico falido etc.

Esta informação do número de vítimas é as que os jornais ocidentais têm acesso, graças ao vínculo com as mídias ianques. No entanto, quem garante a veracidade de tal número se os jornais do mundo inteiro estão proibidos de entrar em Gaza pelos terroristas israelenses? Esta veracidade é a de Israel, o povo opressor. O outro lado do Holocausto é contado por meio de blogs de palestinos sitiados em Gaza (que são ameaçados de morte por isralenses), é retratado por Carlos Lattuf (cartunista brasileiro, já condenado por extremistas), e é claro, pela única mídia que o mundo ocidental não tem acesso: a Al-Jazeera.

Quase todas as guerras israelenses-árabes desde a invasão judia na região foram ganhas por Israel, com apoio militar e econômico dos EUA. Os governos fantoches do Egito e da Arábia Saudita tiveram que se render ao fato de não possuírem bombas atômicas e de não poderem negociar num caso de embargo econômico por lutarem contra Golias - e seu marionete de estimação, os EUA. Este também foi o caminho seguido pela Jordânia, em tempos mais atuais. Assim, o senso comum tem razão quando diz que o mundo árabe também não se importa com a causa palestina, já que os regimes locais ou são ditaduras ou monarquias, em geral fantoches, apoiados pelos EUA. Por outro lado, o Irã, membro permanente do "Eixo do Mal", não é um país árabe, é persa, apesar de ser muçulmano de maioria xiita (ao contrário da maioria dos países da região que são sunitas), e não mantém relações diplomáticas com os EUA desde a Revolução Iraniana, em 1979. Não reconhece Israel como Estado e agora sofre com embargos da ONU em virtude de seu programa nuclear.

A crise palestina nunca foi religiosa, e sim política, econômica, militar (geopolítica) e, portanto, étnica-cultural. O Egito isola Gaza de um lado, impedindo seu acesso ao mundo árabe (desde os primórdios dos acordos de paz), e esta guerra israelense é financiada pela Arábia Saudita. Sendo assim, não é a questão religiosa que importa, trata-se de um massacre muçulmano-judaico, com armas ianques, de um mísero povo árabe e muçulmano. Estes dois países árabes são vistos como traidores no Oriente Médio porque apoia um "estado" terrorista ocidental favorecido totalmente pelo Império, que está amarrado na imunidade conquistada pelos judeus desde a 2ª Guerra.

Naturalmente a ONU como qualquer grande jornal do mundo não está nem aí para os palestinos, ainda que não possam dizer isso abertamente, já que estes não possuem origem étnica e religiosa européia (como no caso dos povos da Ex-Iugoslávia) e ainda não sofreram um Holocausto — talvez somente assim os processos de paz de fato ocorram. Eis a evolução israelense, de oprimido a opressor, do Gueto de Varsóvia ao Gueto de Gaza. E Israel se aproveita, também disso, ao ponto de se isentar e de impor isenção por suas ações.

No entanto, independente de governos ou estados, e também de religiões, os humanos tendem a se identificar com os povos oprimidos e/ou suas guerrilhas, caso dos tibetanos, dos bascos, dos irlandeses, dos zapatistas, das FARC, do MST e, da bola da vez, os palestinos, incriminados e aterrorizados por um povo hoje imune e/ou intocável (e que outrora, participava nas mesmas trágicas condições). Ser contra os israelenses é ser anti-semita, na visão ocidental, em virtude do tabu criado na era nazista e perpetuado em filmes. Daí, os palestinos serem Davi, ainda que atirar pedras num gigante como Golias, que palita os dentes com bombas atômicas e, independente dos julgamentos de terceiros faz o que bem entender, não seja viável.

A grande ironia é que somente a bomba atômica pode trazer a paz entre os países. Sou a favor de que todo e qualquer país tenha acesso a isso, só assim é possível negociar neste mundo. O resto do mundo não se mete com a Coréia do Norte, por exemplo, nem com a China. As relações políticas entre a Índia e o Paquistão sobre a Caxemira são obrigatoriamente resolvidas no diálogo, já que ambos os países também possuem bomba atômica. Sou a favor da bomba atômica da paz, e não a paz sem bomba e sem armas restritas a conversas inúteis na ONU. Quer a paz, prepara-te para a guerra, disse um romano.

Se esse mundo fosse sério e ético, Israel sofreria sanções ou um embargo econômico mundial pelo apartheid que usa contra os palestinos, seria condenado num tribunal internacional por crime de guerra pelos pogrom realizados e pela tentativa de genocídio de um povo imensamente mais fraco político, econômico e militarmente. É o nazi-sionismo imperando, com apoio mundial.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Depoimento pungente de uma criança que viu a familia e os amigos serem assassinados pelos israelenses



Depoimento pungente de uma criança que viu a familia e os amigos serem assassinados pelos israelenses

segunda-feira, janeiro 19, 2009

barak murderer

Israeli students call Barak 'murderer'
Mon, 19 Jan 2009 17:12:46 GMT
Graffiti at Tel Aviv University calling Ehud Barak a' murderer'
Israeli Defense Minister Ehud Barak has cancelled his visit to a university in Tel Aviv after being called a 'murderer' by the students.

Barak canceled his visit to Tel Aviv University's Law Department, after a graffiti sprayed on the walls of the building called him a 'murderer', Israeli daily Yediot Ahronot reported Monday.

The incident came after Israel launched a unilateral all-out military offensive against the Gaza Strip, killing at least 1,300 people including women and children.

The graffiti was drawn on the entryway to the Law Department ahead of the defense minister's visit.

Tel Aviv has been internationally condemned for launching the war on Gaza which eventually failed to achieve even the primary goals set in the beginning of offensive.

SB/MMN

sábado, janeiro 17, 2009

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos?




MASSACRE EM GAZA

Operação Chumbo Impune

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel executa a matança de Gaza? Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos? O artigo é de Eduardo Galeano.

Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou.

Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.

São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.

Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa.

Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.

Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.

E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense.

Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada “comunidade internacional”, existe?

É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?

Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.

Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.

(*) Texto publicado originalmente no jornal Brecha.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

objetos de consciencia

Objectores de consciência (refusenik) israelitas recusam-se a integrar o exército sionista de ocupação e são presos pela sua decisão corajosa


Entre a população israelita popularizou-se o termo refusenik (sarvanim, סרבנים, en hebreo ) para denominar os objectores e objectoras de consciência que se recusam a incorporar-se no Tsahal, o exército sionista de Israel, enquanto este continuar a ser um exército de ocupação, ou quando são enviados para os territórios palestinianos ocupados.

Claro que existem vários outros grupos, da mais variada natureza, que recusam a ocupação e a guerra movidos pelos seus princípios pacifistas. Mas o mais interessante é mesmo saber que uma quata parte dos jovens israelitas escapam, sob os mais diversos pretextos e subterfúgios, ao serviço militar, algumas vezes, com custos para a sua própria vida, ou da sua liberdade.


Quem são os Shministim?

Shministim significa jovens graduados em hebreu. O serviço militar é obrigatório após o ensino superior para os jovens israelitas. O Shministim são jovens israelitas que se recusam a servir no exército por causa dos 40 anos de ocupação de Israel sobre as terras palestinianas. Em 2008 estima-se que o seu n´mero tenha sido de uma centena, o que tem, normalmente, por consequência, a sua prisão. E aqueles que se recusam a vestir o uniforme militar dentro da prisão são metidos sózinhos em celas em isolamento absoluto. Depois de cumprida a punição, voltem a casa, e se recusarem a alistarem-se, pela segunda vez, são novamente detidos, e assim sucessivamente, conforme a vontade arbitrária das autoridades militares do exército israelita.

Jesse Bacon (justicelovejesse@gmail.com ) forma parte do "Shministim" que se recusam a entrar na máquina militar israelita. Ela própria afirma: « Estou muito orgulhosa da minha decisão em recusar-se a servir um exército que se diz humanitário e que tem fins defensivos, mas que faz sofrer diariamente um povo inteiro. Fui parar à prisão no dia 23 de Setembro. Cumpri 35 dias de detenção. Quando lerem as minhas palavras, o mais certo é eu estar novamente na prisão, junto de outros amigos, que serão detidos depois de estarem uma semana em casa, e voltarem a recusar a sua incorporação no exército.

Apoia os objectores de consciência israelitas enviando cartas de apoio dirigidas ao ministro israelita da defesa, tais como a que podes encontrar em,

WWW.December18th.ORG


Apoia os objectores de consciência israelitas

Outro refusenik é Michel Weksler (mweksler@gmail.com ) que declarou: "Eu era um comandante de tanques no exército israelita. Estive na prisão porque me neguei a ir para Gaza em 2002. Senti que era meu dever recusar ordens que eram claramente ilegais. Aliás, penso que as práticas de ocupação do exército israelita são nitidamente ilegais. Não é de admirar que o Tribunal Supremo Israelita tenha evitado sistemanticamente a pronunciar-se sobre o caso dos refuseniks. Os ataques com foguetes em Gaza são um erro, mas é ridículo da parte de Israel fazer-se de vítima em todo este círculo vicioso. Israel violou a lei internacional, mas também a lei israelita, com a forma como trata dos territórios ocupados. Note-se que essas pessoas vivem num limbo legal. Não são israelitas, nem pertencem a um Estado independente. Ainda por cima Israel está-lhes a negar os seus direitos como povo ocupado, como está previsto na Convenção de Genebra. O governo israelita tenta encobrir esta realidade referindo-se a essas pessoas como «cidadãos de Gaza», só que o povo bombardeado de Gaza não é cidadão de nenhum sítio, e esse é que é o problema: são pessoas sem estado e isto tem que terminar.

Outro caso ainda é o do capitão da Forças Aéreas israelitas, na reserva, Yonatan Shapira, que em 2003 liderou um grupo de pilotos da Força Aérea israelita que se negaram a participar em missões de ataque aos territórios palestinianos. É co-fundador dos Combatentes pelas Paz. Também ele declara: «Os grandes meios de comunicação estão empenhados a não dar uma visão real da situação. As pessoas precissam de ouvir, ver e ler os meios de comunicação alternativos. Se olhares o número de pessoas assassinadas em Gaza, o número de palestinianos mortos é enorme, mais de 400 em Gaza. Não podem sar, procurar alimentação, não têm água potável nem electricidade. Ainda por cima a Força Aéra israelita bombardei-os matando pessoas e crianças inocentes. Os mass media não falam disto. Apenas relatam que o Hamas lança foguetes contra cidades israelitas, o que pode matar pessoas.Mas as represálias israelitas e todo esse aparato não nos vai trazer mais segurança, mas antes pelo contrário. A raiz e a causa do conflito está sim no desenvolvimento da ocupação e na atitude do governo israelita em negociar com o Hamas a fim de acordar para uma completa retirada das fronteiras de 1967. Aliás, não noto da parte do governo israelita qualquer vontade de resolver o porblema. Por isso, quero gritar tão alto quanto possa e pedir ao mundo para que se una nesta luta a fim de evitar mais derramamento de sangue entre palestinianos e israelitas. Digo isto como judeu e israelita que quer continuar a viver neste maravilhoso mas triste pedaço de terra.»

www.CombatantsForPeace.org



Name: Raz Bar-David Varon
Age: 18
Why I am one of the Shministim:
“I wasn’t born to serve as a soldier who occupies another, and the struggle against the occupation is mine too. It is a struggle for hope, for a reality that sometimes feels so far away. I have a responsibility for this society. My responsibility is to refuse.”
First Sentence: 3rd - 21st Nov. 2008 (18 days)
Second Sentence: 24th Nov. - 30th Nov. 2008 (currently in prison)


In a brief statement made on the day of her arrest, Raz said:

“I have witnessed this army demolishing, shooting and humiliating people whom I did not know, but have learnt to respect for their ability to go on dealing with these horrors on a daily basis. There’s supposed to be a good reason for all of this. This reason is supposed to be my defense. I feel like screaming: ‘This does not defend me! It hurts me!’ It hurts me when people, Palestinians, are being so brutally assaulted, and it hurts me when they later turn their hatred towards me because of it. I wasn’t born to serve as a soldier who occupies another, and the struggle against the occupation is mine too. It is a struggle for hope, for a reality that sometimes feels so far away. I have a responsibility for this society. My responsibility is to refuse.”

http://december18th.org/2008/11/24/raz-bar-david-varon/#more-56




Name: Omer Goldman
Age: 19
Location: Tel-Aviv
Why I am one of the Shministim:
“I believe in service to the society I am part of, and that is precisely why I refuse to take part in the war crimes committed by my country. Violence will not bring any kind of solution, and I shall not commit violence, come what may.”
First Sentence: 22nd Sept. - 10th Oct. 2008 (18 days)
Second Sentence: 12th - 24th Oct. 2008 (10 days)


Omer Goldman, has had to confront the values of her own family. She is the daughter of the former deputy head of Mossad, the Israeli intelligence service and who is still considered one of the most powerful men in the Israeli security system. Omer, without her father’s permission visited a Palestinian town in the West Bank and at a check-point, alongside Palestinians, her supposed enemies, was fired upon by Israeli soldiers, “We were sitting by the roadside talking and soldiers came along and after a few seconds they received an order and fired gas grenades and rubber bullets at us. Then it struck me, to my astonishment, that the soldiers were following an order without thinking. For the first time in my life, an Israeli soldier raised his weapon and fired at me.”

Although, not surprisingly, her father does not support her decision to refuse, he still supports her as a daughter. “He and I have very similar characters. I, too, fight to the end for what I believe in. But we are opposites ideologically.”

In her declaration of refusal she stated:

“I refuse to enlist in the Israeli military. I shall not be part of an army that needlessly implements a violent policy and violates the most basic human rights on a daily basis.

Like most of my peers, I too have not dared to question the ethics of the Israeli military. But when I visited the Occupied Territories I realized I see a completely different reality, a violent, oppressive, extreme reality that must be ended.

I believe in service to the society I am part of, and that is precisely why I refuse to take part in the war crimes committed by my country. Violence will not bring any kind of solution, and I shall not commit violence, come what may. “


Name: Sahar Vardi
Age: 18
Location: Jerusalem
Why I am one of the Shministim:
“I realize that the soldier at the checkpoint is not responsible for the wretched policy of the oppressor towards civilians, I am unable to relieve that soldier of responsibility for his conduct … I mean the human responsibility of not causing another human being to suffer.”
First Sentence: 25th - 31st Aug. 2008 (6 days)
Second Sentence: 12th - 30th Oct. (18 days)
Third Sentence: 3rd - 21st Nov. 2008 (18 days)


Sahar was the third conscientious objector, and the first woman, to be imprisoned among this years group of high school seniors, who signed a collective declaration of refusal to serve in the Israeli army of occupation.

While she stresses the importance of resisting the occupation of Palestine as a motive for her refusal, Sahar’s conscientious objection is also rooted in a wider pacifist position.

During her sentence Sahar refused to wear a military uniform in prison, and subsequently spent the duration of her detention in solitary confinement. The Isolation Wards of military prisons in Israel are often the cite of various minor or less minor forms of abuse, so Sahar needs your support.

In a letter to the Minister of Defense, declaring her refusal to serve in the military, She wrote:

“I have been to the occupied Palestinian territory many times, and even though I realize that the soldier at the checkpoint is not responsible for the wretched policy of the oppressor towards civilians, I am unable to relieve that soldier of responsibility for his conduct … I mean the human responsibility of not causing another human being to suffer.

The bloody times in which I live (consisting of assassinations, aggression, bombings, shootings) results in increasing numbers of victims on both sides. It is a vicious circle that emanates from the fact that both sides elect to engage in violence. This choice I refuse to take part in.”

A peaceful demonstration was organized in support of Sahar before her first sentence in military prison on August 25, 2008. About 80 people joined the demonstration, and were met by a small counter-demonstration organized by a pro-military group. The pro-military group confronted the original protesters aggressively and head-butted one of the demonstrators and drove a motorcycle into the crowd.

http://december18th.org/2008/11/23/shministim-statement-1/#more-5














sábado, janeiro 10, 2009

Todos somos palestina, todos somos palestino


Todos fuimos, somos, podríamos ser execrados por alguna imaginaria pertenencia étnica o alguna verídica adscripción cultural o política y seleccionados por ella para el gueto, el campo de exterminio, el Holocausto.

Todos fuimos, somos, podríamos ser vejados en nuestra propia tierra, discriminados en nuestra cuna, heridos constantemente por la mirada, la pedrada, el culatazo, el escupitajo de quienes se creen superiores por ser distintos y distintos por ser bestiales.

Todos fuimos, somos, podríamos ser expulsados de nuestro país y reducidos a hileras de pasos que deambulan de uno a otro campo de refugiados sin más horizonte que el alambre de púas.

Todos fuimos, somos, podríamos ser el hambre sin pan, la sed sin agua, la intemperie sin paisaje, la memoria sin recuerdos, la enfermedad sin medicina, la herida sin venda, la quemadura sin analgésico, la amputación sin anestésico, el dolor sin justicia, la muerte sin sentido.

Todos fuimos, somos, podríamos ser víctimas de la limpieza étnica, de los bombardeos contra la población civil, de las bombas de racimo, de la fosa común, de las guerras relámpago que oponen nuestra carne a los carros blindados y nuestros ojos a la invasión de la muerte.

Todos fuimos, somos, podríamos ser los huérfanos, los deudos, los sobrevivientes, los solitarios, los acorralados, sin más compañía que el recuerdo, sin más familia que la lágrima ni más hijo que el alarido ni más hermandad que el desvelo.

Todos somos, podríamos ser, fuimos, los amedrentados por el alarido de las sirenas y el anonimato de las maquinarias de la guerra, los soldados desconocidos, las bajas estimadas, los cuerpos contados o las tumbas sin nombres.

Todos somos, podríamos ser, fuimos, Noche y Niebla, pero también Plomo Fundido.

Todos fuimos, podríamos ser, somos, los culpables de vivir, los ejecutados por el crimen de tener razón, los muertos en aras del espacio vital, los sentenciados por los dividendos, los condenados en las rebatiñas por la energía fósil, los degollados en nombre del Dios del Amor, los satanizados por lo medios, los agredidos representados como agresores, los borrados por el eufemismo, los daños colaterales, los desechables, los prescindibles.

Todos fuimos, somos, podríamos ser los monstruos que ejecutan las atrocidades o que dicen vengar atrocidades cometiéndolas contra inocentes o las consagran con la indiferencia, la inactividad, la pasividad, la complicidad, el silencio.

fuente

quarta-feira, janeiro 07, 2009

o rosto do desespero e a dor

ação do estado de israel contra o povo da franja de gaza. a ação militar com apoio do armamento moderno dos estados unidos, não tem comparação com os fogetes da resistencia arabe, que geralmente cai no campo e com pouco poder de ação.
Tudo indica que israel deliberdamente esta matando crianças e maes de familia.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

yo te nombro : libertad

hoy mas que nunca, esta poesia hecha canción cobra realismo, vigencia
(en apoyo al pueblo arabe que lucha contra el invasor sionista de israel)

Yo te nombro, libertad

Por el pájaro enjaulado, por el pez en la pecera,
por mi amigo que está preso porque ha dicho lo que piensa.
Por las flores arrancadas, por la hierba pisoteada,
por los árboles podados, por los cuerpos torturados.
Yo te nombro, libertad.
Por los dientes apretados, por la rabia contenida,
por el nudo en la garganta, por las bocas que no cantan.
Por el verso clandestino, por el verso censurado,por el joven exilado, por los nombres prohibidos.Yo te nombro, libertad.
Te nombro en nombre de todos, por tu nombre verdadero;
te nombro cuando oscurece y cuando nadie me ve.

Escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad:tu nombre verdadero,tu nombre y otros nombres que no nombro por temor.
Por la idea perseguida, por los golpes recibidos,por aquel que no resiste,
por aquellos que se esconden.
Por el miedo que te tienen, por tus pasos que vigilan,
por la forma en que te atacan, por los hijos que te matan.
Yo te nombro, libertad.
Por las tierras invadidas, por los pueblos conquistados,
por la gente sometida, por los hombres explotados.
Por los muertos en la hoguera, por el justo ajusticiado,
por el héroe asesinado por los fuegos apagados.
Yo te nombro, libertad.Te nombro en nombre de todos, por tu nombre verdadero;
te nombro cuando oscurece y cuando nadie me ve.
Escribo tu nombre en las paredes de mi ciudad: tu nombre verdadero,tu nombre y otros nombres que no nombro por temor.
Yo te nombro, libertad.


quinta-feira, outubro 09, 2008

Quando se trata de Palestina e Israel, os EUA simplesmente não entendem nada*


Robert Fisk

Os palestinos deixaram de existir nos EUA, 3ª-feira à noite. Joe Biden e Sarah Palin deram jeito e não pronunciaram a palavra-veneno. “Palestina” e “palestinos” – conceitos cancerosos, escorregadios, perigosos – simplesmente viraram inexistentes, no debate dos candidatos à vice-presidência.

A expressão “ocupação por Israel” deus seja servido não apareceu. Nem “colônia de judeus” nem “assentamento de judeus” – sequer “vizinhança israelense”, invenção acovardada do jornalismo norte-americano – deram o ar de sua graça. Nada.

Aqueles audazes competidores pela vice-presidência dos EUA, tão rápidos ao demonstrar tanta audácia no que tenha a ver com “defesa”, esconderam-se como coelhos, fugindo do epicentro do terremoto do Oriente Médio: a existência de um povo na Palestina. Claro, falou-se de uma solução “Dois Estados”, mas só para enganar, porque ninguém entende a Região.

Biden bem que quase pareceu provocar George Bush, que teria pressionado a favor das “eleições” – outra vez, ficou faltando a parte “na Palestina” – que levou à vitória do Hamás. Mas foi como se o Hamás só existisse em alguma terra-do-nunca-nunca, vasta paisagem que gradualmente se vai convertendo em desertos negros imensos que se estendem, na imaginação dos políticos norte-americanos, do Mediterrâneo ao Paquistão.

“Os mísseis (nucleares) paquistaneses já podem atingir Israel”, trovejou Biden. Mas… que conversa é essa?! O Paquistão não ameaçou Israel. Que se saiba, o Paquistão é aliado dos EUA. Os dois candidatos pareciam pensar que seu aliado na “guerra ao terror” teria virado a casaca e ter-se-ia coligado ao eixo do mal. Nem o Islam escapa à tentação.

Um dos boletins mais engraçados da semana, mais uma investigação sobre a educação de Obama, veio da agência de notícias Associated Press. O aspirante à presidência, anunciou a Associated Press, freqüentou escola muçulmana, mas não “praticou” o Islam.

Que diabo significa isso?!, pensei comigo. A Associated Press noticiaria, por exemplo, que McCain freqüentou escola cristã, mas não “praticou” a cristandade? Então, entendi. Obama fumou Islam, mas não tragou.

Viajando pelos EUA essa semana – de Seattle a Houston e Washington e daí a Nova York – por toda parte tropecei nos efeitos do terror induzido pela Casa Branca. Num almoço, uma senhora bem-educada, de classe média alta, virou-se para mim e contou-me sobre seu medo, “porque o Islam quer tomar a América”. Quando tentei sugerir que assim, francamente, já era demais, ela informou-me que “os muçulmanos já tomaram a França”.

Como se responde a uma coisa dessas? É como ser informado por alguém pressuposto racional e são de que os marcianos pousaram ontem no Tennessee. Tive de usar o golpe do velho Fisk, quando cercado por adeptos da religião do “digamos que George Bush inventou o 11/9”. Olhei o relógio, adotei cara de susto e gritei: “Tô atrasado!”

Falando sério. Lá estava Biden, na 3ª à noite, contando que na faixa de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão – referia-se, é claro, à antiga fronteira traçada por Sir Mortimer Durrand, considerada peça de ficção pelos pashtuns (e, portanto, por todos os taliban) – “foram construídas 7.000 madrassas ... numa das quais mora bin Laden, onde o procuraríamos, se tivéssemos realmente inteligência (sic)”.

Sete mil? De onde, santo deus, saiu esse número? Sim, há milhares de escolas religiosas no Paquistão – mas não todas, é claro, na fronteira. Em outro extraordinário golpe de inventar mitos, o homem de Obama disse que “chutamos o Hizbóllah para fora do Líbano” – o que é perfeita mentira.

E, é claro, Israel – palavra que deve ser pronunciada, repetidamente, quanto mais, melhor, por todos os candidatos nos EUA – é o centro que mantém equilibrado todo o Oriente Médio, “nação pacífica e amante da paz, nosso melhor e mais forte aliado no Oriente Médio” (Palin falando)..., que ninguém “defendeu mais aplicadamente, no Senado dos EUA, que Joe Biden” (Biden falando).

Israel estaria “sob grave risco” se os EUA conversassem com o Iran”, Palin revelou. “Temos de garantir a Israel que jamais permitiremos um segundo Holocausto”. E outra vez acordaram o cadáver de Hitler – exatamente como McCain operou a ressurreição das sombras da II Guerra Mundial, quando cacarejou sobre o senso de responsabilidade de Eisenhower antes do Dia D. Que Israel pode defender-se muito adequadamente com 264 ogivas nucleares, é claro, ninguém disse, porque ver e fazer ver o real poder de Israel destrói a imagem de país pequeno e vulnerável, cuja defesa depende dos EUA.

Os israelenses merecem viver em segurança. Mas onde está a segurança que devemos garantir aos palestinos? Onde se meteu a simpatia com que os norte-americanos considerariam qualquer outro povo que viva hoje sob ocupação? Dessa simpatia, desnecessário dizer, não se viu nem rastro. Porque temos de endurecer, preparando-nos para a próxima guerra contra o mundo do mal no Paquistão.

Biden chegou a “exigir” governo “estável” em Islamabad, o que beira a total hipocrisia, poucos dias depois de soldados dos EUA terem invadido a fronteira legal e soberana do Paquistão e explodido uma casa que, disseram, seria usada pelos taliban. E disse o General David Petraeus ao The New York Times essa semana, “Andamos na direção errada, no Afeganistão (...). Será muito difícil retomar o controle em várias áreas que os taliban reocuparam”.

É uma situação esquisitíssima. Obama e Biden querem dar por concluída a operação Iraque e re-conquistar o Afeganistão. Para a Escola Palin de Clichês, tratar-se-ia de “aceitar a bandeira branca da rendição no Iraque”, ao mesmo tempo em que continua a alertar contra os perigos que vêm do Iran, onde só o nome daquele presidente ensandecido, Ahmadinejad, bastou para derrotar McCain, no pseudo debate da semana passada, três vezes.

E é sempre a mesma velha história. A única lição que aprendemos nos EUA, nessas duas semanas, citando “Oh! Que delícia de guerra”, de Joan Littlewood, é que a guerra continua.

* ROBERT FISK © The Independent, UK. Na internet, em http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisks-world-when-it-comes-to-palestine-and-israel-the-us-simply-doesnt-get-it-950812.html.